terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Criminalização da pobreza

Só pode ser sentimentalismo água-com-açúcar chamar por criminalização da probreza a ação da Elite da Polícia Militar nos morros da capital fluminense. Supor que um sujeito porta armas de uso militar apenas porque sua situação foi criminalizada é não somente pouco inteligente, como ridículo.

No Rio de Janeiro há um conflito claro entre aqueles que traficam e aqueles que, ao menos supostamente, estão interessados em combater o tráfico. É comum a sociologia rotular localidades desse tipo como anômicas, visto que o Estado não consegue impor a legalidade e tampouco os traficantes impõem-se ao Estado. É uma zona de conflito permanente, no qual traficantes usam armas reais para repelir o Estado, nomeadamete corporificado por forças policiais e continuar a mercancia de narcóticos ilegais.

Supor que o uso de armamento equivalente ou mesmo mais eficaz pelas forças policiais seja uma criminalização da situação de pobreza é, como já dito, tacanho, sinônimo de pacifismo míope e provinciano. Supor que é desumano, é falta de inteligência: a ação da polícia fluminense nesse cenário não se caracteriza como uma ação policial strictu sensu, mas sim como uma ação tipicamente militar. Daí se depreende os gritos de guerra e canções da tropa, que lhe aumentam a auto-estima, dando-lhe sustentação e unidade, desembocando isso em eficácia nas suas operações. E isto se dá em todos lugares deste planeta onde a organização de tropas militares se deu de acordo com o modelo tipicamente ocidental.

2 comentários:

  1. Caro Fabricio, vc é patrocinado por algum fabricante de armas? ou simplismente é um nostalgico do regime militar?
    feliz ano novo

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  2. Primeiro, é "simplesmente" e não "simplismente". Segundo, se não defendo o uso de armas nesse pequeno texto, mas sim algo completamente diferente, o comentário mostra-se irrelevante e inócuo. E a tentativa de desqualificação nele contida, não é bem vinda. Este espaço não é "democrático", não estou disposto a aturar a estupidez alheia.

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