quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Chanceler de ferro

“A única fundação hígida para um grande Estado — e que o diferencia de um pequeno Estado — é o egoísmo de Estado, não o romantismo; e não é digno de um grande Estado lutar por algo que não diz respeito ao seu próprio interesse. Meus senhores indiquem-me um objetivo digno de guerra e ter-me-ão ao vosso lado. É facílimo para um estadista acompanhar a onda popular permanecendo no conforto, junto a sua lareira a proferir discursos bombásticos da tribuna, deixando que o público faça soar os clarins da guerra, e abandonando ao mosqueteiro, que sangra o sangue de sua vida nas vastidões nevadas, a tarefa de resolver se a política adotada acaba em glória ou em fracasso. Nada mais simples — mas ai do estadista que, em momento tal, falha em achar causa de guerra que resista à inquirição, uma vez passada a luta!”

“A Prússia, deve reunir todas as suas forças, e manter esse poderio alerta para o momento oportuno, que já varias vezes se perdeu; as fronteiras da Prússia, tais como traçadas pelo tratado de Viena, não favorecem uma tranqüila vida política; os grandes problemas da época serão resolvidos, não por meio de discursos e votações majoritárias — esse foi o grande engano de 1848 e 1849 — mas a ferro e sangue.”

Otto von Bismarck

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