quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Israel e o cair das cortinas do Hamas

No cair da cortinas do ano de 2008, o Estado de Israel, depois de oferecer um prolongamento da trégua existente desde o dezenove de junho deste ano, recebeu persistentes — e inócuos — ataques de foguetes realizados pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza.

Um prolongamento do acordo de cessar fogo foi oferecido por Israel. O Hamas não apenas não aceitou como ameaçou com ‘duras retaliações’. A inocuidade da ameaça é significativa e, se se pensar em termos realistas, é também absurda.

O Hamas não está e sequer esteve em posição de barganhar com o Estado de Israel. Talvez, nenhum Estado árabe esteja no presente momento, dada a assimetria de forças e aliados no contexto do Oriente Médio: o Estado de Israel é o ator mais capaz neste cenário, impondo-se sem maiores dificuldades a todos os seus rivais tomados em conjunto, sejam eles a Síria, a Arábia Saudita, o Irã e o Egito.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Em África

Texto interessante no blog Pelo Mundo: desenvolvimento global e direitos humanos, "Histórias de uma terra devastada pelo HIV", por Adriana Carranca, no site do jornal O Estado de São Paulo, no qual ela publica um texto de Lilian Liang. O texto reporta a gravíssima situação africana, rudemente afetada pela epidemia de Sida/Aids. A situação descrita é, para os padrões de saúde pública a que o Ocidente está acostumado, chocante.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Minas de história

Um blog interessante. Como diz a sua descrição:

é uma janela para o passado mineiro; [...] Pretende abrigar leituras de historiografia sobre Minas Gerais e apresentar pequisas sobre a trajetória regional.

Visitem: minasdehistoria.blog.br

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Ambiente metafísico

Marco Aurélio Mello, ministro do TSE, disse que não atua em ambiente político, ao ripostar uma assertiva do Presidente da República. Ora, se ele, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, não atua em ambiente político, qual é o tipo de ambiente que ele atua?

Metafísico?

O simples fato de ser ministro, explicitamente, dá caráter político ao que quer que o ministro faça enquanto estiver a ocupar tal cargo público. É evidente.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Criminalização da pobreza

Só pode ser sentimentalismo água-com-açúcar chamar por criminalização da probreza a ação da Elite da Polícia Militar nos morros da capital fluminense. Supor que um sujeito porta armas de uso militar apenas porque sua situação foi criminalizada é não somente pouco inteligente, como ridículo.

No Rio de Janeiro há um conflito claro entre aqueles que traficam e aqueles que, ao menos supostamente, estão interessados em combater o tráfico. É comum a sociologia rotular localidades desse tipo como anômicas, visto que o Estado não consegue impor a legalidade e tampouco os traficantes impõem-se ao Estado. É uma zona de conflito permanente, no qual traficantes usam armas reais para repelir o Estado, nomeadamete corporificado por forças policiais e continuar a mercancia de narcóticos ilegais.

Supor que o uso de armamento equivalente ou mesmo mais eficaz pelas forças policiais seja uma criminalização da situação de pobreza é, como já dito, tacanho, sinônimo de pacifismo míope e provinciano. Supor que é desumano, é falta de inteligência: a ação da polícia fluminense nesse cenário não se caracteriza como uma ação policial strictu sensu, mas sim como uma ação tipicamente militar. Daí se depreende os gritos de guerra e canções da tropa, que lhe aumentam a auto-estima, dando-lhe sustentação e unidade, desembocando isso em eficácia nas suas operações. E isto se dá em todos lugares deste planeta onde a organização de tropas militares se deu de acordo com o modelo tipicamente ocidental.