segunda-feira, 13 de março de 2006

Compreensão do sentido da ação

“...o simples fato de alguém adotar para si determinado comportamento observado em outras pessoas e que lhe parece conveniente para seus fins não é ação social em nosso sentido. Pois nesse caso o agente não orienta sua ação pelo comportamento de outros, mas, a observação desse comportamento permitiu-lhe conhecer determinadas probabilidades objetivas, e é por estas que orienta a sua ação. Sua ação está determinada causalmente pela de outra pessoa e não é pelo sentido inerente àquela. Quando, ao contrário, se limita, por exemplo, um comportamento alheio porque está “na moda”, porque é considerado tradicional, exemplar ou “distinto” com respeito à determinada classe social, ou por outros motivos semelhantes, então existe uma relação de sentido — seja referente ao comportamento da pessoa imitada, de terceiros ou de ambos. Ambos — o condicionamento pela massa e a imitação — representam casos-limite da ação social que freqüentemente encontraremos, por exemplo, ao examinarmos a ação tradicional. A causa da fluidez, nesse, bem como em vários outros casos, está em que a orientação pelo comportamento alheio e o sentido da ação própria nem sempre podem ser verificados claramente, nem sempre são conscientes e ainda mais raramente são completamente conscientes.”
WEBER, Max. Economia e Sociedade, Brasília, Ed. Universidade Brasília, 2000, p. 14-5.

2 comentários:

  1. não achei clara a diferença. o que é esse imitar por ser conveniente, apenas, e que se diferencia do estar na moda ou ser distinto? o que resta?

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  2. Tu não vai mudar o link do meu blog? Nem me adicionar no teu msn?
    talulatrindade@gmail.com

    Beeeeeeijo!

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