segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Rússia vista sob perspectiva liberal

Pequeno texto sobre a Rússia e suas ações no cenário internacional. Análise de perspectiva liberal, não filiada ao realismo político. Dá, talvez, importância exagerada a posições políticas, isto é, um certo discurso político-ideológico que pode ser alheio aos seus interesses estratégicos. Sob este prisma a análise abaixo mencionada talvez seja algo frágil, pois russos, chineses ou norte-americanos não se importam com liberalismo político quando buscam atingir seus objetivos estratégicos. Se o fazem, é apenas para buscarem legitimidade política no seio de suas sociedades, dado que atingem seus objetivos pela guerra, e buscam legitimá-la. A diferença específica no casos dos russos é que, na maior parte do tempo, eles não se importam com discursos políticos alheios à sua cultura e práticas políticas, autoritárias desde os tempos dos Tzares. Desse modo já se antevê os problemas da análise que se segue. Por outro lado, se fosse vinculada à corrente realista da análise das relações internacionais, os motivos principais seriam os traçados pelos Estados, e não por forças políticas alienígenas aos seus interesses. Afinal, o que a Rússia tem a ver com o democratismo norte-americano? Apenas concorda com ele quando este se lhe apresenta como útil, caso contrário, vai contra ele. De toda forma o texto é interessante.
Para ler o texto comentado aqui, basta clicar na seguinte ligação: A Rússia como Construção do Ocidente da página RelNet.

Um comentário:

  1. Prezado Fabrício,

    Na verdade minha filiação não é com a teoria liberal e sim com algo próximo ao pós-estruturalismo. Quando escrevi o texto, estava bastante influenciado pelo Mike Shapiro, que foi meu professor no 1º semestre de 2007. Ele cunhou um conceito chamado "governança cultural" e, trabalhando com cinema e literatura, busca compreender as pré-condições sociais para que pensemos do modo como pensamos. Na minha opinião, o liberalismo em teoria de RI é perigoso, pois está baseado em uma filosofia universal que desconsidera a diferença. Por isso aproximo o pós-estruturalismo do pós-colonialismo, como forma de exercitar o respeito pela diferença.

    Parabéns pelo Blog!

    Fabiano Mielniczuk
    Editor-Relnet

    ResponderExcluir