quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aquecimento ou histeria global?

Com clareza e objetividade é possível enquadrar as sandices (sim, esta é a palavra correta) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ou IPCC (do inglês Intergovernmental Panel on Climate Change) e todo aquele lixo ideológico sob o qual estão as idéias e termos que cercam os intitulados ambientalistas, do Príncipe Charles a Mikhail Gorbachev, no momento presente. O primeiro o faz sob a perspectiva ideológica no seu sentido mais forte, a mascarar a realidade e impor obstáculos ao desenvolvimento dos ditos países em desenvolvimento com a finalidade de assegurar o quinhão da outrora relevante Europa. O segundo o faz sob a sombra da própria torpeza, isto é, a ingenuidade: órfão da esquerda marxista-leninista, assim como toda a esquerda mundial (não obstante ele mesmo engendrar tal parricídio ideológico por simples e sutil incompetência), aderiu sem mais, por sua perspectiva infantilmente anticapitalista, ao ambientalismo. Este nada mais é que um fruto do capitalismo ocidental, numa sociedade cada vez mais míope, incapaz de perceber a polaridade política entre dominantes e dominados, entre possuidores e despossuídos, como seu gene definidor, seja no Panamá ou na Alemanha.
O modelo polaridade política, de mera oposição entre detentores e não detentores dos meios de produção, está, mais do que nunca, em voga: ele é a realidade empírica da sociedade capitalista. E isto é uma verdade objetivamente inexorável simplesmente porque o capitalismo aí está. Daí temos uma sopa ideológica que se pretende científica (como toda ideologia, o qual tenta confudir-se a si mesma com a própria realidade empírica, sendo, no entanto, um mero discurso sobre a realidade). No momento atual, os órfãos da esquerda política unem-se em prol do "meio ambiente", do "nosso lugar", a Terra, unicamente porque desacreditados e confusos como estão, não têm qualquer bandeira.