<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808</id><updated>2011-11-27T22:49:04.022-02:00</updated><category term='segurança pública'/><category term='Universidade de Cambridge'/><category term='desenvolvimento humano'/><category term='sociologia fenomenológica'/><category term='Otto von Bismarck'/><category term='União Soviética'/><category term='psicanálise'/><category term='mídia'/><category term='Israel'/><category term='nacionalismo'/><category term='petróleo'/><category term='epistemologia'/><category term='Rússia'/><category term='ideologia'/><category term='Lula'/><category term='Metotodologia'/><category term='saúde pública'/><category term='historicismo'/><category term='campanha política'/><category term='#dilmafactsbyfolha'/><category term='teoria do conhecimento'/><category term='desenvolvimentismo'/><category term='cultura'/><category term='história'/><category term='IPCC'/><category term='PSDB'/><category term='Segundo Turno'/><category term='meteorologia'/><category term='cidades poluídas'/><category term='conflito'/><category term='Eleições 2010'/><category term='Otan'/><category term='sistema soviético'/><category term='programa de pesquisa'/><category term='José Serra'/><category term='jornais'/><category term='Prússia'/><category term='entreguismo'/><category term='Bush'/><category term='moral'/><category term='geopolítica'/><category term='especulador'/><category term='teoria social'/><category term='Venezuela'/><category term='crise institucional da imprensa'/><category term='Grã-Bretanha'/><category term='epidemia'/><category term='Alemanha'/><category term='nazismo'/><category 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href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>75</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3312447142546694697</id><published>2010-10-25T13:13:00.002-02:00</published><updated>2011-03-30T20:49:39.453-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PSDB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Petrobrás'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='entreguismo'/><title type='text'>Entreguismo: o jeito tucano de se fazer política</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TMWeZxNNJsI/AAAAAAAAAeE/rZknGijQPvk/s1600/66923_1200080899734_1759916388_383425_7106337_n.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TMWeZxNNJsI/AAAAAAAAAeE/rZknGijQPvk/s320/66923_1200080899734_1759916388_383425_7106337_n.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Entreguismo é a maneira pela qual se entrega riquezas de um país,  isto é, seus recursos naturais, empresas e o que mais for possível à exploração  de multinacionais, englobando também acordos benéficos a entes alienígenas aos  interesses nacionais. Há argumentos vários para sua defesa, a maior parte deles  baseados em posições que poderiam ser ditas como ideológicas no seu sentido  forte, isto é, posições que dependem do falseamento da realidade para serem  defensáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais recente deles é a defesa do regime de concessão feito  pelos tucanos na presente disputa eleitoral contra o sistema de partilha para a  exploração do pré-sal. Esta é a maior reserva de petróleo descoberta nas  últimas duas décadas. Trata-se de uma riqueza sem par que é propriedade de  todos os brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, os tucanos vivem a dizer que o Brasil não tem tal  ou qual capacidade de investimento. Diziam até recentemente que não se podia  fabricar uma plataforma de exploração de petróleo no Brasil. Veio o governo  Lula para e disse o contrário — e mais importante, fez o contrário: começou-se  a fabricar plataformas de exploração aqui e não algures no Canadá, Coreia ou  Cingapura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, na &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2510201012.htm" target="_blank"&gt;Folha de São  Paulo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/principal-assessor-de-serra-defende-privatizacao-do-pre-sal" target="_blank"&gt;Luis  Paulo Vellozo Lucas&lt;/a&gt;, do PSDB, disse que a Petrobrás não tem dinheiro para  explorar o pré-sal e tampouco o Estado Brasileiro.&amp;nbsp; Esse mesmo partido, na voz de outros representantes  seus, dizia que a economia brasileira não poderia crescer mais que 4% ao ano.  Este ano, 2010, o Brasil crescerá 7,5% de acordo com as projeções. O PSDB  defendia o arrocho das contas públicas e a austeridade fiscal quando veio a  crise de 2009, a pior crise do mundo capitalista desde 1929. E o que o governo Lula  fez? Exatamente o contrário. Para evitar a depressão econômica, promoveu  políticas anticíclicas e a gigantesca crise econômica converteu-se aqui em uma  insípida marolinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um passado recente, nos anos de 1997 e 1998, qualquer  crise econômica regional, como foram as dos chamados tigres asiáticos e a da  Rússia, repercutiam de maneira violenta no Brasil graças à posição de  vulnerabilidade que o PSDB, chefiado pelo deslumbrado FHC, colocou o Brasil. A  venda do patrimônio público brasileiro promovida pelo governo tucano, num abjeto  desmonte do Estado, &amp;nbsp;não foi o meio para  evitar tais desastres. Ao contrário, foi a maneira pela qual tais crises se  intensificaram, pois diminuía a capacidade de ação e decisão nacional em  cenários econômicos adversos. A falta de investimento público piorava desmedidamente  as possibilidades de recuperação que só não eram piores dado o já enorme  mercado interno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora os tucanos voltam à carga defendendo o que existe de  mais abjeto para o interesse nacional: a venda do patrimônio brasileiro aos  estrangeiros por mais uma vez. Já não estão fartos disso? Não se fartaram de  financiar as privatizações de empresas brasileiras com o dinheiro público? Sim,  esses políticos tucanos, num ímpeto de rapinagem não só venderam as estatais,  como financiaram a venda delas a entes estrangeiros com dinheiro do BNDES! Há  maior descaramento? E querem voltar a defender tais absurdos. O PSDB representa  o entreguismo no estado da arte. Venderam, por exemplo, a Vale do Rio Doce por  3,3 bilhões de dólares e hoje, misteriosamente, ela vale mais de 150 bilhões?  Essa majoração do seu preço não se dá apenas porque ela “cresceu”, ou porque as  vendas de minério aumentaram mais de 125% (o valor da empresa aumentou em mais  de 45 vezes!), mas fundamentalmente porque ela foi vendida por um preço muito  aquém do seu valor de mercado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tucanos vem agora defender que a Petrobrás não dinheiro  para investir no pré-sal. Ora, se não tem, que acumule-se capital e divisas o  suficiente para que se possa investir. E o governo do PT é exemplar nesse  aspecto. A Petrobrás valia cerca de 15 bilhões de dólares em 2002. Hoje vale  perto de trezentos bilhões. Como se faz isso? Investindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os tucanos dizem que ela não tem dinheiro como  justificativa para ceder a patrimônio do brasileiro aos estrangeiros. Se não  tem capital para investir, é muito simples: faça os investimentos de maneira  mais lenta. Mas não, os tucanos preferem entregar a riqueza para as empresas estrangeiras,  as quais, como é costumeiro, vão sugar os poços da maneira que melhor lhe  aprouver, uma vez que eles defendem, também, o sistema de concessão e não de  partilha. Na concessão, paga-se à União uma taxa pela exploração de determinada  área sem exigir qualquer tipo de contrapartida. A partilha, pelo contrário, diz  que deverá ser paga uma taxa inicial pela exploração do posso, mas o Estado  participará do processo de exploração com a Petrobrás, associada ou não a  empresas estrangeiras, decidindo como será feito o beneficiamento e venda dos  produtos gerados pelo petróleo. E, demais, há ainda a criação de um fundo  social para garantir a distribuição dessas riquezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito de maneira mais simples: o sistema de partilha não irá  vedar a entrada de empresas estrangeiras no pré-sal. Portanto não faltará  capital. É falácia, mentira deslavada tucana para vender o patrimônio do brasileiro.  O mais importante do sistema de partilha é que o Brasil terá a palavra final  sobre como será feita exploração de petróleo e assim o será para garantir o  interesse nacional, o interesse do brasileiro. &amp;nbsp;Por que os tucanos não defendem algo tão  razoável? Ora, é de se supor que eles tenham muito a ganhar, afinal não é deles  que parte a afirmativa de que fizeram a privatização no limite da irresponsabilidade?  E essa gente quer presidir o Brasil&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Negam que queriam privatizar a Petrobrás,  tentaram mesmo mudar o nome e, como se pode ver no meu post anterior, há fortes  e claras evidências de que queriam vendê-la. Pensam apenas em termos de  rentabilidade empresarial. Esquecem-se que uma estatal é uma ferramenta para o  desenvolvimento nacional. Visão baça pelo característico entreguismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3312447142546694697?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3312447142546694697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/10/entreguismo-o-jeito-tucano-de-se-fazer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3312447142546694697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3312447142546694697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/10/entreguismo-o-jeito-tucano-de-se-fazer.html' title='Entreguismo: o jeito tucano de se fazer política'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TMWeZxNNJsI/AAAAAAAAAeE/rZknGijQPvk/s72-c/66923_1200080899734_1759916388_383425_7106337_n.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3200905920878299272</id><published>2010-10-16T02:43:00.002-03:00</published><updated>2010-10-16T02:47:19.504-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PSDB'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Segundo Turno'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eleições 2010'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FHC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Serra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha política'/><title type='text'>Surrealismo político</title><content type='html'>Às vezes se tem a impressão de que a campanha política do PSDB não é efetivamente o que é. Não parece ter a ver com disputa eleitoral. É muito mais próxima de uma peça,  filme ou, melhor, da produção de um documentário surreal. Tanto é, que a atual campanha tem deixado atônitas pessoas que estão acostumadas a acompanhar o jogo político brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capa da revista &lt;a href="http://www.istoe.com.br/capa#" target="_blank"&gt;Isto É&lt;/a&gt;&amp;nbsp;desta semana, uma releitura da capa da revista tucana&lt;i&gt; par excellence&lt;/i&gt;, Veja, de semanas atrás é exemplar. A &lt;a href="http://www.istoe.com.br/reportagens/106182_O+PODEROSO+PAULO+PRETO+PARTE+1?pathImagens=&amp;amp;path=&amp;amp;actualArea=internalPage" target="_blank"&gt;reportagem&lt;/a&gt;, como não poderia deixar de ser, também o é. Trata-se do desmentido sobre Serra conhecer ou não Paulo Vieira de Souza ou simplesmente Paulo Preto. A revista Carta Capital publicou uma &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/tag/edicao-618" target="_blank"&gt;matéria &lt;/a&gt;sobre essa figura que causa dilemas na cabeça de José Serra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o cientista político &lt;a href="http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-bolivar-lamounier/2010/10/14/o-quase-empate-nas-pesquisas-e-suas-implicacoes/" target="_blank"&gt;Bolívar Lamounier&lt;/a&gt;, mais uma vez, deixou de lado qualquer pretensão de fazer um comentário matizado pela sua profissão. No lugar de tentar enquadrar a realidade com os móveis que a Ciência Política tem, Lamounier joga para a sua torcida, azul e amarela de bico grande. Em vez de tentar fazer ciência, desiste e faz propaganda política. A miopia de Lamounier no seu ímpeto tucano é tão acentuada que ele confunde o carisma de Lula, assim como as ações objetivas em prol das populações carentes do nordeste, com messianismo religioso. Miopia maior, descaramento maior, é raro de ser superado. No entanto, há quem supere. &lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100909/not_imp607186,0.php" target="_blank"&gt;José Álvaro Moisés&lt;/a&gt;&amp;nbsp;que o diga. Deixou de fazer ciência política para alardear uma posição política em que salta vista um ressentimento abjeto, franco e descarado. Ciúmes do poder. &lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLkuuc2Hr7I/AAAAAAAAAd4/v7uqOEOLpF0/s1600/320_serra_cartao__.jpg" target="_blank" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-top:10px;" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="290" src="http://3.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLkuuc2Hr7I/AAAAAAAAAd4/v7uqOEOLpF0/s400/320_serra_cartao__.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Continuando com o surreal: o santinho de Serra com os dizeres "Jesus é a verdade e a justiça" é como um tiro no pé. A campanha tucana ainda não percebeu que o eleitorado pode vir a ter uma percepção assaz diferente desse tipo de aproximação religiosa. Crentes de qualquer fé, de uma maneira geral, não gostam que usem a sua fé para uma finalidade terrena. Serra, sem se dar conta, faz algo que nenhum religioso gosta: profanar o sagrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma percepção mais cristalina da questão e dessa criação artificial de um canditato, há um interessante artigo publicado no Brasília Confidencial, "&lt;a href="http://www.brasiliaconfidencial.inf.br/?p=22571" target="_blank"&gt;Quando a biografia diz não&lt;/a&gt;", basta clicar e seguir a ligação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, os vídeos abaixo, nos quais a Prof.ª Marilena Chauí tece comentários bastante qualificados sobre o que Serra e os tucanos representam. Assistam. Os vídeos são curtos e assertivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="322" width="528"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0j6jgDs7gMQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0j6jgDs7gMQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="528" height="322"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="322" width="528"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6wTIRvRLn84?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6wTIRvRLn84?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="528" height="322"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="322" width="528"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/cpaxqe4GpyM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/cpaxqe4GpyM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="528" height="322"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Post Script&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLkzf1yZkgI/AAAAAAAAAd8/MUYnZ_97eYs/s1600/david.jpg" target="_blank" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-top:10px;" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://2.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLkzf1yZkgI/AAAAAAAAAd8/MUYnZ_97eYs/s200/david.jpg" width="140" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Há uma coisa importante. FHC disse que não privatizaria a Petrobrás de forma nenhuma, depois que foi citada a presença de David Zylversztajn, ex-genro de FHC, como assessor para área de energia de Serra. FHC, parlapatão que é, nega também que o PSDB queira privatizar o pré-sal, para além da própria Petrobrás e que jamais isso foi cogitado. Embuste, puro e simples, no melhor estilo serrista. A cópia da matéria da revista Veja (ao lado), mostra que as coisas não eram bem assim. Fico a dever a data da revista na qual ela foi publicada. No entanto, a &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLk4TwIjXPI/AAAAAAAAAeA/rZnR0EZzskQ/s1600/memorando-pe-1999.jpg" target="_blank" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px; margin-top:10px;" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLk4TwIjXPI/AAAAAAAAAeA/rZnR0EZzskQ/s320/memorando-pe-1999.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;retirei do &lt;a href="http://www.advivo.com.br/luisnassif" target="_blank"&gt;Blog do Nassif&lt;/a&gt;. E sua credibilidade fala por si. Lá, também, encontrei mais uma outra imagem, que desmente de modo ainda mais claro as afimarções dos tucanos. Fala claramente da privatização dos bancos federais, Caixa Econômica, Banco do Brasil e, o que é de pasmar, BNDES - o maior banco de fomento do mundo e peça imprescindível ao desenvolvimento econômico brasileiro. Ao fim do texto, há uma menção que não se presta à confusões de que a Petrobrás também seria vendida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para reiterar o que já foi dito: a campanha do PSDB/DEM apela para a mentira em larga escala sem se dar ao luxo ter um &amp;nbsp;mínimo de sutileza. A cobertura da imprensa, amplamente favorável, ajuda muito nesse comportamento. E assume um tons e nuances inacreditáveis. A &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-campanha-eleitoral-assumiu-um-tom-fascitoide-diz-maria-rita-kehl" target="_blank"&gt;entrevista&lt;/a&gt; de Maria Rita Kehl &amp;nbsp;ex-colunista do Estado de São Paulo, dada à revista Carta Capital é exemplar ao comentar o tom e tipo de perseguição que se faz, dentro das empresas de imprensa, às vozes dissonantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3200905920878299272?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3200905920878299272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/10/surrealismo-politico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3200905920878299272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3200905920878299272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/10/surrealismo-politico.html' title='Surrealismo político'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TLkuuc2Hr7I/AAAAAAAAAd4/v7uqOEOLpF0/s72-c/320_serra_cartao__.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-7618096112808884377</id><published>2010-09-16T22:53:00.003-03:00</published><updated>2010-09-27T08:13:38.824-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='indicadores de desenvolvimento sustentável'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IBGE'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='poluição ambiental'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidades brasileiras'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cidades poluídas'/><title type='text'>Indicadores de poluição</title><content type='html'>Foi publicado recentemente nos jornais uma pesquisa sobre os indicadores de sustentabilidade, o chamado IDS 2010 (indicadores de desenvolvimento sustentável) do IBGE. O quenão saiu, em nenhum deles, foi a &lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/default_2010.shtm" target="_blank"&gt;referência à pesquisa&lt;/a&gt;, tampouco a reprodução de dados mais abrangentes, o que é pena, pois a pesquisa perde em visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atentaram principalmente ao fato de que a cidade de São Paulo não é a mais poluída entre as pesquisadas. A mídia noticiou e deu relevo apenas aos índices bombásticos, isto é, aos que renderiam manchete. Vale a pena conferir a íntegra que&amp;nbsp;está&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ids/ids2010.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demais, depois de ler um bom número de referências à publicação do IBGE, notei que em nenhuma delas (e li apenas texto na internet), exceto a publicações institucionais do Estado, havia a ligação para a página do IBGE com a publicação, disponível para ser baixada na íntegra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-7618096112808884377?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/7618096112808884377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/indicadores-de-poluicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7618096112808884377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7618096112808884377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/indicadores-de-poluicao.html' title='Indicadores de poluição'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4849760624011241721</id><published>2010-09-12T20:04:00.008-03:00</published><updated>2010-09-14T23:07:43.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia da mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velha mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia da imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise institucional da mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise institucional da imprensa'/><title type='text'>Notas sobre a imprensa</title><content type='html'>Como disse no texto anterior, pode-se observar uma crise institucional da imprensa, não dela toda, é claro, mas de uma forma peculiar dela, dominante por muito tempo desde o início da era moderna, a imprensa escrita, alastrando-se, provavelmente, nas suas duas variantes surgidas no século XX, o rádio e a televisão. O termo "velha mídia" é acertado para refererir-se a ela, embora eu prefira "velha imprensa" e se opõe a uma forma mais recente de se fazer a imprensa, baseada em um novo encadeamento de relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da perspectiva sociológica, pode-se supor uma nova organização da imprensa, não baseada unicamente&amp;nbsp;&amp;nbsp;em &amp;nbsp;empresas privadas, ainda que estas possam oferecer suporte a essa nova forma, que é baseada na credibilidade e competência do jornalista tomado individualmente; é interessante notar que o jornalista por profissão não seja necessário ou obrigatório nessa nova forma. Na prática, qualquer indivíduo pode sê-lo. O meio material da divulgação da informação, como não poderia deixar de ser, é a internet, o que torna completamente dispensável a figura da empresa privada de imprensa, seja ela pública ou privada, uma vez que por custos irrisórios qualquer indivíduo pode ter um blog ou site e escrever o que lhe apetecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a hipótese de crise institucional da imprensa, uma vez que, não obstante a existência da empresas de mídia, elas mesmas têm se tornado dispensáveis ou irrelevantes - e isto é especialmente acertado no que diz respeito à imprensa que está baseada no meio impresso; as tiragens das publicações impressas têm seguido uma curva descendente em número, e as empresas responsáveis por elas assumem que podem deixar definitivamente o meio impresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao limitarem-se apenas à internet, os outrora grandes veículos de mídia competem pelo público de igual para igual com veículos menores e muito mais numerosos. Neste ambiente a&amp;nbsp;característica mais importante é a descentralização, a rapidez do fluxo de informações e uma capacidade de mobilização única em torno de certos tópicos tidos como relevantes. Daí que também a televisão e o rádio também tenham sua importância diminuída, pelo menos relativamente, pois seu dinamismo e velocidade pode ser superado pelos veículos da internet, que, demais, também têm a capacidade de transmissão de áudio e vídeo em tempo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante, é que as empresas de mídia não têm a mesma capacidade de veiculação de notícias, pois estão aferradas a um modelo empresarial hierárquico que tende a controlar, via chefes de redação, o que pode ou não ser publicado, isto é, o que atende ou não aos interesses ou posições editoriais da empresa. Isto as torna, em relação aos novos veículos, mais rígidas e lentas no processo de divulgação de informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais empresas estão num modelo em que certos tipos de relação de poder, desde a redação, até mesmo a vinculação da empresa a grupos (políticos, econômicos, etc.), estão a perder importância relativa. Pode-se mesmo supor que tais relações estão em vias de desaparecer. Isto talvez demonstre que a organização das empresas de mídia existentes no momento presente sejam baseadas em relações contrárias às novas relações de poder que se originam da situação atual, marcada por uma forte descentralização e dinamismo, e, mais importante, igualdade. O mais importante, porém, é a falta de percepção desses agentes da imprensa baseados nesse "modelo tradicional", de que o mundo que os cerca mudou e as relações de poder nas quais eles outrora eram atores participantes não existem mais ou estão em vias de se tornar radicalmente diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial; font-size: small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Times New Roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;b&gt;Repercussão&amp;nbsp;da matéria falaciosa a qual me referi ontem:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;O Blog do Nassif publicou uma&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/veja-publicou-a-propria-prova-do-seu-crime"&gt;análise da matéria falaciosa&lt;/a&gt;&amp;nbsp;publicada pela revista Veja. Para além da análise, há uma série de textos versando sobre esse tipo de espisódio, em especial o último. Dentre eles:&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-velha-midia-e-a-representacao-da-opiniao-publica"&gt;A velha mídia e a representação da opinião pública&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pos-2010-o-futuro-da-midia-tucana"&gt;O futuro da mídia tucana&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Idelber Avelar publicou também um&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/09/a_veja_nossa_de_cada_dia.php"&gt;texto interessante&lt;/a&gt;, no qual relata que o Jornal Nacional não repercutiu a notícia publicada pela Veja, tal natureza primária da falsificação nela contida. Nele há indicação para um artigo, desta vez no site&amp;nbsp;&lt;a href="http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=6939"&gt;Na prática a teoria é outra&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4849760624011241721?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4849760624011241721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/notas-sobre-imprensa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4849760624011241721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4849760624011241721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/notas-sobre-imprensa.html' title='Notas sobre a imprensa'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-9031385481708610990</id><published>2010-09-11T23:29:00.006-03:00</published><updated>2010-09-11T23:41:02.904-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha política na internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='velha mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia da imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha política'/><title type='text'>Revista Veja: veículo de imprensa ou cabo eleitoral?</title><content type='html'>A revista Veja publicou hoje uma manchete bombástica na sua  capa, a qual atribui a atual ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, participação  em atividades criminosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erenice Guerra é a sucessora de Dilma Rousseff na Casa  Civil. Ela está lá por indicação da candidata à presidência. &amp;nbsp;A revista Veja viu, no entanto, necessidade  de justificar a reportagem de acordo com o que se pode ler no blog de &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-mae-de-todos-os-escandalos-1-filho-de-erenice-que-e-sombra-de-dilma-comanda-intermediacao-milionaria-de-verba-publica-pior-erenice-participa-de-reunioes-comissao-6/" target="_blank" title="Re"&gt;Reinaldo  Azevedo&lt;/a&gt;: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“A publicação da reportagem a vinte dias do primeiro turno  das eleições fará brotar acusações de que o objetivo é prejudicar a candidata  oficial, Dilma Rousseff. São especulações inevitáveis. Mas quais seriam as  opções? Não publicar? Só publicar depois das eleições? Essas não são opções válidas  no mundo do jornalismo responsável, a atividade dedicada à busca da verdade e  sua revelação em benefício do país.”&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TIw6GlmC3QI/AAAAAAAAAc8/94CRzk2GFY4/s1600/Reinaldo_Azevedo.jpg" imageanchor="1" rel="lightbox"&gt;&lt;img border="0" height="352" src="http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TIw6GlmC3QI/AAAAAAAAAc8/94CRzk2GFY4/s400/Reinaldo_Azevedo.jpg" width="528" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É interessante notar a justificativa. Não é comum um órgão  da mídia tendo de explicar-se por uma matéria — se é relevante, basta publicar.  Se a matéria for efetivamente verdadeira, de que fato advém tal necessidade de  justificação? Se a justificação é necessária, é de se supor que seus autores tenham  consciência de suas ações passadas. Dito de maneira mais rude: se a  justificação é necessária, é porque anteriormente a revista colocou em suas  páginas reportagens fantasiosas — e, como é provável, com vistas a prejudicar  alguém ou certo grupo político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A revista se desarma. Diz que deve cumprir bem o papel que reserva  a si: a &amp;nbsp;“atividade dedicada à busca da  verdade e sua revelação em benefício do país”. Não é preciso fazer grande  esforço para rememorar em que momento a mesma revista deixou de cumprir o “seu”  papel.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Histórico&lt;/h2&gt;No início do último mês de agosto a revista &lt;a href="http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/tse-concede-direito-de-resposta-ao-pt-em-revista.html" target="_blank" title="Direito de resposta da Veja ao PT"&gt;Veja  foi penalizada pelo TSE&lt;/a&gt;. Teve conceder direito de resposta ao PT por ter  dado ampla publicidade em suas páginas às declarações falsas do candidato à  vice-presidência da chapa de José Serra, Índio da Costa. Este relacionou o PT  ao tráfico internacional de drogas via FARC, a guerrilha colombiana que  sabidamente angaria fundos via atividades ilícitas, o narcotráfico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um dado órgão da mídia dissemina uma informação discutível  contra um grupo político às vésperas das eleições, sabendo que a mesma não é  verídica, fica bem simples concluir qual é objetivo. E isto torna-se explícito  — note-se ­— quando a fonte da informação é o grupo político que se lhe opõe, o  PSDB/DEM, na figura de Índio da Costa, que fez a acusações disseminadas como  notícia factual pela revista Veja e reverberada por outros órgãos de imprensa,  seja escrita ou televisiva, dentre eles o O Estado de São Paulo, O Globo, Folha  de São Paulo e a Rede Globo — ou “velha mídia” como se costuma dizer nos meios  alternativos de informação. Escusado dizer que os demais integrantes da aliança  PSDB/DEM tomaram parte nas acusações, de José Serra a Geraldo Alckmin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, um problema estrutural da Receita Federal  brasileira, que é a facilidade com que dados sigilosos de contribuintes vazam  e, para além disso, são abertamente negociados em lugares como a R. Santa  Ifigênia, no centro da cidade São Paulo, foi o suficiente para &amp;nbsp;José Serra aproveitar-se disso e inventar nova  acusão, qual seja, o PT &amp;nbsp;ser o  responsável por elas. O que sucedeu? Nas últimas semanas, &amp;nbsp;se fez pelos veículos de imprensa acima  citados um grande estardalhaço acerca dessa questão. E não se verificou  objetivamente o problema. Basicamente se fez, nessa imprensa, a amplificação  das posições do PSDB, mesmo com &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/brasil/de-olho-nos-fabios-da-receita/" target="_blank" title="Vazamento de dados da Receita do filho do presidente Lula"&gt;o  filho do presidente tendo sido alvo dos vazamentos de dados&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Desmentido&lt;/h2&gt;Nesse esteio, a revista Veja novamente vem à tona com novas  reportagens bombásticas que atacam a credibilidade da situação. Dessa vez, no  entanto, tem a necessidade de justificar-se, dado que a sua reputação está  desgastada. &amp;nbsp;Recém chegada às bancas, surgem  desmentidos e notas de repúdio. O primeiro, partindo da &lt;a href="http://www.casacivil.gov.br/destaques/2010/09/nota-a-imprensa" target="_blank" title="Nota da Casa Civil em repúdio a Veja"&gt;Casa Civil&lt;/a&gt;,  o segundo, de &lt;a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/09/empresario-divulga-nota-desmentindo-reportagem-da-revista-veja.html" target="_blank" title="Nota de repúdio à Veja de Fábio Bacarat"&gt;Fábio  Bacarat&lt;/a&gt;, empresário citado de maneira tendenciosa — ou mesmo mentirosa,  como se vê pela nota de Bacarat —pela revista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Casa Civil já disse que tomará as medidas legais para  obter o direito de resposta e a defesa de honra de Erenice Guerra. &amp;nbsp;A Veja tem, ao que parece, um vasto precedente  nesse tipo de conduta, o que pode ser observado no &lt;a href="http://sites.google.com/site/luisnassif02/" target="_blank" title="O Caso Veja por Luís Nassif"&gt;Caso Veja&lt;/a&gt;, de autoria de  Luís Nassif.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, a Veja, mantém a posição sensacionalista, como  se efetivamente se trate de um grande escândalo de corrupção. &amp;nbsp;No &lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/leiam-abaixo-389/" target="_parent"&gt;blog de Reinaldo  de Azevedo&lt;/a&gt; se observa uma série de comentários alucinantes, como se, de  fato, o Brasil estivesse na pior das crises institucionais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Modus operandi&lt;/h2&gt;Ironicamente, o mesmo Reinaldo de Azevedo é quem cita a  justificativa da reportagem, justamente ele, um conservador. Tal informação é de domínio público, como pode ser  vista &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Reinaldo_Azevedo" target="_blank" title="Reinaldo Azevendo na Wikipédia"&gt;aqui&lt;/a&gt; (como a Wikipédia  é aberta a edição, deixarei a imagem logo abaixo). E Azevedo não se furta de  emitir opiniões acerca do processo eleitoral , e já repercutiu as ponderações  do seu candidato, José Serra &amp;nbsp;que diz “&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ministerio-da-casa-civil-e-o-centro-da-maracutaia-no-brasil-afirma-serra/" target="_parent" title="Ministério da Casa Civil é o centro da maracutaia no Brasi"&gt;Ministério  da Casa Civil é o centro da maracutaia no Brasil&lt;/a&gt;”. Como dantes, é um jogo  bem arranjado: Veja publica uma notícia inverossímil e depois ela e demais  órgãos de imprensa repercute as notas de indignação dos interessados. &lt;br /&gt;Max Weber certa vez disse que: &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“relações de poder [são] criadas pelo fato específico de que  a imprensa torne públicos determinados temas e questões”&lt;/blockquote&gt;Os excerto de Weber certamente não traz nada de novo,  mostra, pelo contrário, algo que se é tido como evidente, mas mesmo assim  sociologicamente relevante (&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/sociologia-da-imprensa-um-programa-de.html" target="_blank" title="Sociologia da imprensa, um programa de pesquisa"&gt;acesse  o texto aqui&lt;/a&gt;). No entanto, &amp;nbsp;os  próprios veículos de comunicação, especialmente esses da “velha mídia”  (voltarei a este tema em um outro texto), dizem a todo tempo que fazem jornalismo  imparcial sem isto seja de forma alguma comprovável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre e se percebe com clareza é que a revista age de  forma interessada, atacando grupos e pessoas conforme a sua conveniência.  Porém, não se trata apenas dela, não é um caso isolado, outros órgãos de  imprensa já fizeram isso reiteradas vezes num passado recente. O que  impressiona é que tais órgãos não percebam a natureza do funcionamento da  imprensa, dos seus limites e de fatores novos que deram origem ao termo  utilizado aqui, “velha mídia”. Este naturalmente se opõe à uma “nova mídia” ou  nova imprensa. A questão que se apresenta de modo mais claro é que não é o  Brasil, as eleições ou a Receita Federal que passam por uma crise  institucional, mas sim a própria mídia, neste caso, a velha mídia. Outro fato claro  é que os participantes dela ainda não estão cônscios disto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-9031385481708610990?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/9031385481708610990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/revista-veja-veiculo-de-imprensa-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9031385481708610990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9031385481708610990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/revista-veja-veiculo-de-imprensa-ou.html' title='Revista Veja: veículo de imprensa ou cabo eleitoral?'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/TIw6GlmC3QI/AAAAAAAAAc8/94CRzk2GFY4/s72-c/Reinaldo_Azevedo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8107339659234249790</id><published>2010-09-07T16:04:00.008-03:00</published><updated>2010-09-11T17:41:49.743-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha política na internet'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='#dilmafactsbyfolha'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jornais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='twitter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='factóide'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campanha política'/><title type='text'>#DilmaFactsbyFolha</title><content type='html'>Como um jornal se desmoraliza: basta lançar factóides sistematicamente. A credibilidade se esvai e o jornal vira motivo de chacota na internet, como fica demonstrado &lt;a href="http://www.whatthetrend.com/trend/%23dilmafactsbyfolha"&gt;aqui&lt;/a&gt; e no &lt;a href="http://twitter.com/#search?q=%23DilmaFactsbyFolha"&gt;Twitter&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para encerrar, uma bem acabada chacota de primeira classe:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TJFvPLFEl14/TIUOAvof0RI/AAAAAAAAAHA/BLelQM80ogg/s1600/Imagem6.png" imageanchor="1" rel="lightbox" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="338" src="http://1.bp.blogspot.com/_TJFvPLFEl14/TIUOAvof0RI/AAAAAAAAAHA/BLelQM80ogg/s400/Imagem6.png" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você assina Folha, é melhor pensar a respeito. Você pode estar perdendo e dinheiro e, pior, tendo a sua inteligência subestimada, isto é, o seu jornal o toma por burro. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as coisas publicadas no Twitter, para o bem da desmoralização da Folha de São Paulo, se pode ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/iavelar"&gt;iavelar&lt;/a&gt; Dilma crackeia @&lt;a class="tweet-url username" href="http://twitter.com/folha_poder" rel="nofollow"&gt;folha_poder&lt;/a&gt;, acusa blogueiro de "bullying", chama a top tag do país de paredes e desmoraliza FSP de vez&amp;nbsp;&lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23Dilmafactsbyfolha" rel="nofollow" title="#Dilmafactsbyfolha"&gt;#Dilmafactsbyfolha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/a_vinagre"&gt;a_vinagre&lt;/a&gt; FOLHA PODER: "Por que Dilma lutou contra a democracia de Costa e Silva/Médici? É isso que o povo quer saber, dona Dilma!"&amp;nbsp;&lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23DilmaFactsByFOLHA" rel="nofollow" title="#DilmaFactsByFOLHA"&gt;#DilmaFactsByFOLHA&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/LVanderleiZanon"&gt;LVanderleiZanon&lt;/a&gt; @&lt;a class="tweet-url username" href="http://twitter.com/jesusdivino" rel="nofollow"&gt;jesusdivino&lt;/a&gt;: Folha revela&amp;nbsp;&lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23Dilma" rel="nofollow" title="#Dilma"&gt;#Dilma&lt;/a&gt;&amp;nbsp;incentivou Eva dizendo: "Come boba, emagrece!"&amp;nbsp;&lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23DilmaFactsByFolha" rel="nofollow" title="#DilmaFactsByFolha"&gt;#DilmaFactsByFolha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/lcoimbra"&gt;lcoimbra&lt;/a&gt; Por ordem da Dilma, bancada do PT votou contra a Lei Áurea.&amp;nbsp;&lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23DilmaFactsByFolha" rel="nofollow" title="#DilmaFactsByFolha"&gt;#DilmaFactsByFolha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a class="tweet-url screen-name" href="http://twitter.com/leomalta"&gt;leomalta&lt;/a&gt; Foi Dilma que lembrou a Noé de colocar um casal de mosquitos da dengue na Arca. &lt;a class="tweet-url hashtag" href="http://twitter.com/search?q=%23DilmaFactsbyFolha" rel="nofollow" title="#DilmaFactsbyFolha"&gt;#DilmaFactsbyFolha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para uma análise melhor e assertiva sobre o acontecimento ver &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2010/09/dilmafactsbyfolha_cronica_da_desmoralizacao_de_um_jornal.php"&gt;#DilmaFactsbyFolha: Crônica da Desmoralização de um Jornal&lt;/a&gt;, na página de Idelber Avelar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8107339659234249790?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8107339659234249790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/dilmafactsbyfolha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8107339659234249790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8107339659234249790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/09/dilmafactsbyfolha.html' title='#DilmaFactsbyFolha'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TJFvPLFEl14/TIUOAvof0RI/AAAAAAAAAHA/BLelQM80ogg/s72-c/Imagem6.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8799219549271438419</id><published>2010-03-31T21:23:00.011-03:00</published><updated>2010-04-06T02:55:22.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Política, telefonia móvel e fichas telefônicas</title><content type='html'>O Brasil paga a segunda maior tarifa de telefone móvel do mundo. Os brasileiros perdem apenas para os desafortunados sul-africanos. A tarifa média é de &lt;a href="http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/brasil-tem-2-tarifa-de-celular-mais-cara-08022010-32.shl"&gt;R$ 0,50&lt;/a&gt; cá no Brasil. É claro que essa tarifa é nada mais que uma ficção se o presente leitor, assim o como o autor que aqui escreve, usa celular pré-pago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.teleco.com.br/ncel.asp"&gt;82,54%&lt;/a&gt; dos usuários de telefonia móvel brasileiros usam o infame &lt;i&gt;pré-pago&lt;/i&gt;. E a infâmia é dada pelo fato de que a &lt;a href="http://www.sistemaodia.com/noticias/pesquisa-vivo-tem-menor-tarifa-para-pre-pago-e-a-claro-para-pos-pago-9585.html"&gt;tarifa média é de até R$ 1,40&lt;/a&gt;. Mas, claro, para se ter essa enorme vantagem, é necessário viver no mais rico Estado da Federação, São Paulo. E, como não poderia deixar de ser, o mais caro Estado para se viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, e essa situação, surgiu metafisicamente? Não, é claro. Tivemos a abertura da Telefonia! E é isso que o cientista político &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tucanos-tem-aula-de-oposicao,531438,0.htm"&gt;André Regis&lt;/a&gt; justifica para se votar, nas eleições de 2010 cá nas terras tupiniquins, em José Serra.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ora, os brasileiros tiveram a abertura da telefonia ao custo de uma das maiores tarifas do mundo. E é exatamente por isso, a abertura - sem se dizer, é claro, o custo dela - que se deve votar em José Serra em 2010 segundo o iluminado André Régis. O Brasil deixou o monopólio estatal da Telebrás pelo oligopólio privado (Tim, Oi, Vivo, Claro, etc.) via FHC conseguindo com isso a segunda maior tarifa de telefonia móvel do mundo. Isto quer dizer que deixamos de financiar empresas brasileiras públicas pra transferir as rendas nacionais para estrangeiros - um melhor negócio? Depende, se se é completamente obtuso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais engraçado de tudo é o insulto à inteligência do leitor. A imagem que ilustra o texto no qual André Régis é citado mostra um tucano&amp;nbsp;&amp;nbsp;- imagem mostrada abaixo -, de celular e um fantoche com a estrela do PT com uma ficha. Ora, o que o PT tem com a ficha? Nada. O PT até 2003 nunca tinha sido situação. E por que o PSDB associa o PT a um traço do passado, a ficha, e eles mesmos à 'modernidade', isto é, ao celular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S7PeC6CZzvI/AAAAAAAAAbU/pKs53cvNLEQ/s1600-h/TucanoIlustra_farrel_600(1).jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="249" src="http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S7PeC6CZzvI/AAAAAAAAAbU/pKs53cvNLEQ/s320/TucanoIlustra_farrel_600(1).jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;Simples e claro: porque se baseiam em uma mentira, uma falácia. O PT nada tem a ver com fichas telefônicas ou celulares. O modelo brasileiro de telefonia móvel foi arquitetado sob a égide do PSDB. A abertura é mérito do PSDB, assim como as escorchantes tarifas. É motivo pra votar no PSDB? Bem, se o eleitor julgar intelingente pagar tarifas altíssimas, sim, sem dúvida. E, claro, os &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,tucanos-tem-aula-de-oposicao,531438,0.htm"&gt;multiplicadores do PSDB&lt;/a&gt;&amp;nbsp;querem vender tais 'boas coisas' como mérito deles. O problema é que para vender qualquer coisa boa, o PSDB necessita multiplicar e disseminar a mentira em escala massiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, o leitor que aqui chega pode ficar algo espantado com este libelo político. Aqui não se tolera a mistificação da realidade, de nenhum modo. E, claro, tem-se uma posição de valores aqui, nada científica: nas eleições de 2010, não se deve votar no PSDB - essa posição de valor, no entanto, não necessita, para justiticar-se, de uma realidade fictícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8799219549271438419?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8799219549271438419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/politica-telefonia-movel-e-fichas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8799219549271438419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8799219549271438419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/politica-telefonia-movel-e-fichas.html' title='Política, telefonia móvel e fichas telefônicas'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S7PeC6CZzvI/AAAAAAAAAbU/pKs53cvNLEQ/s72-c/TucanoIlustra_farrel_600(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-2384857044038273397</id><published>2010-03-27T15:07:00.014-03:00</published><updated>2010-03-28T02:10:05.535-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='União Soviética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fetichismo da mercadoria'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='URSS'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sistema soviético'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='colapso da URSS'/><title type='text'>Erros sobre o colapso da URSS</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Réplica ao artigo do Blog do Nassif&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/03/27/porque-a-urss-perdeu-o-bonde/"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Porque a URSS perdeu o bonde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;de 27 de março&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Times, 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É &amp;nbsp;incorreto dizer quea Rússia perdeu "o bonde tecnológico" à época do desmanche da URSS.Afora a expressão clichê, a Rússia se perdeu mais pelo engessamento do seusistema produtivo. Marx fala em "desgaste moral da mercadoria", daí sempre a remodelação dos produtos para o mercado. Seu modo mais eficaz é amoda. Para além disso, o sistema soviético era incapaz de criar novasmercadorias, o que torna sua legitimidade mais precária se se tem em vista essacapacidade que as economias capitalistas têm: criar novas mercadorias e necessidades.E também, no capitalismo há o que se chama de fetichismo da mercadoria: &amp;nbsp;a capacidade, via propaganda, de adicionarqualidades, &lt;i&gt;status&lt;/i&gt;, atributos vários (elegância, agilidade, etc., o que for) àsmercadorias sem que elas efetivamente as tenham. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Adicione-se a isso a abertura política malexecutada feita por Gorbatchev. Uma comparação com a abertura econômica chinesaem direção ao capitalismo não seria descabida. Um vez que antes de uma possívelabertura política (se é que essa um dia virá sob égide do governo 'comunista'chinês), &amp;nbsp;os chineses engendraram umsistema capitalista controlado nacionalmente. Se um diavierem a fazer uma abertura política, dificilmente perderão a legitimidade damesma maneira que os soviéticos.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse tipo de argumento não é novo, pode ser embasado apartir Robert Kurz, especialmente no livro "O colapso de modernização".&amp;nbsp; E é possível chegar a conclusões similaresvia Guy Debord, pela análise da ideologia — na acepção forte do termo, amarxista —, o que reduz o &amp;nbsp;problema — aindaque não o torna menos complexo — em uma questão da legitimidade ideológica, ouseja, de uma ideologia mais eficaz em imprimir no dominado a perspectiva do dominador.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim, o &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;American wayof life&lt;/i&gt; parece muito mais interessante para quem quer que seja do ponto devista do sortimento das mercadorias, mas muito menos da perspectiva do sistemade saúde pública [bem dizer inexistente nos EUA] ou do fato de que na URSS quea jornada de trabalho era de seis horas. Trabalhar pouco é ideologicamentemenos convincente que possuir um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mustang&lt;/i&gt;ou um terno Armani. Os soviéticos perderam essa sustentação ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os soviéticos perderam e os chineses talvez não venhamperder — com um mercado consolidado se tem a diferenciação do sistema produtivode tal modo que a própria sociedade se complexifica a ponto de impedir tendênciaspolares, isto é, de oposição diametral, as quais poderiam pôr o sistema emruínas, como foi o caso da URSS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quanto ao mais, os produtos vindos da Rússia, oriundos docomplexo industrial-militar ainda são o finoda bossa. Os mísseis russos e sistemas de radares estão entre ou são,seguramente, os melhores do mundo. O que mostra que o problema não étecnológico. Apresenta-se muito mais como um problema da estrutura social: nãoconseguir transferir os benefícios tecnológicos a outros setores da populaçãovia mercado de bens. Os soviéticos produziam os melhores caças do mundo em 1989e andavam em carros de tecnologia obsoleta. A República Democrática Alemãproduzia os Trabant e era a "jóia tecnológica" do bloco socialista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é preciso concordar com o que aqui é escrito para sesaber que um Mercedes, um &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Mustang&lt;/i&gt; ouum Rolls Royce traz mais &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status&lt;/i&gt; aoseu possuidor que um carro de plástico de linhas antiquadas e mesmo tosco, comoo Trabant. E é exatamente esse &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;status&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(e que não tem nada ver com o seu valor deuso) que os soviéticos eram incapazes de produzir. Carros servem apenas como meio detransporte. Ao se acrescer outras qualidades a ele se vê com clareza omecanismo de fetichização da mercadoria, o qual dá uma enorme base desustentação ideológica ao sistema capitalista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse descompasso é bem evidente e costuma ser poucoinvestigado. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao se falar que houve qualquer tipo descompasso tecnológico naRússia, se reitera a vitória ideológica do "mundo-livre", quando ela é menor. Há uma vitória ideológica, mas ela não advém de uma supostaobsolescência tecnológica soviética. A diferença vem da ausência de um mercado de bens que garantisse um sortimento variado e fetichizado de mercadorias. ARússia Soviética desintegrou-se por dentro, por uma questão de mera perda de legitimidadeem vista de não possuí-lo&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A participação da Rússia atual em empreendimentos-chave comoa Estação Espacial Internacional (ISS) demonstra sua capacidade tecnológica de maneira inexorável: a Rússia conta com seis módulos, o mesmo número dos EUA, eJaponeses e Europeus com dois cada, de acordo com o cronograma de lançamentoaté 2011; e das 22 expedições, os russos estiveram presentes em 17 com seusveículos lançadores, os norte-americanos em 14. Há elementos para dizer que hádescompasso tecnológico por esse prisma? Talvez do Japão ou da Europa emrelação aos EUA e Rússia, mas jamais entre os dois últimos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há muitos outros setores em que o desenvolvimento tecnológicorusso pode ser mostrado, entretanto ele normalmente está confinado a atividadesmilitares e estratégicas, embora haja exceções (por exemplo, o Kaspersky Lab é creditadopor produzir o melhor antivírus do mundo, e é uma empresa russa).&amp;nbsp; O propalado descompasso tecnológico da Rússiasoviética não existia à época do desmoronamento da URSS. É uma quimeraideológica e um erro de análise do qual FHC não escapa. Conclusivamente, o fim do sistemasoviético pode ser atribuído à estrutura social e, também, à miopia política deGorbatchev que iniciou um processo de abertura política o qual, em um dadomomento, seguiu por si mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-2384857044038273397?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/2384857044038273397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/erros-sobre-o-colapso-da-urss.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2384857044038273397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2384857044038273397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/erros-sobre-o-colapso-da-urss.html' title='Erros sobre o colapso da URSS'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-413559082541463226</id><published>2010-03-25T21:30:00.004-03:00</published><updated>2010-03-25T22:09:48.450-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Universidade de Cambridge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nanociência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='divulgação científica'/><title type='text'>Nanociência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/70ba1DByUmM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/70ba1DByUmM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;color1=0x2b405b&amp;color2=0x6b8ab6" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Interessante vídeo sobre a nanociência feito pela Universidade de Cambridge, vale a pena conferir. Em inglês, sem legendas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-413559082541463226?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/413559082541463226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/nanociencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/413559082541463226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/413559082541463226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/nanociencia.html' title='Nanociência'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3845940475039363961</id><published>2010-03-16T21:37:00.015-03:00</published><updated>2010-09-17T10:05:05.090-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia compreensiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relação social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='definição'/><title type='text'>Série definições: Relação social</title><content type='html'>A presente postagem é uma resposta à demanda dos usuários que buscam informações sobre o conceito de &lt;em&gt;relação social&lt;/em&gt; dentro da &lt;em&gt;Série definições&lt;/em&gt; deste blog. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Índice&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="indice"&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#wikipedia_anglofona"&gt;Definição contida na Wikipédia em inglês (traduzida)&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#portugues"&gt;Definição contida na Wikipédia em português;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#eng"&gt;Crítica da definição em inglês;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#pt"&gt;Crítica da definição em português;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#MW"&gt;Definição da Sociologia (Max Weber).&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3845940475039363961" id="wikipedia_anglofona" name="wikipedia_anglofona"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Definição contida na Wikipédia em inglês&lt;/h3&gt;Na Ciência Social, a  relação social ou interação social refere-se ao relacionamento entre dois, três  ou mais indivíduos (p. ex. um grupo social). Relações sociais, derivadas da  capacidade de ação livre dos indivíduos [&lt;em&gt;agency&lt;/em&gt;,  aqui, apenas ação], formam a base da estrutura social.&amp;nbsp; Dessa forma, as relações sociais são sempre  um objeto básico de análise para os cientistas sociais. As concepções  fundamentais sobre a natureza das relações sociais estão presentes na obra do  sociológos clássicos, por exemplo [e fundamentalmente], na teoria da ação  social de Max Weber. Outras categorias devem ser estabelecidas abstratamente de  modo a possibilitar a formulação de teoria e realizar a investigação  social,&amp;nbsp; tais como &lt;em&gt;comunidade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;sociedade&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;consciência coletiva&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disputas sobre o processo  de investigação do processo social estão relacionadas com debates do núcleo da  Sociologia e outras ciências sociais: positivismo (pesquisa quantitativa),  antipositivismo (pesquisa qualitativa), estrutura &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; ação, funcionalismo, estruturalismo funcional &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; teoria do conflito, bem como  filosofia da ciência social em si.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Formas de relação e interação&lt;/h3&gt;As formas de relação e interação na Sociologia e  Antropologia podem ser descritas dessa maneira: as primeiras e mais básicas são  análogas ao comportamento animal, referindo-se simplesmente aos variados  movimentos físicos do corpo.&amp;nbsp; Então há as  ações — movimentos com significado e propósito. A seguir, os comportamentos  sociais ou ações sociais, voltados direta ou indiretamente a outra pessoas, os  quais esperam uma resposta do outro agente. Em seguida, estão os contatos  sociais, ou seja, algumas ações sociais que formam o início da interação  social. As interações sociais, por sua vez, constituem a base das relações  sociais [NB!, grifo meu, FAB].&lt;br /&gt;Tais divisões são ilustradas na tabela abaixo:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S6BZGw6yHeI/AAAAAAAAAYI/PdXt8SD7cxk/s1600-h/tabela.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="442" src="http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S6BZGw6yHeI/AAAAAAAAAYI/PdXt8SD7cxk/s400/tabela.jpg" width="528" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3845940475039363961" id="portugues" name="portugues"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Definição contida na Wikipédia em português&lt;/h2&gt;Em&amp;nbsp;Ciências  Sociais,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;relação  social&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;refere-se  ao relacionamento entre indivíduos ou no interior de um&amp;nbsp;grupo social.  As relações sociais formam a base da&amp;nbsp;estrutura social. Nesse sentido, as relações  sociais são o objeto básico da análise das Ciências Sociais. Investigações  fundamentais sobre a natureza das relações sociais são encontradas nos  trabalhos da sociologia clássica, tais como a teoria da&amp;nbsp;ação social&amp;nbsp;de&amp;nbsp;Max Weber. &amp;nbsp;Segundo Weber,&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A relação social diz respeito à conduta de múltiplos  agentes que se orientam reciprocamente em conformidade com um conteúdo  específico do próprio sentido das suas ações. Na ação social. a conduta do  agente está orientada significativamente pela conduta de outro ou outros, ao  passo que na relação social a conduta de cada qual entre múltiplos agentes  envolvidos (que tanto podem ser apenas dois e em presença direta quanto um  grande número e sem contato direto entre si no momento da ação) orienta-se por  um conteúdo de sentido reciprocamente compartilhado&lt;/em&gt; (Conh,  Gabriel.&amp;nbsp;Weber: Sociologia. São Paulo: Ática, 1997, p. 30.)&lt;/blockquote&gt;Assim, em Weber, relação social seria uma conduta de vários  indivíduos, reciprocamente orientada e dotada de&amp;nbsp;sentido partilhado  pelos diversos agentes de determinada sociedade.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Formas de interação e relação&lt;/h3&gt;Na&amp;nbsp;sociologia&amp;nbsp;e  na&amp;nbsp;antropologia,  as formas de relação e interação podem ser descritas conforme segue. As  primeiras e mais básicas relações são análogas às do&amp;nbsp;comportamento  animal, isto é, referem-se aos vários movimentos físicos do corpo.  Depois, existem as&amp;nbsp;ações,  ou seja, movimentos com um&amp;nbsp;significado&amp;nbsp;e  um propósito. Depois, há o comportamento&amp;nbsp;social  ou a&amp;nbsp;ação  social, que é voltada direta ou indiretamente para as outras pessoas e  que solicita um resposta do outro agente. Em seguida, estão o&amp;nbsp;contato  social, isto é, algumas ações sociais que formam o início da interação  social. As interações sociais, por sua vez, constituem a base das  relações sociais.&lt;br /&gt;As relações sociais são formadas portanto de várias ações  sociais motivadas por um mesmo conjunto de&amp;nbsp;significados. A &lt;em&gt;relação social é o sentido compartilhado da  ação &lt;/em&gt;(grifo meu, FAB). As relações sociais podem estruturar&amp;nbsp;comportamentos&amp;nbsp;regulares  ou conformar-se numa&amp;nbsp;&lt;em&gt;"estrutura  particular de relações sociais"&lt;/em&gt;, materializando-se em&amp;nbsp;instituições&amp;nbsp;particulares  - tais como a&amp;nbsp;família&amp;nbsp;patriarcal,  o&amp;nbsp;código  civil.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3845940475039363961" id="eng" name="eng"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Crítica da definição do termo contida na Wikipédia em inglês&lt;/h2&gt;A definição contida na Wikipédia anglófona tem algo de &amp;nbsp;redundante e é &amp;nbsp;terminologicamente confusa, pouco recomendável  para o uso como definição abrangente que sirva de base a qualquer texto  sociológico. A primeira parte do verbete faz um apanhado sobre termos  essenciais ao campo da disciplina da Sociologia sem, no entanto, dizer qual é o  papel do conceito "relação social" propriamente dito no edifício  teórico da Sociologia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas diz, no início, que o conceito "relação  social" está presente dentro da obra de Max Weber. Isso não é tudo. Não  seria complexo tampouco prolixo dizer que é com Max Weber que o conceito de  ação e relação social são formulados, pela primeira vez, de modo sistemático  nas ciências sociais — e é a partir daí que esses termos passam ter uso corrente na sociologia. &lt;br /&gt;A definição contida nessa enciclopédia, como já dito, é  uma confusão terminológica: no segundo subtítulo, &lt;strong&gt;Formas de relação e interação&lt;/strong&gt;, se faz uma diferenciação e  categorização que nada tem a ver com o desenvolvimento da teoria da ação desenvolvida  a partir de Max Weber, ou seja, a teoria clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente se fala sobre &lt;em&gt;interação&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;relação social&lt;/em&gt; sem tipificar conceitualmente nem um nem outro. Do ponto de vista etimológico,  relação e interação são,  bem dizer, a mesma coisa. Mas nada é dito com um pode causar o outro:  a partir da  "interação social" se tem engedrada a "relação social" sem  que, contudo, o verbete defina qualquer uma delas, tampouco como estejam encadeadas no contexto da explicação sociológica. Nada se diz sobre &lt;em&gt;interação social&lt;/em&gt; e  &lt;em&gt;relação social&lt;/em&gt;, seguindo-se a uma  categorização sem que se diga dizer o porquê dessa categorização,&amp;nbsp; sem qualquer justificativa teórica, como é  visto na tabela presente no verbete. Os problemas não persistem apenas nesse ponto. É feito uma analogia com os movimentos físicos dos corpo como sendo um das formas de interação/relação. Mais abaixo será demonstrado que isso é um erro absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fim e ao cabo, no verbete da Wikipédia, se fala sobre  relação social sem, em nenhum momento, ser apresentada uma definição. O que faz  o verbete inútil, para além de equivocado.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3845940475039363961" id="pt" name="pt"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Crítica da definição  contida na Wikipédia em português&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h2&gt;O verbete contido na Wikipédia lusófona é uma tradução  parcial da versão anglófona. Se os leitores tiverem a paciência de confrontarem  um ao outro, perceberão que tradução feita aqui é muito similar à presente na  Wikipédia. &lt;br /&gt;Todavia, ele tem diferenças, basicamente em três parágrafos.  O primeiro é quando Max Weber é citado a partir do volume que é-lhe dedicado na  Coleção Grandes Cientistas Sociais (COHN, Gabriel. Weber: sociologia. São  Paulo: Ática, 1997, p.30). O segundo é a conclusão da citação. O terceiro é o  parágrafo de conclusão, o qual têm um erro canhestro, confundindo &lt;em&gt;relação social&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;sentido compartilhado da ação&lt;/em&gt;, isto é, confunde a parte com o todo.&lt;br /&gt;Escusado dizer que persistem os erros do verbete anglófono;  para além disso, o verbete lusófono não contém a mesma tabela presente no seu  congênere inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em ambos os verbetes jamais é apresentada uma definição do  conceito "relação social". Muito se diz dele sem que o mesmo seja definido em nenhum momento.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://draft.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3845940475039363961" id="MW" name="MW"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Definição do conceito de &lt;em&gt;relação  social &lt;/em&gt;pela Sociologia (Max Weber)&lt;/h2&gt;É fora de questão que se pretende usar o conceito clássico  de relação social. E este foi formulado por Max Weber e está presente no  primeiro volume do seu Economia e Sociedade. Em termos gerais ele diz o  seguinte (como já citado numa &lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2006/03/relao-social.html"&gt;postagem de  2006&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;§ 3. Por “relação” social  entendemos o comportamento reciprocamente referido quanto a seu conteúdo de  sentido por uma pluralidade de agentes que se orienta por essa referência. A  relação social consiste, portanto, completa e exclusivamente na probabilidade  de que se aja socialmente numa forma indicável (pelo sentido), não importando,  por enquanto, em que se baseia essa probabilidade. [WEBER, Max. Economia e  Sociedade, Brasília, Ed. Universidade Brasília, 2000, p. 16-7.]&lt;/blockquote&gt;Entretanto, apenas a citação dessa definição não basta para  desanuviar a confusão gerada pelo que se pode observar nos dois verbetes da  Wikipédia. A definição apresentada aqui é a clássica, a elaborada  pela Sociogia Compreensiva de Max Weber.&lt;br /&gt;No entanto, cabe citar alguns dos seus fragmentos para que  os erros presentes nas pretensas definições enciclopédicas não se repitam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas é a definição da própria Sociologia, tal como está no &lt;em&gt;Economia e sociedade&lt;/em&gt;:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;§1. Sociologia [...] significa:  uma ciência que pretende compreender a ação social e assim explicá-la  causalmente em seu curso e em seus efeitos. Por "ação" entende-se,  neste caso, um comportamento humano (tanto faz tratar-se de um agente externo  ou interno, de omitir ou permitir) sempre que e na medida em que o agente ou os  agentes o relacionem com um &lt;em&gt;sentido&lt;/em&gt; subjetivo. [WEBER, Max. Economia e Sociedade, Brasília, Ed. Universidade  Brasília, 2000, p. 3.]&lt;/blockquote&gt;Cabe aqui um breve comentário: sob esse prisma, o que se  apresenta como ação ou comportamento, tal como descritos no verbete da  Wikipédia anglófona, é inteiramente irrelevante e mesmo absurdo da perspectiva Sociologoa Compreensiva. O movimento físico é  sociologicamente irrelevante - não é, por si só, portador de qualquer significado, tampouco é dotado de um sentido subjetivo que lhe seja imanente — e, portanto, não é objeto de estudo dentro da  Sociologia Compreensiva (e, é claro, de qualquer outra abordagem sociólogica). &lt;br /&gt;Para  fins de esclarecimento, a Sociologia tem, basicamente, três linhas de  explicação do ponto de vista da fundamentação metateórica: a analítica (cujos  os clássicos são Comte e Durkheim), a dialética (Marx) e a hermenêutico-compreensiva  (Max Weber). E é esta última que se deteve sobre o estudo da ação social e sua  tessitura de significados. &lt;br /&gt;Portanto, ao  se citar Max Weber, está a se fazer referência ao início da aplicação do conceito  ora apresentado. E ele é clássico não por ser o primeiro, mas apenas porque ele  ainda tem função heurística: é uma construção teórica possível de ser lançada  contra o "mundo" e aferir o que nele há no momento presente, ou seja,  não é um conceito (ou tipo ideal, no jargão weberiano) ultrapassado. É "atual".&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Ação "social", por sua vez, significa uma ação  que, quanto ao seu sentido visado pelo agente ou pelos agentes, se refere ao  comportamento de &lt;em&gt;outros&lt;/em&gt;,  orientando-se por este em seu curso. [WEBER, Max. Economia e Sociedade,  Brasília, Ed. Universidade Brasília, 2000, p. 3.]&lt;/blockquote&gt;Se fala claramente em sentido visado e referência ao  comportamento de outros. Nada é dito acerca disto naquela tabela presente no  verbete a respeito da versão anglófona da Wikipédia, como falado mais acima.&lt;br /&gt;Weber elabora umas série de delimitações ao conceito.  Elas são imprescindíveis, embora não  sejam descritas aqui. Isto quer dizer que a leitura do livro é absolutamente  indispensável — e isto é especialmente claro no tema aqui tratado&lt;br /&gt;Saltando a definição sociológica de ação (a qual será  retomada mais tarde neste blog) convém citar na íntegra, novamente, a definição  de relação social de uso na Sociologia (a weberiana): &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;§ 3 Por “relação” social  entendemos o comportamento reciprocamente referido quanto a seu conteúdo de  sentido por uma pluralidade de agentes que se orienta por essa referência. A  relação social consiste, portanto, completa e exclusivamente na probabilidade  de que se aja socialmente numa forma indicável (pelo sentido), não importando,  por enquanto, em que se baseia essa probabilidade.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;1. Um mínimo de relacionamento  recíproco entre as ações de &lt;em&gt;ambas&lt;/em&gt; as  partes é, portanto, a característica conceitual. O conteúdo pode ser o mais  diverso: luta, inimizade, amor sexual, amizade, piedade, troca no mercado,  "cumprimento" ou "contorno" ou "violação" de um  acordo, "concorrência" econômica, erótica ou de outro tipo,  comunidade estamental, nacional ou de classe (&lt;em&gt;no caso de&lt;/em&gt; estas últimas, além de meras características comuns,  produzirem, "ações sociais" — voltaremos a isso mais tarde). &amp;nbsp;O conceito &lt;em&gt;nada&lt;/em&gt; diz respeito a respeito de que exista "solidariedade" entre os  agentes ou precisamente o contrário. &lt;br /&gt;2. Sempre se trata do sentido  empírico &lt;em&gt;visado&lt;/em&gt; pelos participantes  no caso concreto, em média ou no tipo "puro" construído, e nunca no  sentido normativamente "correto" ou metafisicamente  "verdadeiro". A relação social &lt;em&gt;consiste&lt;/em&gt; exclusivamente, mesmo no caso das chamadas "formações sociais" como  "Estado", "Igreja", "cooperativa",  "matrimônio" etc., na &lt;em&gt;probabilidade&lt;/em&gt;,  de haver, no passado, no presente ou no futuro e de forma indicável, ações  reciprocamente referidas, quanto ao sentido. Deve-se sempre ter em conta isso,  para evitar a "substancialização" desses conceitos. Um "Estado",  por exemplo, deixa de "existir" sociologicamente tão logo desapareça  a probabilidade de haver determinados tipos de ação social orientados pelo  sentido. Essa probabilidade pode ser muito grande ou extremamente pequena. No  mesmo sentido e na mesma &lt;em&gt;medida&lt;/em&gt; em  que ela realmente (pelo que se estima) existiu ou existe, existiu ou existe a  também a respectiva relação social. Não há outro sentido &lt;em&gt;claro&lt;/em&gt; que se possavincular  à afirmação de que, por exemplo, determinado "Estado" existe ou  deixou de "existir".&lt;br /&gt;3. Não se afirma de modo algum  que, no caso concreto, os participantes da ação reciprocamente referida ponham  o mesmo sentido na relação social ou se adaptem internamente, quanto ao  sentido, à atitude do parceiro, que exista, portanto, “reciprocidade” neste  sentido da palavra. “Amizade”, “amor”, “piedade”, “fidelidade contratual”,  “sentimento de solidariedade nacional”, de um lado, podem encontrar-se do outro  lado, com atividades completamente diferentes. Nesse caso, os participantes  ligam a suas ações um sentido diverso: a relação é, assim, por ambos os lados,  objetivamente “unilateral”. Mas mesmo nessas condições há reciprocidade, na  medida em que o agente pressupõe determinada atitude do parceiro perante a  própria pessoa (pressuposto talvez completa ou parcialmente errôneo) e orienta  por essa expectativa sua ação, o que pode ter, e na maioria das vezes terá, conseqüências  para o curso da ação e a forma da relação. Naturalmente, esta é apenas  objetivamente “bilateral” quando há “correspondências” quanto ao conteúdo do  sentido, segundo as expectativas médias de cada um dos participantes. Por  exemplo, quando, diante da atitude do pai, o filho mostra, pelo menos  aproximadamente a atitude que o pai (no caso concreto, em média ou tipicamente)  espera. Uma relação social baseada plena e inteiramente, quanto ao sentido, em  atitude correspondentes por ambos os lados é na realidade um caso-limite. Por  outro lado a ausência de bilateralidade somente exclui, segundo nossa  terminologia, a existência de uma “relação social” quando tenha conseqüência:  que falte de fato uma referência recíproca das ações para ambas as partes. Transições  de todas as espécies constituem aqui, como sempre na realidade, a regra e não a  exceção.&lt;br /&gt;4.  Uma relação social pode ter um caráter inteiramente transitório, em como implicar permanência, isto é, que exista probabilidade de &lt;em&gt;repetição&lt;/em&gt; contínua de um comportamento correspondente ao sentido, o que sempre se deve ter em conta para evitar idéias falsas. A afirmação de que uma "amizade" ou um "Estado" &lt;em&gt;existe&lt;/em&gt; ou existiu significa, portanto, pura exclusivamente: nós (os &lt;em&gt;observadores&lt;/em&gt;) julgamos que há ou ouve a &lt;em&gt;probabilidade&lt;/em&gt; de que, por causa de determinada atitude de determinadas pessoas, se&lt;em&gt; agirá&lt;/em&gt; de determinada maneira indicável, de acordo um sentido &lt;em&gt;visado em média&lt;/em&gt;, e mais nada (compare tópico 2). A alternativa, inevitável na consideração jurídica, de que uma diposição &lt;em&gt;de direito&lt;/em&gt; com determinado sentido tenha ou não validade (em termos jurídicos), de que uma relação &lt;em&gt;de direito&lt;/em&gt; ou bem existe ou deixa de existir, &lt;em&gt;não&lt;/em&gt; se aplica, portanto, à consideração sociológica.&lt;br /&gt;5. O conteúdo de sentido de uma relação social pode mudar: numa relação política, por exemplo, a solidariedade pode se transformar numa colisão de interesses. Neste caso, é apenas uma questão de conveniência terminológica e do grau de &lt;em&gt;continuidade&lt;/em&gt; na tranformação dizer que se criou uma "nova" relação ou que a anterior continua com novo "conteúdo de sentido". Também é possível seja em parte perene, em parte variável.&lt;br /&gt;6. O conteúdo de sentido que constitui de maneira &lt;em&gt;perene&lt;/em&gt; uma relação social pode ser expresso na forma de "máximas", cuja observação média ou aproximada os participantes &lt;em&gt;esperam&lt;/em&gt; do ou dos parceiros e pelas quais orientam (em média ou aproximadamente) suas próprias ações. Isto ocorre tanto mais quanto mais ação, segundo seu caráter geral, se oriente de maneira racional — seja referente a fins, ou a valores. No caso de uma relação erótica ou afetiva em geral (de piedade por exemplo), a possibilidade de uma formulação racional do conteúdo do sentido visado é naturalmente muito menor que, por exemplo, no caso de uma relação contratual de negócios.&lt;br /&gt;7. O conteúdo do sentido de uma ação social pode ser &lt;em&gt;combinado&lt;/em&gt; por anuência recíproca. isso significa que os participantes fazem &lt;em&gt;promessas&lt;/em&gt; referentes ao seu comportamento futuro (comportamento mútuo ou outro qualquer). Cada um dos participantes — desde que pondere racionalmente — considera então, em condições normais, (e com diverso grau de certeza), que o &lt;em&gt;outro&lt;/em&gt; orientará sua ação pelo sentido da promessa tal como ele (o agente) a entende. Este orienta sua própria ação de maneira racional, em parte referida a fins (com maior ou menor "lealdade" ao sentido da promessa), em parte a valores, isto é, no caso, ao dever de "observar", por sua vez, o acordo contraído segundo o seu sentido para ele. [WEBER, Max. Economia e Sociedade, Brasília, Ed. Universidade  Brasília, 2000, p. 16-17.]&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O conceito de &lt;em&gt;relação  social&lt;/em&gt;&amp;nbsp; pode ser melhor apreendido e  utilizado pela Sociologia tal como descrito acima. Para além disso, essa  postagem pode ajudar a evitar confusões advindas de erros daqueles que se põem  a versar sobre um tema sem, no entanto, conhecê-lo minimamente. De todo modo, a  leitura do &lt;em&gt;Economia e sociedade&lt;/em&gt; é mandatória,  especialmente o primeiro volume, o qual lida com os conceitos sociológicos  fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Verbetes na Wikipédia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Português: pt.wikipedia.org/wiki/Relação_social &lt;br /&gt;Inglês: en.wikipedia.org/wiki/Social_relation&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3845940475039363961?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3845940475039363961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3845940475039363961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3845940475039363961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html' title='Série definições: Relação social'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S6BZGw6yHeI/AAAAAAAAAYI/PdXt8SD7cxk/s72-c/tabela.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1548964051303447713</id><published>2010-03-15T22:20:00.004-03:00</published><updated>2010-03-15T22:53:23.974-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambientalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farsa do aquecimento global'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Al Gore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica da cultura'/><title type='text'>Ecoterrorista amansado</title><content type='html'>Al Gore abandona a postura de profeta do cataclismo ambiental e anuncia num ímpeto de entusiasmo que podemos solucionar a crise do clima com folga! Yes, we can!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Apesar do fracasso de Copenhague e da crise do IPCC, Al Gore se diz otimista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O otimismo de Al parece incorrigível. Desde que perdeu a eleição presidencial de 2000 para George W. Bush, o democrata se dedica em tempo integral a pregar obstinadamente sobre os riscos da mudança do clima. Seu evangelho verde se espalha em dois livros, “Uma Verdade Inconveniente” e “Nossa Escolha” (editora Manole). O primeiro originou documentário que levou o Oscar, em 2007, mesmo ano em que ganhou o Nobel da Paz. O Nobel, porém, foi dividido com o IPCC, ora sob investigação. Apesar do golpe na credibilidade da ciência do clima e do fracasso de Copenhague, Gore não se faz de rogado: “Podemos solucionar completamente a crise do clima, com folga”.&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Marcelo Leite, colunista da Folha&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O subtítulo do novo livro de Gore é “Um Plano para Solucionar a Crise Climática”. O primeiro se concentrava em expor as previsões de pesquisadores sobre o futuro da atmosfera da Terra, algumas bem mais catastróficas que as do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). Agora o apóstolo se volta para as sugestões compiladas em 30 “cúpulas de soluções” que organizou nos últimos três anos pelo mundo afora. Sua fé renovada se ancora na tecnologia. Máquinas como o satélite Triana/DSCOVR, congelado por Bush anos a fio, revelarão aos olhos de todos a verdade sobre a saúde combalida da Terra. Redes inteligentes para transmissão de eletricidade permitirão administrar a sazonalidade e a intermitência das fontes renováveis de energia mais promissoras -eólica, de biomassa e solar. Por vida das dúvidas, Gore continua acreditando no poder do cinema para converter os céticos. Adorou “Avatar”, de James Cameron, “uma poderosa metáfora” sobre a força irresistível da natureza. Nos dias 26 e 27 ele estará com Cameron em Manaus, para palestras no Fórum Internacional de Sustentabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Seu recente livro “Nossa Escolha” transmite uma mensagem tão sóbria quanto otimista: uma catástrofe inimaginável nos espreita se não agirmos, mas ainda há tempo e ferramentas bastantes para solucionar três ou quatro crises do clima. Não é otimismo demais?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;AL GORE – Acho que não. Nos últimos três anos organizei mais de 30 “cúpulas de soluções” com os maiores engenheiros, cientistas e empresários do mundo e fiquei agradavelmente surpreso ao descobrir como está avançado o desenvolvimento dessas soluções. O Brasil, por exemplo, tem liderado o mundo ao inovar um meio muito eficaz de empregar biomassa [cana-de-açúcar] para substituir combustíveis líquidos baseados em petróleo. De modo similar, outros países fizeram progressos em energia solar, eólica e geotérmica. Portanto, não acho que seja otimista demais, de jeito nenhum. Mas o ingrediente essencial continua a ser vontade política. Mesmo com a sensacional liderança do Brasil em Copenhague, o mundo como um todo ainda não forneceu vontade política suficiente para implementar as soluções em grande escala. Mas estou otimista que o farão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Eu me referia à sua afirmação de que “três ou quatro” crises climáticas podem ser solucionadas com as ferramentas à mão.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Se nos lançarmos numa guinada para formas de energia renováveis e de baixo carbono em transportes, imóveis residenciais e comerciais e agricultura e silvicultura sustentáveis, podemos solucionar totalmente a crise do clima, com folga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Há um componente tecnológico forte em seu otimismo: computadores e satélites nos ajudarão a enxergar a luz [da verdade] sobre o planeta e seu clima. Mas o exemplo do satélite DSCOVR/Triana, do livro, também pode ser visto como um alerta sobre o poder dos governos de impedir que isso aconteça. Tecnologia e ciência sairão sempre vitoriosos?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – (Ri) Depende de nós, em nossos respectivos países, garantir que as políticas públicas se baseiem na melhor ciência e na melhor informação disponíveis. No caso do Triana: o satélite acaba de ser incluído no orçamento do presidente Obama para este ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Foi mero atraso, então?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Um longo e custoso atraso. Os negacionistas do clima têm combatido em todas as frentes para impedir o progresso. Há alguns que acreditam genuinamente que não se trata de uma crise, mas o grosso da oposição vem dos maiores poluidores de carbono, que não querem ser obrigados a assumir a responsabilidade por deitar fora enormes quantidades de poluição na atmosfera terrestre, como se ela fosse um imenso esgoto a céu aberto. Assim como as companhias de tabaco lutaram contra as limitações à comercialização de cigarros atacando os cientistas que fizeram a ligação entre cigarros e doenças do pulmão, os grandes poluidores de carbono estão atacando os cientistas que conduziram os estudos mostrando conclusivamente que a poluição do aquecimento global produzida pelo homem está causando a crise do clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – A espécie humana jamais fez uma escolha coletiva sobre seu futuro. O sr. é o primeiro a dizer, no livro, que essa perspectiva parece absurda. O que o deixa tão seguro de que estamos à altura da tarefa?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Nós temos de fazê-lo, para expressar o amor que temos pelos nossos netos. Para evitar sermos lembrados pelas gerações futuras como uma geração criminosa, que ignorou de forma egoísta e cega os claros sinais de que o seu destino estava em nossas mãos. Porque o modo como fomos criados nos dá um respeito destemido pela verdade e pela justiça. Não importa quanto tempo ela seja obscurecida por aqueles que encaram a verdade como inconveniente, cedo ou tarde os anjos de nossa melhor natureza vencerão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – O sr. é mesmo otimista.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Houve momentos no passado em que a civilização foi confrontada com ameaças que pareciam inimaginavelmente difíceis. O totalitarismo ameaçou exterminar a liberdade. Pareceu improvável, em alguns instantes, que as forças da democracia e da liberdade venceriam. Mas elas conseguiram, se puseram à altura do desafio. Houve outros exemplos. Muitos achavam que as mulheres nunca receberiam permissão para votar e participar de modo igualitário na sociedade. Nos séculos passados, muitos achavam que a escravidão era uma condição natural, que deveria ser tolerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Há muitos lugares do mundo onde o totalitarismo ainda é uma ameaça e os direitos das mulheres não são respeitados.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, era forte a ameaça de que o totalitarismo iria extinguir a liberdade. Com a vitória, a democracia ganhou essa luta e claramente o movimento está a favor da democracia e da liberdade, hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Mas isso nos custou uma guerra enorme e sangrenta.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – É verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Espero que não cheguemos a tanto no clima.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – (Ri) Isso não vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Se o sr. tiver de destacar uma prioridade em termos de energia, seria a eólica? Ou seria mais esperto, para países como o Brasil, investir antes na montagem de uma super-rede elétrica inteligente, capaz de lidar com uma ampla variedade de fontes de energia renovável, de biomassa a hidreletricidade?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Acho que temos de fazer várias coisas simultaneamente. Uma super-rede é importante para o uso de todas as formas de energia renovável. Tanto a energia eólica quanto a solar são muito promissoras. A segunda e terceira gerações de biomassa são igualmente promissoras. Mas o maior recurso são as melhorias de eficiência. E o passo singular que poderia ser dado para estimular o progresso em todas essas áreas é pôr um preço no carbono, de modo que o custo da redução da poluição seja integrado nas decisões do mercado. Isso estimularia todas as formas de energia renovável e todos os recursos de eficiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – O sr. tem preferência por impostos sobre o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; ou por limites e comércio de permissões para emitir carbono (“cap-and-trade”)?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – Prefiro ambos. A vantagem da abordagem “cap-and-trade” está na eficiência oferecida para a coordenação global, sem requerer que os governos tomem decisões todos os dias. Se os valores estão incluídos no mercado, então o mercado pode ser um aliado na seleção de todas essas possibilidades. Mas não há dúvida de que um imposto sobre o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, neutro em termos de renda, seria uma opção poderosa. A Escandinávia e alguns países, como a França, já o estão usando. É difícil imaginar um imposto de carbono globalmente harmonizado, por isso a noção de “cap-and-trade” é provavelmente melhor como base para a coordenação internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – Copenhague não terminou como se esperava, e muitos duvidam que Cancún possa levar a um tratado legalmente vinculante. Yvo de Boer renunciou ao posto de secretário da Convenção de Mudança Climática da ONU. O IPPC está sob fogo cerrado. Obama enfrenta dificuldades para conseguir que o Congresso dos EUA vote a legislação sobre clima e energia. Ainda temos motivo para manter o otimismo?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – (Ri) Sim, temos. Porque ainda há um movimento de base em todo o mundo, crescente, para enfrentar essa crise. Nos EUA a legislação está seguindo em frente e será votada em poucos meses. O fracasso em Copenhague se deveu primariamente ao fato de o Senado dos EUA ter falhado em aprovar essa legislação antes da conferência, forçando o presidente Obama a negociar com ambas as mãos atadas às costas. Como ele não podia pôr essa legislação sobre a mesa, os chineses resistiram a fazer concessões de seu lado, de modo que os dois maiores poluidores deixaram de agir. Isso fez o restante do mundo adiar a ação. Se os EUA aprovarem a legislação antes da conferência de Cancún, poderemos ver uma dinâmica muito diferente em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;FOLHA – O sr. estará no fim do mês em Manaus, para um seminário que terá também o cientista Tom Lovejoy e o cineasta James Cameron. O sr. acha que o filme “Avatar” terá um papel em despertar consciências para o tipo de problemas da floresta que o sr. trata em seus livros e seu próprio documentário?&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;GORE – É um filme com uma metáfora muito poderosa. Sou grande fã do filme. Tanto James Cameron quanto Tom Lovejoy são meus amigos. Lovejoy é um cientista com quem trabalho há anos. Ele me levou em minha primeira viagem para a Amazônia, 30 anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Folha de São Paulo em 15 de março de 2010.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Comentário&lt;/h2&gt;É altamente interessante notar essa mudança diametral de posição frente à quimera do aquecimento global. O rei está nu, afinal, com o IPCC tendo sua credibilidade questionada, Al Gore muda o tom: de profeta do apocalipse passa à posição similar a de um Cristo redentor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante cômodo, afinal, ele poderá seguir com seu negócio de "energia verde" baseado no lucrativo esquema dos créditos de carbono, na &lt;a href="http://www.silverspringnet.com/" target="_blank"&gt;Silver Spring Networks&lt;/a&gt; ao mesmo tempo em que, para felicidade geral de todos os envolvidos nessa farsa toda, os cientistas do aquecimento continuarão a receber enormes somas de dinheiro para desenvolver teorias do mundo aquecido, mas com o confortável sentimento que tudo será resolvido, afinal agora o foco é a solução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem perde nesse jogo? Os países em desenvolvimento, especialmente a África, pois terá de engolir essa quimera de "sustentabilidade", que nada mais é que a idéia de se tentar implementar desenvolvimento econômico com técnicas e infra-estrutura verdes, caras e restritivas, além de pouco confiáveis. Como se pode manter uma siderúrgica a funcionar com energia solar e eólica? Impossível. Haverá desenvolvimento para os africanos? Nessa toada, nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem abraçado a idéia e desde há muito vestiu a camisa da "sustentabilidade". E o que temos? A legislação ambiental mais restritiva do mundo. É o legado de ecoterroristas sem muita capacidade crítica, sensíveis ao discurso dominante e emotivo de que a "mamãe Terra" está combalida, que pouco a pouco solaparam a nossa posição como grande produtor de energia renovável ao impor obstáculos enormes a projetos de infra-estrutura, com estudos de impacto ambiental caríssimos, compensações bizarras, conseguindo com isso atravancar a competividade da economia brasileira. Marina Silva e mesmo Carlos Minc talvez julguem os sapos da lagoa mais importantes do que os postos de trabalho do cidadão brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve-se admitir que, da perspectiva ideológica, a falácia do aquecimento global tem uma eficácia assombrosa. Não é só capaz de fazer políticos e empresários de diferentes matizes políticos abraçarem a idéia como também foi capaz de engendrar uma aberração cinematográfica, o filme Avatar, tido como "importante metáfora" por Al Gore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que é esse filme? Ora, para além da pirotecnia computacional, trata-se do homem malvado a destruir a mamãe natureza e, de quebra, massacrando inocentes tribos humanóides de tipo físico famélico.  Além de tudo, os arborícolas de Avatar, possuem rabos longos para a conexão espiritual com os animais e vegetais. É a mística da natureza! E, ao se alimentar de outros animais, os aborígines de Avatar, choram o animal abatido. Oh, que emotividade! Será que é uma recado para os humanos? Devemos fazer prece pelos bilhões de peixes, frangos, porcos e bois que são abatidos em escala industrial todos os dias para servir de alimento aos mais de seis bilhões de indivíduos que andam pela face da Terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a valorização implícita do padrão de vida neolítico de Avatar é mesmo pra ser levada a sério? Deve-se jogar nas latrinas os séculos de desenvolvimento técnico e científico, a eletricidade, os computadores, a medicina, a cultura letrada e irmos para as florestas? Salvo engano, não vi nenhum livro entre os alienígenas azuis de Avatar. Então o recado era esse, a valorização de uma cultura neolítica, iletrada, cultural e tecnicamente tosca? (Os antropólogos podem chiar o quanto quiserem, mas cultura letrada é muito mais rica que qualquer tradição oral e nenhum relativismo é capaz de provar o contrário por mais sofismático e poético que seja.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mesmo o recado que ele, James Cameron, quis passar? De que o desenvolvimento cultural e econômico é lesivo, que devemos voltar às florestas, andarmos nus (e sem repelentes ou protetor solar) e voltarmos à economia extrativa, além de queimar os livros no melhor estilo nazi-fascista? Essa é a metáfora apreciada por Al Gore. Trocando em miúdos ela é a pérola mais reacionária do conservantismo ambiental. E diante de tudo isso, nada mais natural - uma vez que se deve abandonar modernidade em prol do neolítico -  que se adotar o misticismo dos pajés da mamãe natureza em detrimento da razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1548964051303447713?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1548964051303447713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/ecoterrorista-amansado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1548964051303447713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1548964051303447713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/ecoterrorista-amansado.html' title='Ecoterrorista amansado'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8104050748280602173</id><published>2010-03-15T20:09:00.004-03:00</published><updated>2010-03-15T20:25:31.594-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meteorologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farsa do aquecimento global'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IPCC'/><title type='text'>Farsa do aquecimento global</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_1268691029371"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1268691029372"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span id="goog_1268691029369"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="goog_1268691029370"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;O ex-reitor da UNB José Carlos de Azevedo sempre foi um sujeito polêmico. Aqui, ele questionando as conclusões do IPCC sobre as mudanças climáticas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Há prova científica sobre a influência do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; no clima? Não há. Há prova de que o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; nada tem a ver com o clima? Há uma pletora."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O ARTIGO de Myanna Lahsen (Tendências/Debates”, 3/4), em que pretendeu criticar dois artigos que escrevi nesta página, me fez lembrar duas pessoas. O comediante Groucho Marx disse: “Hoje, ciência é o nome do jogo, e, se você conseguir enganar, você está dentro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filósofo Mario Bunge, no estudo “&lt;em&gt;In Praise to Intolerance to Charlatanism in Academia&lt;/em&gt;” (“Louvando a Intolerância ao Charlatanismo na Academia”, Anais da New York Academy of Sciences), critica os que falam de ciência e dela nada entendem. Bunge disse que Feyerabend “tem merecido atenção porque, erradamente, admitiram que ele conhece algo de física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;Mas, de fato, a sua ignorância desse assunto, o único que procurou entender, era abismal”. Lahsen entende menos de física que Feyerabend.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ela, “é fácil criar confusão sobre a ciência do clima”, sem saber que na ciência não há confusão, há divergência, e que não existe a “ciência do clima”. Lahsen, antropóloga dinamarquesa, diz que o IPCC “não é uma instituição de pesquisa” e “não faz previsões do tempo nem do clima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele avalia ciência já produzida”, mas se desdiz ao afirmar que o IPCC tem “milhares de cientistas”. Levianamente, ela afirma que tenho “entendimento errado” do que é o IPCC e que me baseio em um relatório de 23 cientistas, “um número muito pequeno se comparado aos milhares de cientistas (…) do IPCC”, o que é falso. Para Lahsen, a validade científica depende de votação, apesar de a frase de Galileu ter mais de 400 anos:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;“Em questões de ciência, a autoridade de mil não vale o humilde raciocínio de um só indivíduo”. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O que fazem esses “milhares de cientistas” que frigiram 50 bilhões de dólares para provar a influência do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; no clima e nada conseguiram?Deselegante, a antropóloga climatológica referiu-se a Singer, a Seitz e a mim como “aposentados”. Seitz presidiu a Academia Nacional de Ciências dos EUA, deu importantes contribuições à física do estado sólido e deixou seu nome gravado na história da ciência -não foi menor a contribuição de Singer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lahsen, que é ignorante para ler Seitz, diz que ele “nunca fez nem publicou ciência sobre o clima”; é obvio que nada fez porque essa ciência não existe. O que é publicar ciência? Cabem perguntas: há prova científica sobre a influência do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; no clima? Não há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum livro de física de nível universitário menciona esse efeito estufa? Salvo engano, só há um, o “Thermal Physics”, de Kittel (edição de 1990), que, em quatro linhas, atribui o efeito ao vapor d’água. O que os ecoterroristas chamam de efeito estufa nada tem a ver com o que ocorre numa estufa para plantas ou em um automóvel com os vidros fechados e exposto ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há prova de que o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; nada tem a ver com o clima? Há uma pletora. O artigo de Jan Veizer, entre outros, prova, numa perspectiva de 4 bilhões de anos do ciclo do carbono, que o fator preponderante não é o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, é a radiação cósmica. E há prova inequívoca, a feita com o gelo retirado em Vostok, que mostra que a temperatura sempre aumenta antes de o nível do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt; aumentar; não ocorre o oposto, como quer a sábia danesa, que não distingue causa de efeito nem sabe que há mais coisas entre o céu e a Terra além do CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Danish National Space Center corresponde ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), onde Lahsen se encontra. Lá, os dinamarqueses E. Friis-Christensen, K. Lassen e H. Svensmark provaram que a radiação cósmica cria múons que chegam às nuvens baixas da Terra e formam os núcleos de condensação que definem o clima e o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, N. Shaviv e J. Veizer, em Israel e no Canadá, provaram a correlação que há entre o clima na Terra e a passagem do sistema solar pelos braços da galáxia local, a Via Láctea. Por isso, o Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear) amparou esses estudos e reuniu cientistas e cerca de 30 instituições para estudar a natureza do clima e do tempo sob essa perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São o Sol e a radiação cósmica que os definem. Mas a pseudocientista Lahsen discorda, diz que é o CO&lt;sub&gt;2&lt;/sub&gt;, o que me leva a lhe sugerir que volte à Dinamarca e lá exiba a sua sabedoria. Mas o que faz uma antropóloga em um instituto de estudos espaciais? Conversa com seres extraterrestres? R. Lindzen, do MIT, disse que adeptos do IPCC agem como a juventude nazista. Myanna Lahsen segue a cartilha da juventude fascista, de Mussolini: “&lt;i&gt;Credere, obbedire, combattere&lt;/i&gt;”. Crer, obedecer, combater. É o que cabe aos pobres em espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSÉ CARLOS DE ALMEIDA AZEVEDO, 76, é doutor em física pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA). Foi reitor da UnB (Universidade de Brasília).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado na Folha de São Paulo em 16 de abril de 2009.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Comentário&lt;/h2&gt;Este texto é relacionado à postagem de 24 de fevereiro, &lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/02/aquecimento-ou-histeria-global.html" target=_"blank"&gt;&lt;i&gt;Aquecimento ou histeria global&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, no qual há também a entrevista do meteorologista Luís Carlos Molion concedida à TV Bandeirantes no qual ele argumenta cientificamente contra a idéia do aquecimento global. Para além deles há uma entrevista dele na página do Uol, bastante esclarecedora, intitulada &lt;i&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/12/11/nao-existe-aquecimento-global-diz-representante-da-omm-na-america-do-sul.jhtm" target=_"blank"&gt;Não existe aquecimento global&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, de 11 de dezembro de 2009. Um esboço biográfico dele é encontrado em&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;a href="http://blogdoambientalismo.com/molion-um-cientista-que-nao-se-curva-aos-ambientalistas-radicais/" target=_"blank"&gt;&lt;i&gt;Molion - cientista que não se curva aos ambientalistas radicais&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8104050748280602173?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8104050748280602173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/farsa-do-aquecimento-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8104050748280602173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8104050748280602173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/farsa-do-aquecimento-global.html' title='Farsa do aquecimento global'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3140257793174705901</id><published>2010-03-14T12:44:00.003-03:00</published><updated>2010-03-14T13:54:28.676-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='definição'/><title type='text'>Série definições: ação social</title><content type='html'>De forma ampla, pode ser conceituada como todo esforço organizado, visando alterar as instituições estabelecidas. De forma particular, é conceituada pelos autores que utilizam a abordagem da ação na análise sociológica da sociedade, sendo que os principais representantes são Max Weber e Talcott Parsons. Para Weber, a ação social seria a conduta humana, pública ou não, a que o agente atribui significado subjetivo; portanto, é uma espécie de conduta que envolve significado para o próprio agente. Por sua vez, Parsons tem como ponto de partida a natureza da própria ação: toda a ação é dirigida para a consecução de objetivo. Um indivíduo (ator), esforçando-se por atingir determinado objetivo, tem de possuir algumas idéias e informações sobre os "objeto" que são relevantes para a sua consecução, além de ter alguns sentimentos a respeito deles, no que concerne às suas necessidades; e, finalmente, tem de fazer escolhas. Outro aspecto é a necessidade de possuir certos padrões de avaliação e seleção. Todos esses elementos ou aspectos de motivação e avaliação podem tornar-se sociais por intermédio do processo de interação. Assim, a ação social é vista por Parsons como comportamento que envolve orientação de valor e como conduta padronizada por normas culturais ou códigos sociais.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Comentário&lt;/h2&gt;&lt;div&gt;Definição enxuta, simples e abrangente. Retirada de uma fotocópia intitulada "Dicionário de Sociologia". Desafortunadamente, não há referências do autor, obra, etc. A única indicação que permitiria sua identificação é a epígrafe: &lt;i&gt;A Sociologia explica o que parece óbvio a pessoas que pensam que é simples, mas que não compreendem quão complicado é realmente&lt;/i&gt;, de Richard Osborne, o qual trabalha na &lt;a href="http://www.camberwell.arts.ac.uk/" target="_blank"&gt;Universidade de Artes de Camberwell&lt;/a&gt;&amp;nbsp;em Londres. Um breve resumo da biografia do autor está aqui [em inglês]:&lt;a href="http://www.camberwell.arts.ac.uk/39572.htm" target="_blank"&gt; http://www.camberwell.arts.ac.uk/39572.htm&lt;/a&gt;, a qual diz que  ele desenvolveu trabalhos de divulgação científica e lida especialmente com disciplinas vinculadas à arte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3140257793174705901?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3140257793174705901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/acao-social.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3140257793174705901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3140257793174705901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/acao-social.html' title='Série definições: ação social'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-2610382407451102480</id><published>2010-03-14T11:58:00.000-03:00</published><updated>2010-03-14T11:58:50.026-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='definição'/><title type='text'>Série definições</title><content type='html'>Em vista de grande parte dos usuários chegarem em busca dedefinições de conceitos de amplo uso nas ciências sociais, resolvi contemplareste tipo de visitante. Reproduzirei algumas definições encontradas em línguaestrangeira, para além das definições que ora se apresentam aqui (como &lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2006/03/relao-social.html" tareget="_&amp;quot;blank&amp;quot;" title="Relação Social"&gt;relação social&lt;/a&gt;ou &lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2003/10/acerca-dos-tipos-de-liberalismo.html" target="_blank" title="Tipos de Liberalismo"&gt;tiposde liberalismo&lt;/a&gt;). Desnecessário dizer que quando oportuno, tais definiçõesserão criticadas e/ou complementadas na medida em que meu conhecimento sobredeterminado tema permiti-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-2610382407451102480?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/2610382407451102480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2610382407451102480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2610382407451102480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes.html' title='Série definições'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1795906157045597716</id><published>2010-03-12T16:30:00.053-03:00</published><updated>2010-03-13T15:14:50.621-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia compreensiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia da imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='programa de pesquisa'/><title type='text'>Sociologia da imprensa, um programa de pesquisa</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Max Weber&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado originalmente como Alocução no Primeiro Congresso da Associação Alemã de Sociologia em Frankfurt, 1910 (pp. 434-441), em Max Weber, Gesammelte Aufsätze zur Soziologie und Socialpolitik, Tübingen, J. C. B. Mohr [Paul Siebeck], 1924. Foi utilizada aqui a publicação na Revista Española de Investigaeiones Sociales – REIS, n.o 57/1992, pp. 251-259. Tradução de Encarnación Moya.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;O primeiro tema que a Associação de Sociologia considerou adequado para um estudo genuinamente científico é o de uma sociologia da imprensa. Um tema extraordinário, não podemos nos enganar, um tema que irá requerer não apenas meios materiais muito importantes para os trabalhos preliminares, como, de modo algum, poderá ser tratado objetivamente caso os círculos dominantes da imprensa não acolham nosso projeto com grande confiança e benevolência. É impossível, se por parte dos representantes das empresas editoriais e por parte dos jornalistas nos deparamos com a suspeita de que o objetivo da Associação é formular críticas moralizantes sobre a situação existente – é impossível, digo, que alcancemos nesse caso nosso propósito; porque é impossível alcançá-lo se não podemos nos prover, em grande medida, de material procedente precisamente desse setor. No próximos tempos, os esforços da comissão, que será constituída com esse fim, dirigir-se-ão à obtenção da colaboração dos especialistas da imprensa. Por um lado, a colaboração dos teóricos da imprensa, atualmente já numerosos – como se sabe contamos com magníficas publicações teóricas nesse campo (deixem-me lembrá-los de momento apenas do livro de Löbl, precisamente porque, ainda que pareça estranho, é muito menos conhecido do que merece) – e também a colaboração de profissionais no âmbito prático da imprensa. As conversações mantidas até agora alimentam a esperança de que, se estabelecemos, como efetivamente se fará,  imediatamente os contatos, tanto com as grandes empresas de imprensa, como com as associações de editores de imprensa e de redatores de imprensa, poderemos contar com essa benevolência. Caso não suceda assim, a Associação não insistirá em, nem promoverá, uma publicação da qual previsivelmente não sairia nada de proveitoso. &lt;/p&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Um comentário sobre a enorme importância geral que tem a imprensa carece de sentido. Poderia então cair sobre mim a suspeita de querer adular os senhores representantes da imprensa, principalmente quando o que já foi dito a respeito, por parte de instâncias autorizadas, é insuperável. Quando se comparou a imprensa com generais em posto de comando – sem dúvida, apenas foi dito da imprensa estrangeira – sendo assim todos sabemos: aqui já não cabe nada meramente terrenal, seria necessário fazer referência às esferas do divino para poder encontrar comparações. Simplesmente recordo-lhes: imaginem que a imprensa não existe, pensem como seria então a vida moderna, sem o tipo específico do âmbito do público (Publizität) criado pela imprensa. A vida antiga, estimados ouvintes, também tinha seu próprio âmbito do público. Jacob Burkhardt defrontou-se espantado com o público na vida helênica, que compreendia a existência total do cidadão ateniense, até em suas parcelas mais íntimas. Hoje em dia o âmbito do público já não é do mesmo tipo. Resulta interessante, não obstante, perguntar: que aspecto tem o público na atualidade e que aspecto terá no futuro, o que se torna público por meio da imprensa e o que não? Se há 150 anos o Parlamento inglês obrigava os jornalistas a pedir perdão de joelhos diante dele pelo &lt;em&gt;breach of privilege&lt;/em&gt;, quando informavam sobre as sessões, e se hoje em dia a imprensa, com a mera ameaça de não imprimir os discursos dos deputados põe de joelhos o Parlamento; então, evidentemente algo mudou, tanto na concepção do parlamentarismo como na posição da imprensa. E, nesse caso, também terão que existir diferenças locais, por exemplo, quando até o presente havia bolsas americanas que punham vidro opalino em suas janelas a fim de que os movimentos de câmbio não pudessem ser transmitidos, sequer mediante sinais, ao exterior, e quando, por outro lado, vemos os jornais influenciados, entre outros, pela necessidade de levar em conta as publicações das bolsas. Sendo assim, não perguntamos, fique claro: o que deve tornar-se público? Como todos sabemos, as opiniões estão muito divididas sobre esse ponto. Naturalmente, resulta também muito interessante averiguar: quais são as opiniões que existem hoje em dia a respeito, quais existiam antes, e quem são os que opinam? Isso também pertence ao âmbito de nosso trabalho, mas somente enquanto constatação dos fatos. Todo o mundo sabe que na Inglaterra, por exemplo, as opiniões sobre esse particular diferem das daqui. Sem ir mais longe, pode ocorrer que, quando um Lord inglês se casa com uma norte-americana, encontremos na imprensa norte-americana uma resenha pessoal completa sobre essa senhora, a abarcar desde comentários sobre seu físico até suas condições psíquicas e demais detalhes, incluído, naturalmente, o dote; enquanto aqui, de acordo com o modo de pensar predominante, um jornal que vele por sua reputação rechaçaria tal coisa. De onde provém essa diferença? Se no caso da Alemanha podemos comprovar que hoje em dia o empenho sério, precisamente dos representantes sérios do negócio jornalístico, consiste em excluir de suas publicações os assuntos puramente pessoais – por qual razão e com quais resultados? – então também poderemos verificar que, por outro lado, um articulista socialista como Anton Menger opinava, pelo contrário, que no Estado do futuro a incumbência da imprensa seria precisamente trazer à luz pública aqueles assuntos que não possam ser submetidos aos tribunais de justiça; sua incumbência seria a de assumir o antigo papel de censor. Vale a pena averiguar quais são, em última instância, as concepções de mundo que subjazem a cada tendência. Apenas isso, por certo, e não uma tomada de posição, seria nossa tarefa.&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Relações de poder&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;De nossa parte, teremos que investigar, sobretudo, as relações de poder criadas pelo fato específico de que a imprensa torne públicos determinados temas e questões. O público tem, para a obra científica, uma importância distinta e sensivelmente menor do que, por exemplo, para o trabalho de um ator ou de um diretor de orquestra. Dia a dia esse comentário se desvanece. O fato do público é especialmente significativo em tudo que concerne às páginas culturais: em certo sentido, o crítico de teatro e também o de literatura é aquela pessoa que, dentro do jornal, pode, com a maior facilidade, criar e destruir existências. Não obstante, em cada seção do jornal, começando pela seção política, essa relação de poder é extremamente diferente. Os contatos dos jornais com os partidos, aqui e em outros países, seus contatos com o mundo dos negócios, com todos os inumeráveis grupos e pessoas que influem na vida pública e são influenciados por ela, supõem um campo impressionante para a investigação sociológica, explorado até agora somente em alguns de seus elementos. Porém, centremo-nos no verdadeiro ponto de partida da investigação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se consideramos a imprensa em termos sociológicos, o fundamental para toda discussão é o fato de que, hoje em dia, a imprensa é necessariamente uma empresa capitalista e privada que, ao mesmo tempo, ocupa uma posição totalmente peculiar, posto que, ao contrário de qualquer outra empresa, tem dois tipos completamente distintos de “clientes”: os primeiros são os compradores do jornal e estes compõem-se ou de uma massa majoritária de assinantes ou de uma massa majoritária de compradores individuais – uma diferença cujas conseqüências infundem à imprensa dos diferentes países um caráter decisivamente distinto – ; os segundos são os anunciantes, e entre esse leque de clientes produzem-se as inter-relações mais curiosas. É certamente importante, ao se perguntar, por exemplo, se um jornal tem muitos anunciantes, saber se tem muitos assinantes e, em menor medida, também o inverso. Porém, não é apenas o papel que os anunciantes jogam de cara no orçamento da imprensa, papel, como se sabe, muito mais decisivo que o dos assinantes, senão o que poderia ser formulado da seguinte forma: um jornal não pode nunca ter demasiados anunciantes, mas – e contrariamente ao que sucede a qualquer outro vendedor – pode chegar a ter demasiados compradores. Isso ocorre quando o jornal não tem condições de poder subir o preço dos anúncios o suficiente para cobrir os gastos de uma tiragem cada vez mais extensa. Isso costuma supor um problema sério para alguns tipos de diários e a consciência muito geral é a de que, a partir de uma determinada tiragem, o interesse dos jornais em aumentar sua tiragem diminui – pelo menos pode ocorrer assim quando, sob determinadas circunstâncias, existam obstáculos para um novo aumento do preço de inserção (publicidade/publicação). Trata-se de uma peculiaridade de tipo puramente comercial que apenas afeta a imprensa, mas que pode ter múltiplas conseqüências. Comparando, em nível internacional, o grau e o tipo de relação existente entre a imprensa, que deseja instruir e informar objetivamente o público no que se refere à política e outros âmbitos, e o coletivo dos anunciantes que expressam as necessidades de propaganda do mundo dos negócios, observam-se enormes diferenças, especialmente se se estabelece a comparação com a França. Por quê? Com que conseqüências gerais? Estas são perguntas que, embora se tenha escrito tão freqüentemente acerca delas, devemos voltar a colocar, uma vez que as opiniões emitidas apenas estão parcialmente de acordo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas sigamos adiante: Uma das características das empresas editoras de imprensa é, hoje em dia, sobretudo, o aumento da demanda de capital. A questão é, e esta questão não foi resolvida ainda na atualidade, os peritos mais informados discutem sobre o tema: em que medida essa crescente demanda de capital significa um crescente monopólio das empresas jornalísticas existentes. Talvez dependa das diferentes circunstâncias. Mesmo descontando-se a influência da crescente demanda por capital, acontece que a situação de monopólio dos jornais já existentes parece encontrar-se em diferentes níveis, dependendo da venda basear-se normalmente em assinaturas ou na venda direta como no estrangeiro, onde o indivíduo pode escolher a cada dia um jornal distinto do que comprou no dia anterior. Desse modo – pelo menos parece assim à primeira vista – facilita-se o aparecimento de novos diários. Talvez. É um assunto a ser investigado e que deveria unir-se à reflexão sobre a crescente demanda de capital e suas correspondentes influências para responder à seguinte pergunta: Esse crescente capital fixo significa também um aumento de poder que permite moldar a opinião pública arbitrariamente? Ou pelo contrário, como se afirmou sem que se pudesse demonstrar satisfatoriamente — significa uma crescente sensibilidade por parte das distintas empresas diante das flutuações da opinião pública? Se disse que a evidente mudança de opinião de determinados diários franceses – costuma-se pensar, por exemplo, no Le Figaro com relação ao caso Dreyfuss – pode ser explicada simplesmente pelo fato de que o importante capital investido de forma fixa por essas modernas empresas jornalísticas justifica o aumento de seu nervosismo, e as faz depender do público, ao se detectar qualquer inquietude deste, que costuma se traduzir em anulação de pedidos, situação que se torna comercialmente insuportável. Na França, onde prevalece a venda direta, esta grande facilidade de variação poderia também ter um peso específico. Isso significaria, então, que uma crescente dependência das tendências de venda diária seria a conseqüência da crescente demanda de capital. É certo isso? É uma pergunta que devemos nos fazer. Alguns especialistas o afirmaram – não é o meu caso –, outros especialistas questionaram isso.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Além do mais, nos encontramos, talvez, como conseqüência do aumento do capital fixo na empresa jornalística e, como costuma ocorrer freqüentemente quando existe uma crescente demanda de capital, diante da criação de trusts no setor de imprensa? Quais são suas possibilidades? Senhores, isso foi energicamente negado por especialistas da imprensa de primeira linha, tanto por teóricos como por especialistas do âmbito prático. De fato, o principal representante dessa postura, Lord Northcliffe, poderia talvez sabê-lo melhor, já que é um dos maiores magnatas de trustde todos os tempos no terreno da imprensa. Porém, quais seriam as conseqüências para o caráter dos jornais se ocorresse algo assim? Salta à vista que os jornais dos grandes consórcios atualmente existentes tem freqüentemente um caráter diferente dos outros. É suficiente com isso, posto que apenas citei tais exemplos para ilustrar até que ponto deve-se levar em consideração o caráter empresarial da imprensa. Devemos nos perguntar: o que significa o desenvolvimento capitalista no interior da própria imprensa para a posição sociológica da imprensa em geral, para o papel que desempenha na formação da opinião pública?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Outro problema: O caráter de “instituição” da imprensa moderna encontra aqui na Alemanha sua expressão específica no anonimato daquilo que aparece na imprensa. Falou-se exaustivamente sobre os “prós” e os “contras” do anonimato da imprensa. Não tomamos partido a respeito, mas perguntamos: como se explica encontrarmos esse fenômeno, por exemplo, na Alemanha, enquanto no estrangeiro produzem-se situações distintas, por exemplo, na França, enquanto a Inglaterra encontra-se mais próxima de nós a esse respeito? Na França, na realidade, existe atualmente um único jornal que se encontra no estrito terreno do anonimato, o Temps. Na Inglaterra, pelo contrário, jornais como o Times aferraram-se rigorosamente ao anonimato. Isso pode obedecer a diferentes razões. Pode acontecer – o que parece ser o caso, por exemplo, do Times – que as personalidades de quem o periódico obtém suas informações pertençam a níveis sociais tão elevados que não lhes seria possível facilitar publicamente informação em seu nome. Em outros casos, o anonimato pode também obedecer uma razão contrária. Porque depende de como se coloque o problema desde a perspectiva dos conflitos de interesse que realmente existem – é algo que não se pode evitar – entre o interesse do jornalista individual por tornar-se conhecido o máximo possível e o interesse do jornal de não chegar a depender da colaboração desse mesmo jornalista. Naturalmente, também do ponto de vista empresarial as coisas se apresentam de distintas maneiras, depende de se predomina ou não a venda direta. E, sobretudo, influi nisso, naturalmente, também a mentalidade política de um povo, uma vez que é diferente quando, por exemplo, uma nação tende, como a Alemanha o faz, a se deixar impressionar mais pelos poderes institucionais, por um jornal que se apresenta como um ente “supraindividual”, do que pela opinião de um indivíduo — ou quando uma nação é livre desse tipo de metafísica. Essas questões nos conduzem ao jornalismo eventual, que se apresenta de forma muito diferente na Alemanha do que, por exemplo, na França, onde o jornalista eventual é uma figura comum, assim como na Inglaterra. A esse respeito teria que se colocar a pergunta sobre: quem escreve, hoje em dia, para um jornal estando fora dele e o que escreve? E: quem não escreve e o que não escreve? E: por que não? Isso nos leva à pergunta geral: de onde e como a imprensa obtém o material oferecido ao público? E, definitivamente: O que se oferece no final das contas? É o constante aumento da importância da mera notícia um fenômeno generalizado? Em terras inglesas, americanas e alemãs esse é o caso, enquanto em terras francesas não o é tanto: o francês quer, em primeiro lugar, um jornal de opinião. Mas, por quê? Porque, por exemplo, o norte-americano espera de seu jornal somente a exposição dos fatos. As opiniões sobre estes fatos publicadas pelo jornal simplesmente não lhe valem a pena de ser lidas já que, como democrata, está convencido de que, em princípio, entende tanto ou mais do que aquele que opina no periódico. Mas o francês também não quer ser democrata? De onde, então, provém a diferença? De todos modos: em ambos os casos a função social do jornal é totalmente distinta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Posto que a agência de notícias, apesar dessas diferenças, não apenas pesa cada vez mais nos orçamentos da imprensa em todos os países do mundo, mas ocupa também um lugar cada vez mais destacado, devemos nos indagar, a seguir, quem são os que representam, em último lugar, as fontes dessas notícias. Esse é o problema da posição das grandes agências de notícias e suas inter-relações internacionais. Estudos importantes deverão ser realizados a esse respeito, ainda que já existam alguns estudos parciais. As asseverações expostas sobre as situações neste campo foram, até agora, parcialmente contraditórias, e falta saber se não seria possível conseguir, de modo objetivo, mais material aparte do atualmente disponível sobre a questão.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma vez que o conteúdo do jornal não consta apenas de notícias, por um lado, nem de produtos da indústria de entretenimento, do clichê, por outro – como se sabe, existem produções em massa de conteúdos de imprensa, desde o espaço de esportes e das palavras cruzadas até a novela, um pouco de tudo, produzidos por importantes empresas do ramo – , digo, que como nem os clichês nem as meras notícias preenchem completamente a imprensa, resta a produção daquilo que hoje em dia se oferece na imprensa como trabalho realmente jornalístico e daquilo que, pelo menos aqui na Alemanha, em contraste com alguns países não alemães, ainda é de importância fundamental na hora de avaliar um jornal. Não podemos, portanto, nos contentar com a contemplação do produto como tal, mas sim temos que prestar atenção ao produtor e perguntar pela sorte e pela situação do estamento jornalístico. A sorte, por exemplo, do jornalista alemão é completamente distinta da do jornalista estrangeiro. Na Inglaterra, tanto jornalistas como empresários da imprensa chegaram em ocasiões à Câmara Alta, homens sem outro mérito que não o de ter criado, como homens de negócios, um brilhante jornal para seu partido, batendo todas as marcas. Talvez pudesse se dizer neste caso: não superando as marcas? Há jornalistas que chegaram a ser ministros na França, e em quantidade. Na Alemanha, pelo contrário, isso constituiria uma exceção bastante rara. E, deixando de lado essas circunstâncias especiais, teremos que nos interrogar sobre como mudou, nos últimos tempos, a situação dos jornalistas profissionais nos diferentes países.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Qual é a procedência, a formação e quais são os requisitos que o jornalista moderno deve cumprir do ponto de vista profissional? E quais são as perspectivas, dentro da profissão, para os jornalistas alemães em comparação com os jornalistas estrangeiros? Quais são, em resumo, suas perspectivas de vida na atualidade, dentro e fora de nosso país, incluídas as extra-profissionais? A situação dos jornalistas é, além do mais, também muito diferente segundo os partidos, segundo o caráter do diário, etc., como todo mundo sabe. A imprensa socialista, por exemplo, é um fenômeno especial que requer um tratamento específico também dos redatores socialistas; e com maior motivo a imprensa católica e seus redatores.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Definitivamente: Que conseqüências tem esse produto, criado pelos diferentes caminhos que haveremos de investigar, que finalmente constitui o jornal? Existe uma literatura imensa a respeito, em parte muito valiosa, mas que também, embora proceda de destacados especialistas, é freqüentemente muito contraditória. Senhores, como se sabe, tentou-se inclusive investigar as influências que a imprensa exerce sobre o cérebro, o problema de quais são as conseqüências do fato de que o homem moderno tenha se acostumado, antes de iniciar seu trabalho diário, a alimentar-se com um cozido que lhe impõe uma espécie de caça por todos os campos da vida cultural, começando pela política e terminando com o teatro, passando por muitos outros assuntos. É claro que não se trata de um tema insignificante. Não é difícil realizar alguns comentários gerais sobre esse tema e relacioná-lo com determinados fenômenos aos quais também está exposto o homem moderno. Não obstante, já não parece tão fácil analisar o problema para além de suas implicações mais elementares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Terá que se partir da pergunta: A que tipo de leitura o jornal acostuma o homem moderno? Diferentes teorias foram expostas sobre a questão. Afirmou-se que o jornal tomará o lugar dos livros. É possível: na Alemanha, a produção de livros encontra-se quantitativamente em um momento de grande “florescimento”, como em nenhum outro país do mundo; em nenhuma parte entram tantos livros no mercado como aqui. Com respeito às cifras de venda desses mesmo livros, contudo, observa-se uma proporção inversa. A Rússia tinha, antes da entrada em vigor da liberdade de imprensa, edições de 20.000 a 30.000 exemplares de livros tão inacreditáveis – com todo meu respeito por Anton Menger – como sua obra sobre uma nova doutrina moral. Havia revistas muito lidas, apresentando todas elas um “último” enfoque filosófico de sua especialidade. Isso seria impossível na Alemanha e será impossível na Rússia sob a influência da, ao menos relativa, liberdade de imprensa; já há indícios disso. A imprensa introduz, sem dúvida, deslocamentos poderosos nos hábitos de leitura e com isso provoca poderosas modificações na conformação, no modo e na maneira como o homem capta e interpreta o mundo exterior. A constante mudança e o fato de se dar conta das mudanças massivas da opinião pública, de todas as possibilidades universais e inesgotáveis dos pontos de vista e dos interesses, pesa de forma impressionante sobre o caráter específico do homem moderno. Mas de que maneira? Isso é o que teremos que investigar. Não devo estender-me com maior detalhe sobre esse ponto e finalizo com uma observação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em conclusão, devemos orientar a investigação sobre a imprensa no seguinte sentido. Perguntando primeiro: O que aporta a imprensa à conformação do homem moderno? Segundo: Que influências exerce sobre os elementos culturais objetivos supraindividuais? Que deslocamentos produz neles? O que se destrói ou é novamente criado no âmbito da fé e das esperanças coletivas, do “sentimento de viver” – como se diz hoje em dia – , que possíveis atitudes são destruídas para sempre, que novas atitudes são criadas? São estas as últimas perguntas que formulamos e os senhores, estimados ouvintes, verão a seguir que o caminho que entremedeia essas perguntas e suas respostas é extraordinariamente longo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Agora, perguntarão os senhores: Onde está esse material para o início de tais trabalhos? Esse material é constituído pelos próprios jornais Consequentemente, teremos que começar, de forma totalmente trivial, digamos claramente, a medir com tesourae compasso, como foi se transformando o conteúdo dos jornais, em seu aspecto quantitativo, no transcurso da última geração; não por último no relativo à seção de anúncios, à seção cultural, entre seção cultural e artigos editoriais e notícias, entre tudo aquilo que hoje em dia se publica como notícia e aquilo que já  não se publica. Porque é aqui onde a situação mudou extraordinariamente. Existem inícios de tais estudos, que tratam de comprovar tais fatos, mas apenas inícios. Dessas análises quantitativas passaremos depois às qualitativas. Teremos que estudar o estilo do jornal, isto é, os modos em que os mesmos problemas são discutidos dentro e fora do jornal, a aparente inibição dos jornais com tudo que é emocional, o que, por outro lado, constitui uma e outra vez a base de sua própria existência, e outras questões parecidas. E depois teremos, no final, fundadas esperanças para podermos aproximar-nos lentamente das questões de maior alcance, cujo esclarecimento é a meta a que se propõe esta investigação.&lt;/p&gt;&lt;em&gt;Tradução publicada em Revista Lua Nova, Nº55-56, 2002, pp. 185-194.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1795906157045597716?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1795906157045597716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/sociologia-da-imprensa-um-programa-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1795906157045597716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1795906157045597716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/sociologia-da-imprensa-um-programa-de.html' title='Sociologia da imprensa, um programa de pesquisa'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-6344871236929879646</id><published>2010-03-08T22:00:00.003-03:00</published><updated>2010-03-15T23:06:09.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='tragédia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farsa do aquecimento global'/><title type='text'>Torpor mental e ambiental</title><content type='html'>&lt;b&gt;Bebê baleado em pacto suicida é encontrado vivo após 3 dias&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bebê de sete meses baleada no peito pelos próprios pais sobreviveu depois de permanecer sozinha por três dias até ser encontrada pela polícia, na última quinta-feira, na cidade de Goya, norte da Argentina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Francisco Lotero, de 56 anos, e Miriam Coletti, de 23 anos, teriam firmado um pacto de suicídio por temerem os efeitos do aquecimento global. Assim, eles mataram a tiros o filho de dois anos, balearam a filha de sete meses e se suicidaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre uma mesa na casa foi encontrada uma carta em que os pais expressavam seu nervosismo diante da falta de ações dos países contra a crise ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bebê só foi encontrada depois de os vizinhos desconfiarem do cheiro que exalava da casa e notificarem a polícia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o hospital local que cuida da menina, ela recebeu um tiro de calibre 32 que atravessou seu peito, mas sem atingir nenhum órgão vital. Quando foi encontrada, ela estava banhada em sangue e apresentava um quadro grave de desidratação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os médicos informaram que a paciente se recupera bem e está fora de perigo. Depois de receber alta, ela deve ficar aos cuidados de seus avós maternos.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Comentário&lt;/h2&gt;Sou incapaz de realizar tanta obtusidade e falta de bom senso. Se mataram por conta de um tema que está em discussão, que está sujeito ao debate e, mais importante, que tem sido paulatinamente desmontado pela comunidade científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/bbc/2010/03/02/bebe-baleado-em-pacto-suicida-e-encontrado-vivo-apos-3-dias.jhtm"&gt;Publicado originalmente no UOL&lt;/a&gt;, em 2 de março de 2010.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-6344871236929879646?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/6344871236929879646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/torpor-mental-e-ambiental.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6344871236929879646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6344871236929879646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/03/torpor-mental-e-ambiental.html' title='Torpor mental e ambiental'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-9036078576077048456</id><published>2010-02-24T23:00:00.011-03:00</published><updated>2010-03-15T19:22:08.660-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ambientalismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meteorologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='farsa do aquecimento global'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='IPCC'/><title type='text'>Aquecimento ou histeria global?</title><content type='html'>Com clareza e objetividade é possível enquadrar as sandices (sim, esta é a palavra correta) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ou IPCC (do inglês&lt;i&gt; Intergovernmental Panel on Climate Change&lt;/i&gt;) e todo aquele lixo ideológico sob o qual estão as idéias e termos que cercam os intitulados ambientalistas, do Príncipe Charles a Mikhail Gorbachev, no momento presente. O primeiro o faz sob a perspectiva ideológica no seu sentido mais forte, a mascarar a realidade e impor obstáculos ao desenvolvimento dos ditos países em desenvolvimento com a finalidade de assegurar o quinhão da outrora relevante Europa. O segundo o faz sob a sombra da própria torpeza, isto é, a ingenuidade: órfão da esquerda marxista-leninista, assim como toda a esquerda mundial (não obstante ele mesmo engendrar tal parricídio ideológico por simples e sutil incompetência), aderiu sem mais, por sua perspectiva infantilmente anticapitalista, ao &lt;i&gt;ambientalismo&lt;/i&gt;. Este nada mais é que um fruto do capitalismo ocidental, numa sociedade cada vez mais míope, incapaz de perceber a polaridade política entre dominantes e dominados, entre possuidores e despossuídos, como seu gene definidor, seja no Panamá ou na Alemanha.&lt;br /&gt;O modelo polaridade política, de mera oposição entre detentores e não detentores dos meios de produção, está, mais do que nunca, em voga: ele é a realidade empírica da sociedade capitalista. E isto é uma verdade objetivamente inexorável simplesmente porque o capitalismo aí está.  Daí temos uma sopa ideológica que se pretende científica (como toda ideologia, o qual tenta confudir-se a si mesma com a própria realidade empírica, sendo, no entanto, um mero discurso sobre a realidade).  No momento atual, os órfãos da esquerda política unem-se em prol do "meio ambiente", do "nosso lugar", a Terra, unicamente porque desacreditados e confusos como estão, não têm qualquer bandeira.&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;E caem como crianças no conto aquecimento global patrocinados pelo poder hegemônico global via ONU. E o que ele prega? Simples e claro: o mundo está a aquecer-se por conta do CO2, não obstante provas contrárias e a própria impossibilidade se provar que é por conta da atividade industrial humana. E o que a esquerda faz? Caem como crianças impressionadas com o sermão do pregador religioso. Acreditam no pseudocientificismo de uma entidade política, o IPCC, da ONU, e reverberam esse lixo ideológico que impede o desenvolvimento das regiões mais probres do mundo, de Uganda à Bangladesh.&lt;br /&gt;Não existiu na história do mundo algo tão desumano, exceto, talvez, o &lt;i&gt;ersatz&lt;/i&gt; de comunismo existente na China ou o nazismo. A esquerda cai na ideologia dos atores hegemônicos, abraça-a como seu filho e a reverbera com paixão. Seu resultado mais apreciável é a impossibilidade do desenvolvimento humano na periferia do mundo. Nada pode ser mais desumano, alienado e estúpido.&lt;br /&gt;O documentário abaixo, produzido pelo Channel 4, demonstra que o que se relata acima é bem conhecido, facilmente acessível ao público. A segunda entrevista, mostra que, mesmo estando presente vozes qualificadas nos seus campos de saber que mostram exatamente o contrário, no entanto, persiste o embotamento ideológico massivo, trombeteado aos quatro ventos via mídia gerando um estupor inacreditável.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Documentário do Channel 4&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/RDzuXPM1W3k&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/RDzuXPM1W3k&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;br /&gt;&lt;param name="movie" 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rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/02/aquecimento-ou-histeria-global.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9036078576077048456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9036078576077048456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2010/02/aquecimento-ou-histeria-global.html' title='Aquecimento ou histeria global?'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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desestabilizar o governo nas duas câmaras legislativas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As ações de  Política Federal, seja a operação Satiagraha ou a Castelo de Areia, não são,  por definição, ‘precipitadas’. É resultado da ação conjunta dos quadros  policiais, isto é, do trabalho em equipe de vários membros da corporação  coordenados e fiscalizados pelo Ministério Público. Não dependem da vontade de  um único agente, por isso, não são o tipo de ação que se pode rotular como ‘irrefletida’  ou ‘imprudente’.&lt;/p&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Por outro  lado, a assertiva do presidente do Senado é algo baça, quando mesmo  completamente obscura: o que se quer dizer com desestabilizar o governo? É de  se supor que duas linhas de interpretação possam ser assumidas: que [1], em vista  do Executivo não coibir as ações da Polícia Federal e Ministério Público, o  próprio Sarney arranjará meios para que o Governo seja desestabilizado; de  outro modo [2], o presidente do Senado está a defender uma perspectiva similar a de um chefe de algum tipo de organização dada a atividades pouco ou nada lícitas que, com o cerco fechado por investigações policiais, argumenta que não  pode continuar a contento com suas atividades. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que se  depreende, no entanto, é que talvez Sarney queira negociar a aprovação de  certas matérias no legislativo à sustação de certas atividades do Ministério Público e da PF. Seria como se o Presidente da República fosse um grande patrão e que, com uma ordem, todo o trabalho de investigação fosse jogado aos ares. O  que coincidiria lindamente com a primeira interpretação aqui proposta.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daí se conclui que José Sarney presida o Senado da República talvez como se fosse  uma agremiação sua, a qual ele rateia e dirige de acordo com as negociatas que ele mesmo  faz como a sua clientela, padrinhos, afilhados, amigos: sua direção é o tipo  ideal do fisiologismo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A chamada ‘desestabilização  política’ a qual ele faz menção denuncia que, sim,  a sua clientela política está metida até o pescoço em atividades irregulares,  aquele tipo de coisa conhecida como crime do colarinho branco. E a sua fala,  assim como os inflamados discursos dos senadores durante a última semana, é o  reflexo do desespero de serem objeto de uma investigação da PF que lhes foge  completamente ao controle: não se trata aqui, como dantes na história  brasileira, de um arranjo patronal entre a clientela política, mas sim de uma  burocracia estatal, competente e legalmente estatuída, a fazer o seu trabalho  sem depender da ingerência política do patronato político.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O mais trágico  para o Senado e algumas de suas figuras nem tão ilibadas é que alguns de seus  membros ainda pensam que podem interferir em certas estruturas do Estado como  se este fosse parte das dependências deles. Já se tentou fazer isso com a Operação Satiagraha, primeiro, defenestrando o competente Protógenes Queiroz;  depois ao colocarem no comando da PF um homem que tem sobre os ombros a bizarra  acusação de ser um torturador [talvez porque no Senado existam pessoas que  sintam à vontade quando próximos de seus pares]; por fim, o ataque da imprensa  marrom em defesa do crime do colarinho branco, aliada à altamente discutível  ação do presidente da suprema corte. &lt;/p&gt;&lt;h3&gt;Notas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6391508241910507138#_ftn1" name="_ftn1" title="" id="_ftn1"&gt;&lt;/a&gt;¹ Valor Econômico, 02 /Abr/2009, p. A13.&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-6391508241910507138?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/6391508241910507138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/04/instabilidade-politica-no-senado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6391508241910507138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6391508241910507138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/04/instabilidade-politica-no-senado.html' title='Instabilidade política no Senado'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3003861480575575274</id><published>2009-03-22T23:00:00.001-03:00</published><updated>2010-03-13T16:18:24.555-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticas públicas'/><title type='text'>Educação ou serviço privado?</title><content type='html'>&lt;p&gt;O texto que  motiva a existência deste foi publicado no sítio de Flávio Tonnetti,  &lt;a href="http://www.ensino.blog.br/2009/02/17/qualidade-de-servicos-educacionais-e-a-nocao-de-projeto/" target="_blank" title="Qualide de serviços educacionais e a noção de projeto"&gt;Ensino.blog.br&lt;/a&gt;,  além dele, dar-se-á atenção aos dois comentários que o sucedem: o primeiro  expõe uma discordância clara; o segundo, a justificativa do autor do texto  original. Proceder-se-á aqui à perquirição sistemática do texto de Tonnetti. &lt;/p&gt;&lt;h2&gt;I.  Avaliação de qualidade&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Tonnetti  inicia suas conjecturas esmiuçando a probabilidade efetiva da aferição da  qualidade do processo de educação. Para tanto desvia o produto deste processo,  o educando, para colocar ênfase exatamente no processo, qualificando-o como um &lt;em&gt;serviço&lt;/em&gt;. O primeiro comentário ao texto  aponta para um problema: a educação não é, propriamente, uma prestação de  serviço é, antes disso, um &lt;em&gt;direito&lt;/em&gt;.  Deve-se insistir, porém, que ela não é apenas um direito. Antes de tudo, ela é  um &lt;em&gt;dever&lt;/em&gt;: não só do Estado, mas do  cidadão [ver, por exemplo, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, artigo  segundo (&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9394.htm" target="_blank" title="Lei de diretrizes e bases da educação, Lei N° 9.394"&gt;LDB,  lei nº 9.394&lt;/a&gt;)]. É um dever que o Estado impõe  ao cidadão, pois sem o acesso ao sistema de educação este não seria capaz de  desenvolver suas potencialidades humanas e, por extensão, seria incapaz de  exercer a sua plena cidadania: daí se faz necessário o uso do poder coercitivo  do Estado.&lt;/p&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Além do desvio  feito, há a negação de que o processo de educação possa ser aferido pelo seu  resultado. Daí segue-se à já relatada tipificação da educação como serviço sob  o pretexto de se chegar a:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;“parâmetros de validação  de qualidade um pouco mais eficientes”.&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Ora, se desvia o foco da  avaliação do seu fim para o seu meio, isto é, do educando para o processo de  educação, sob uma pretensa impossibilidade de avaliação do educando. É como se  um professor dissesse: o que importa não é se o aluno aprendeu, mas sim a  beleza do meu teatral gestual na aula e dos recursos técnicos a ela associados.  E isto sob o espúrio pretexto de atingir critérios de qualidade mais eficientes.&lt;/p&gt; &lt;p&gt;Daí segue-se  ao uso de um jargão econômico — o qual é feito com teimosa insistência,  prosseguindo mesmo na resposta do autor ao primeiro comentário feito ao texto  —, sem se atentar ao problema básico imbricado no seu uso, quanto na própria  existência de entidades de ensino básico e médio privadas. O ensino privado  está alicerçado em uma base plutocrática constituindo-se como uma forma de manutenção  de grupos de status contrária ao princípio básico do qualquer ordenamento  educacional: a meritocracia — além de ser contrário aos direitos da cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora,  poder-se-á dizer que o ensino privado tem os melhores índices de aproveitamento  no ensino regular, conseguindo, com isso, a maior parte das vagas nas melhores  universidades do país. Portanto não se estaria a ir contra a meritocracia.  Entretanto, como já dito, o sistema é plutocrático, e quem tem a melhor  condição econômica está numa posição privilegiada para contratar os melhores  profissionais, e para exercer um controle sobre a escola privada: esta funciona  numa escala descentralizada em relação ao sistema público em geral, a permitir  um controle qualitativamente mais eficaz sobre ela por parte dos pagantes. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;O mecanismo  plutocrático faz com que apenas um seguimento da sociedade domine as melhores  posições dentro do sistema universitário brasileiro e o seu melhor filão é — o  que é reconhecido por toda a gente — o público. Daí segue de modo evidente o  problema imbricado na existência das escolas privadas: elas servem basicamente  para exercer uma prevalência de classe sobre as melhores possibilidades de  ascensão cultural, social e econômica permitida pela educação em detrimento de  uma base igualitária, caso todo sistema fosse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artificialmente  não os melhores cérebros entram na universidade, mas sim os melhor adestrados  em relação a um fim dado — sem nada daquela inversão ingênua entre meios e fins.  Aí, a noção de projeto tão falada pelo autor assume sua face perniciosa. E a  educação converte-se meramente num instrumento de manutenção de status e  propriedade. E o uso da analogia econômica — aquela tipificação como serviço —  converte-se apenas em um discurso ideológico que, ao invés de clarificar ou dar  móveis para a elucidação do processo de educação, embota a discussão e serve de  base legitimadora para a existência de um mecanismo destinado aos endinheirados  e para a rapinagem dos inescrupulosos — tal como ocorre no âmbito das  instituições de ensino superior privadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É interessante  notar, por outro lado, que Tonnetti faz a concessão aos fins:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;“se os resultados propostos em seu projeto — o de aprovar alunos em vestibulares competitivos — forem alcançados.”&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;É digno de nota, pois dá azo a  dois tipos de análise da educação: uma que vê apenas o processo, outra que vê  apenas o fim. É como se tudo fosse válido: institui-se o samba do crioulo doido  pois todos estão-se nas tintas. Afinal, de um lado, o autor diz que há uma  impossibilidade de analisar o resultado da educação via educando; depois,  assume que, em “certas propostas”, passar no vestibular — responsabilidade do  educando bem adestrado — é um objetivo; o que pressupõe a avaliação dela pelo  seu resultado: o educando aprovado, por exemplo, na UFRJ. E tudo isto num  jargão que reduz a educação a um acordo de quitandeiros. &lt;/p&gt; &lt;h2&gt;II. A noção de projeto&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Não obstante a  confusão entre os meios e os fins da educação e suas respectivas probabilidades  de avaliação, Tonnetti caminha para uma tessitura mais obscura, ao citar, por  exemplo, a pedagogia Waldorf. A noção de projeto por ele usada parece dar um  tom por demais relativista aos &lt;em&gt;projetos  educacionais&lt;/em&gt;. Entretanto, a ação do Estado nesses casos é acalentadora.  Mais acima, fez-se menção ao artigo segundo da LDB. Entretanto, não é  suficiente, o artigo oitavo é ainda mais claro:&lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;“Art. 8º A União, os Estados, o  Distrito Federal e os Municípios organizarão, em regime de colaboração, os  respectivos sistemas de ensino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;§ 1º Caberá à União a coordenação da  política nacional de educação, articulando os diferentes níveis e sistemas e  exercendo função normativa, redistributiva e supletiva em relação às demais  instâncias educacionais.”&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;A redação do  artigo é clara. E qualquer projeto educacional que exista, não importa qual  matiz possua, deve atender ao disposto em lei e aos objetivos ensejados por  ela. Demais, como assevera o texto da LDB, é competência da União versar sobre  os currículos da educação. E qualquer projeto educacional deve atendê-los. Se a  escolas Waldorf promovem — ou ao menos se pretendem a isso — o desenvolvimento  artístico dos educandos, de que serve ao educando tão primorosa formação se já  está dado que o educando está em desvantagem em relação a indivíduos formados por  entidades &lt;em&gt;focadas no vestibular &lt;/em&gt;e não  poderá dar prosseguimento à formação artística, por exemplo, na Escola de Belas  Artes da UFRJ? Seriam as Escolas Waldorf um engodo? Ao menos é este o sentido  indicado por Tonnetti. Quiçá, aí, o que importa é a beleza do meio e não seu  fim último? &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Não se entrará  no mérito da discussão da pedagogia Waldorf. E isto porque aqui não se está a  dar atenção a um ou outro ‘projeto pedagógico em particular’ — o plano de  observação é o da perspectiva do Estado republicano e &lt;em&gt;laico&lt;/em&gt;. Cabe dizer, entretanto, que uma &lt;em&gt;pedagogia&lt;/em&gt; que leve em consideração uma confusão entre valores  religiosos, misticismo germânico, idéias cristãs, a teosofia, produtos de um  idealismo germânico pré-rômantico completamente anacrônico do momento da mais  profunda crise do sistema de educação alemão — o da época da República de  Weimar — não deve ser um modelo de educação. E tal &lt;em&gt;projeto&lt;/em&gt;, deve-se dizer enfaticamente, tem de ser rechaçado com máxima  veemência. &lt;/p&gt; &lt;p&gt;Demais, a  idéia de possuir vários projetos pedagógicos, se se pensar da perspectiva puramente  plutocrática, tem outro resultado possível: os melhores projetos, para aqueles  que têm condições de pagar; os irrelevantes, para aqueles que não podem.&lt;/p&gt; &lt;h2&gt;III. Assimetria econômica no ensino&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;O autor diz:&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;E como sabemos, no universo liberal, o mercado é quem  dita as regras”&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Sob o pretexto de legitimar suas  analogias aos serviços privados no campo da educação. A preferência pelo uso de  uma expressão da moda já faz a leitura do texto penosa: o mercado não dita  regras — o marco legal é instituído do Estado, quem dita as regras é o Leviatã.  A presença de unidades privadas convivendo com o sistema público de ensino, nos  níveis básico e médio tem como resultado — já asseverado nas linhas anteriores  — a permanência de um status plutocrático. E a pretensa &lt;em&gt;variedade de serviços educacionais&lt;/em&gt; não está a serviço do “bem da  educação” ou do seu aprimoramento. Ela serve unicamente para assegurar àqueles  que tem poder econômico melhores possibilidades, o que será esmiuçado nas  linhas seguintes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Já se disse  que as melhores possibilidades de ascensão estão nas universidades públicas. E  por quê? Simples e claro: ao contrário do ensino básico e médio, o ensino superior  necessita de uma grande inversão de recursos, econômicos e humanos, pois é nele,  na rede pública de ensino superior, onde basicamente toda a pesquisa é  realizada no país. Sem as redes de amparo à pesquisa estaduais e federais (p.  ex., Fapesp, CNPq, Capes, etc.) e a dotação orçamentária que Estados e União  fazem, não existiria sequer a pesquisa no Brasil e tampouco centros de  excelência, como a USP, Unicamp e UFRJ. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E por que isto  não se dá com as entidades privadas de nível superior, salvo em casos excepcionais  e limitados? Exatamente porque estas entidades funcionam, quase todas elas,  como empresas capitalistas, as quais tendem a objetivar melhores perspectivas  de lucro: o que não coincide com gastos vultosos em pesquisa. Daí que elas não  se conformam como centros de excelência, ao contrário, estão mais próximas de  serem centros de rapinagem que, além de tudo, contam com o beneplácito de  congressistas e setores do governo: sob certa perspectiva, o ProUni é salvação  dessas entidades. Por outro lado, os que não estão amparados por este programa  transferem sua renda em troca de uma formação, na maior parte dos casos, pífia  e insuficiente. Configuram um sistema de transferência de renda em larga  escala, o qual, ao fim e ao cabo, gera um problema estrutural no mercado de  trabalho: uma grande quantidade de indivíduos de nível superior em cargos de  nível médio, ao mesmo tempo em que faltam profissionais técnicos de nível  médio. Isto porque na década anterior preferiu-se solapar a educação técnica de  nível médio, necessária para o apoio do pessoal de nível superior na indústria,  em favor da desregulamentação do ensino superior: gerando uma descontrolada  proliferação de entidades de nível superior. Processo este que vem sendo  sustado nesta década, não obstante o ProUni.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação  descrita nas linhas acima é a razão de ser do ensino privado de nível básico e  médio. E ele gera uma assimetria no acesso às universidades públicas: o menor  segmento da sociedade com a maior parte das vagas. E as políticas de cotas  atuais sancionam a assimetria, uma vez que reservam apenas metade das vagas aos  egressos de escolas públicas e não nove décimos — o que burla, por outro lado,  o sistema de avaliação com base na competência dos vestibulares. O sistema não  se tornará melhor com as cotas nessa escala estapafúrdia: ou se faz ela de modo  eficaz — com a totalidade das vagas — ou não se faz. &lt;/p&gt;&lt;h2&gt;IV. Confusões terminológicas e mercado&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;No seu  comentário ao texto, Tonnetti diz &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;“um mercado é para mim um cenário mais  justo do que algo estratificado numa divisão de classes — e no qual é  totalmente coerente, sim, falar em direitos do consumidor, por que não?”&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Além da já citada insistência em  tratar a educação como uma prestação de serviços, Tonnetti confunde o ‘mercado’  como uma instituição mais justa que a ‘sociedade classes’. Ora, ambos são conceitos  que definem certos mecanismos da realidade empírica. Em ambos, as  possibilidades do agente estão limitadas por suas capacidades econômicas; em  ambos, também, o definidor das regras será o Estado. Mesmo assim Tonnetti  insiste no mercado fazendo menção aos direitos do consumidor. Talvez ele tenha  esquecido a noção de direitos (e deveres) políticos. Ou, pior, que ele confunda  cidadania com direitos do consumidor: o que seria uma visão embrutecedora dos  direitos políticos, mas consoante com as expressões mercadológicas da moda. De  toda forma, sociedade de classes e o mercado são indissociáveis, são caracteres  imanentes da sociedade capitalista. A questão é que um termo define a  conformação e estrutura das sociedades capitalistas. O outro define o local empírico  e teórico no qual as trocas econômicas se dão, de acordo com a ótica do menor  preço e maior lucro. Configura-se, &lt;em&gt;note  bem&lt;/em&gt;, uma primária confusão terminológica.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, talvez por  isso, insista no ‘mercado’ e na sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maior&lt;/span&gt; variedade de projetos  educacionais: &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;  “Aceitar a perspectiva de mercados,  algo possível no cenário que tomo, garante que exista maior gama e  disponibilidade de projetos educacionais”&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;O que  importa é a maior variedade de projetos educacionais, isto é, dos meios de se  educar, não obstante o fato deles todos estarem metidos em uma ótica  plutocrática, avessa aos direitos e deveres da cidadania: pois ele devem  existir no mercado. O agente existe para consumir, não para fazer escolhas  políticas conscientes, isto é, não para a cidadania. E o que se diz dos não  incluídos no mercado? A educação para eles é o quê? Ora, Tonnetti argumenta que  deve-se dar dinheiro a eles. Então é só universalizar o Fome-Zero, fechar as  escolas públicas e rezar para que o dinheiro do assistencialismo chegue para o  ‘bom serviço educacional’. Seguramente, essa é uma das visões das mais tacanhas  já proferidas a respeito da educação, talvez rivalize com a de &lt;a href="http://www.minasdehistoria.blog.br/2009/03/proposta-estupida-armar-o-bedel-com-um-fuzil/" target="_blank" title="Proposta estúpida: armar o bedel com um fuzil"&gt;João  Pereira Coutinho&lt;/a&gt;. &lt;/p&gt;&lt;h2&gt;Conclusão&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;Max Weber  definiu o fenômeno da degenerescência burocrática quando a burocracia deixa de  ser um meio para a administração do Estado e passa ser um fim em si. Flávio  Tonnetti, por sua vez, defende que, dada a impossibilidade de avaliar o  educando, o fim último da educação, se avalie o projeto educacional, isto é, o  meio, sob o pretexto de avaliá-lo como uma prestação de serviços entre agentes  privados. Seria como defender a degenerescência da educação como a solução para  seus problemas. Entretanto, isso pouco importa, uma vez que os diversos  ‘projetos educacionais’ podem ter amplos e variados objetivos e cada qual seu  método de avaliação, incidindo este ora sobre o fim, ora sobre o meio. Com seu  relativismo rasteiro já faz letra morta da sua engenhosa inversão entre meios e  fins na educação.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ainda assim,  insistiu a todo tempo que a solução da educação, em grande medida, passa pela  liberdade dos mercados — liberdade essa condicionada por um princípio  plutocrático, portanto é uma idéia de liberdade lockeana, não ultrapassando o  limite estrito da propriedade. É uma liberdade que deve ser igual a dos  mercados: para a livre busca de serviços educacionais/projetos educacionais. Talvez  ele tema que a ação impositiva do Estado seja por demais autoritária acerca de  suas idéias relativistas. É o Estado que decide o que será o mínimo e máximo a  ser executado, seja na educação, seja no mercado ou em qualquer parte. De  maneira mais clara, Tonnetti parece ser adepto de um tipo de liberalismo para  educação do mesmo naipe que von Hayek  defendia para a política econômica do Estado: nenhum político minimamente  sério jamais deu-lhe ouvidos — e fala-se aqui  de políticos profissionais e não de “gestores”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pior, entretanto, é a última confusão  propalada por Tonnetti ao fim do seu comentário ao texto: &lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;“Estamos  mesmo é mais próximos do coronelismo, com pessoas discutindo em nível nacional  formas de controlar o modo como uma nação inteira deve ser educada.”&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Seguramente é o erro de mais grosso calibre  encontrado nas frases do autor. Coronelismo refere-se exatamente a um tipo prática  de poder, similar ao caudilhismo, no qual um latifundiário local era alçado à  condição de autoridade em vista da própria frouxidão da estrutura de coerção do  Estado no Brasil especialmente à época da República Velha. É um fenômeno  característico de uma estrutura de poder oligárquica e altamente  descentralizada. Não tem nenhuma relação com a legislação educacional  brasileira, feita sobre princípios democráticos e promulgada legitimamente por  representantes políticos eleitos pelo voto do cidadão brasileiro num contexto  de grande centralidade do poder do Estado. E é prerrogativa da União  estabelecer as diretrizes do ensino nacionalmente exatamente para que mentes  despreparadas e desinformadas, adeptas de relativismos ingênuos não cometam  ingerências de quaisquer tipos. O Estado é o fiador do marco regulatório exatamente  para que tais tipos relativistas a dizer  que educação pode ser qualquer coisa ou que se pode ter qualquer projeto: não existe  liberdade sem regulação. E isso não tem nenhuma relação observável com  coronelismo ou o que o valha.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por fim, a  perspectiva de resolução do problema de desigualdade de oportunidades no acesso  das melhores oportunidades no sistema de educação brasileiro passa pela  extinção das instituições de ensino privado em todos os níveis. E isto só se  dará com &lt;em&gt;estrita regulamentação do Estado&lt;/em&gt; — e não com projetos educacionais singulares. Só com isto se assegurará a  eliminação dos alicerces plutocráticos no sistema de educação e dos relativismos  torpes, garantindo um único que lhe não seja estranho: a meritocracia. A  qualidade do ensino de nível básico e médio será dada por lutas políticas  e não pela ‘diversificação dos mercados’. Apenas quando toda sociedade estiver  metida em um único sistema de ensino, completamente público, é que se poderá  vislumbrar, objetivamente, a educação pública de qualidade em todos os níveis.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Revisado em 22 de março.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3003861480575575274?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3003861480575575274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/educacao-ou-servico-privado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3003861480575575274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3003861480575575274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/educacao-ou-servico-privado.html' title='Educação ou serviço privado?'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4100904471868862450</id><published>2009-03-21T16:20:00.003-03:00</published><updated>2009-03-21T17:55:25.124-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='polícia federal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Luiz Fernando Corrêa por Carta Capital</title><content type='html'>&lt;p&gt;Um artigo de Carta Capital, datado de vinte de março, traz informações estarrecedoras acerca do atual diretor da Polícia Federal. O conteúdo e ação descrita nele parece de todo incrível. Não é possível realizar que um homem que tenha essa mácula possa ter chegado à posição de importância em que está.&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;"A máquina de moer reputações acionada dentro da Polícia Federal para punir o delegado Protógenes Queiroz tem funções seletivas. Desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas, em julho de 2008, a cúpula da PF dedica-se integralmente a tentar indiciar criminalmente Queiroz, acusado de vazamentos e práticas ilegais durante a Operação Satiagraha. Mas nem todo mundo recebe o mesmo tratamento. A Corregedoria-Geral da PF, órgão responsável por investigar os crimes cometidos por policiais federais, arquivou, sem publicidade nem vazamentos, em 29 de janeiro, um processo de tortura supostamente praticada por ninguém menos que o delegado Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da instituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corrêa foi acusado de deter ilegalmente e torturar, à base de chutes, pauladas, socos e eletrochoques, a empregada doméstica Ivone da Cruz, em 21 de março de 2001, nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Ivone, então com 39 anos, trabalhava na casa de uma mulher identificada apenas como Ocacilda, também conhecida pelo apelido de “Vó Chininha”, avó da mulher do delegado, Rejane Bergonsi. Presente durante um assalto à casa da patroa, Ivone acabou apontada como suspeita de cumplicidade com os criminosos, embora nenhuma prova ou evidência tenha sido levantada contra ela até hoje. Corrêa era, então, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF em terras gaúchas."&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;O texto integral &lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&amp;amp;a2=8&amp;amp;i=3642" target="_blank" title="O policial e a doméstica: seria o atual diretor-geral da Polícia Federal um torturador?"&gt;está aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4100904471868862450?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4100904471868862450/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/luiz-fernando-correa-por-carta-capital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4100904471868862450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4100904471868862450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/luiz-fernando-correa-por-carta-capital.html' title='Luiz Fernando Corrêa por Carta Capital'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8810265088825056557</id><published>2009-03-17T13:42:00.009-03:00</published><updated>2009-03-21T02:46:16.665-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Daniel Dantas e o aval de FHC</title><content type='html'>&lt;p&gt;Fernando Henrique Cardoso diz que &lt;a href="http://blogdoprotogenes.com.br/" target="_blank"&gt;Protógenes Queiroz&lt;/a&gt; é &lt;em&gt;amalucado&lt;/em&gt;; Gilmar Mendes, o ministro do STF a serviço de Dantas, é &lt;em&gt;corajoso&lt;/em&gt; (ontem mesmo ele&lt;a href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/03/16/gilmar-reinterpreta-voto-de-colega/" target="_blank"&gt; desautourizou&lt;/a&gt; um parecer de um ministro, o qual disse que o uso do acervo de informações da Abin, bem como sua estrutura, para investigações da PF tem amparo legal); por fim, Daniel Dantas, é &lt;em&gt;brilhante&lt;/em&gt;, ao menos foi o que FHC ouviu dizer. FHC diz claramente de que lado está.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;center&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/NkzTrcP5I6M&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/NkzTrcP5I6M&amp;amp;color1=0xb1b1b1&amp;amp;color2=0xcfcfcf&amp;amp;feature=player_embedded&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8810265088825056557?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8810265088825056557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/daniel-dantas-e-o-aval-dos-tucanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8810265088825056557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8810265088825056557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/daniel-dantas-e-o-aval-dos-tucanos.html' title='Daniel Dantas e o aval de FHC'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-6311224496294052081</id><published>2008-12-31T02:20:00.002-02:00</published><updated>2010-03-13T16:20:40.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprensa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Israel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Hamas'/><title type='text'>Israel e o cair das cortinas do Hamas</title><content type='html'>&lt;p&gt;No cair da cortinas do ano de 2008, o Estado de Israel, depois de oferecer um prolongamento da trégua existente desde o dezenove de junho deste ano, recebeu persistentes — e inócuos — ataques de foguetes realizados pelo Hamas a partir da Faixa de Gaza.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um prolongamento do acordo de cessar fogo foi oferecido por Israel. O Hamas não apenas não aceitou como ameaçou com ‘duras retaliações’. A inocuidade da ameaça é significativa e, se se pensar em termos realistas, é também absurda.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O Hamas não está e sequer esteve em posição de barganhar com o Estado de Israel. Talvez, nenhum Estado árabe esteja no presente momento, dada a assimetria de forças e aliados no contexto do Oriente Médio: o Estado de Israel é o ator mais capaz neste cenário, impondo-se sem maiores dificuldades a todos os seus rivais tomados em conjunto, sejam eles a Síria, a Arábia Saudita, o Irã e o Egito.&lt;/p&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Desta feita, a verborragia patrocinada pelo Hamas foi apenas eficaz em, talvez, amplificar os preparativos de um ataque a ser realizado por Israel. Os ataques com foguetes feitos pelo Hamas, que não objetivavam nenhum alvo militar em especial, foram inócuos também em não acertar quaisquer alvos civis, se se pensar que causar mortandade era seu objetivo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se, por outro lado, pensar-se em objetivos militares, os ataques serviram apenas para deflagrar uma resposta dura promovida com o aço israelense.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os avisos do Estado de Israel foram simples, claros, objetivos. Refizeram as ofertas de trégua, estas não foram aceitas, deixaram claro que responderiam militarmente aos ataques do Hamas. Reconheceram seu inimigo não nos palestinos, mas nos braços do Hamas, políticos, administrativos e militares.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A mídia internacional e parte da diplomacia das grandes potências clamam — talvez apenas para dizer que não se estão nas tintas com as vítimas civis — por mediação, moderação e cessar fogo. Dizem que o ataque é desproporcional. Ora, o Hamas e os demais atores do cenário internacional sabiam e sabem que qualquer enfrentamento com Israel seria assimétrico. De um lado, Israel, poderoso, do outro o Hamas, na Faixa de Gaza, fracos, com uma base de sustentação composta por um território devastado por anos de conflito, em grande parte com a população na completa miséria. O ataque do Hamas, que sempre esteve cônscio dessa disparidade de forças e condições, não é racional, longe disso. É tão simplesmente um ato criminoso de mentes lunáticas e oportunistas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O palavrório da imprensa Ocidental parece não levar em consideração os avisos feitos por Israel. Tampouco leva em consideração que o objetivo básico israelense seja solapar o Hamas, intentando a sua eliminação. E a eliminação de fanáticos suicidas, avessos às tradições democráticas e negadores da cultura humanista do Ocidente, é, para qualquer ocidental, seja ele um francês ou cubano, um objetivo político primordial.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Afeita a cair no sabor de um sentimentalismo ingênuo, a imprensa ocidental clama por paz. Manifestantes em todo Ocidente enfrentam a polícia em favor de um grupo que tem como objetivo exatamente eliminar a capacidade do livre desenvolvimento das potencialidades humanas.  Brigam e ‘choram’ o sangue dos inimigos do seu modus vivendi.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Não se deve cair na imbecilidade de apoiar fanáticos doentios, como as esquerdas de partes do mundo fazem, mal mascarando o seu anti-semitismo. Deve-se, sim, apoiar a ação do Estado de Israel e ter em vista que não é com o Hamas que se pode negociar, mas sim com o Fatah.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ataque israelense não é desproporcional e não visa isso. Visa ser definitivo. Que assim o seja.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-6311224496294052081?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/6311224496294052081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/12/62-israel-e-o-cair-das-cortinas-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6311224496294052081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6311224496294052081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/12/62-israel-e-o-cair-das-cortinas-do.html' title='Israel e o cair das cortinas do Hamas'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-9155844967771259614</id><published>2008-09-08T10:12:00.006-03:00</published><updated>2009-03-21T02:46:56.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento humano'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='epidemia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aids'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='África'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='saúde pública'/><title type='text'>Em África</title><content type='html'>&lt;p&gt;Texto interessante no blog &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pelo Mundo: desenvolvimento global e direitos humanos&lt;/span&gt;, "&lt;a href="http://blog.estadao.com.br/blog/carranca/?title=title_327&amp;amp;more=1&amp;amp;c=1&amp;amp;tb=1&amp;amp;pb=1" target="_blank"&gt;Histórias de uma terra devastada pelo HIV&lt;/a&gt;", por Adriana Carranca, no site do jornal &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado de São Paulo&lt;/span&gt;, no qual ela publica um texto de Lilian Liang. O texto reporta a gravíssima situação africana, rudemente afetada pela epidemia de Sida/Aids. A situação descrita é, para os padrões de saúde pública a que o Ocidente está acostumado, chocante.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-9155844967771259614?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/9155844967771259614/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/09/61-em-frica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9155844967771259614'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/9155844967771259614'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/09/61-em-frica.html' title='Em África'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-7481528953757835055</id><published>2008-06-19T15:42:00.007-03:00</published><updated>2009-03-21T02:49:08.033-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='blog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história regional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='historiografia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Minas Gerais'/><title type='text'>Minas de história</title><content type='html'>&lt;p&gt;Um blog interessante. Como diz a sua descrição:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;é uma janela para o passado mineiro;&lt;/span&gt; [...] &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pretende abrigar leituras de historiografia sobre Minas Gerais e apresentar pequisas sobre a trajetória regional.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Visitem: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.minasdehistoria.blog.br/" target="_blank"&gt;minasdehistoria.blog.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-7481528953757835055?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/7481528953757835055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/06/minas-de-histria.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7481528953757835055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7481528953757835055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/06/minas-de-histria.html' title='Minas de história'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8398563340397085857</id><published>2008-02-29T23:00:00.003-03:00</published><updated>2010-03-13T16:22:09.133-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Ambiente metafísico</title><content type='html'>&lt;p&gt;Marco Aurélio Mello, ministro do TSE, disse que não atua em ambiente político, ao ripostar uma assertiva do Presidente da República. Ora, se ele, ministro do Tribunal Superior Eleitoral, não atua em ambiente político, qual é o tipo de ambiente que ele atua?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Metafísico?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O simples fato de ser ministro, explicitamente, dá caráter político ao que quer que o ministro faça enquanto estiver a ocupar tal cargo público.  É evidente.&lt;/p&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;Se ele nega aquilo que toda a gente sabe, simplesmente quer tergiversar, como um advogado dado a chicanas forenses.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Walter Nunes, presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil, Ajufe, disse que ambos erraram, segundo a agressivamente tucana &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u377472.shtml" target="_blank"&gt;Folha de São Paulo&lt;/a&gt;. O Presidente, por ser, talvez, áspero demais, pois os poderes constitucionais merecem respeito. E o ministro, quiçá, por fazer chicanas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É possível perguntar, entretanto, se tanto o ministro Marco Aurélio Mello, quanto o presidente da Ajufe, não se incomodaram quando Arthur Virgílio e consortes disseram que iriam "dar bifas" no Presidente da República. Melhor, quando da votação da CPMF, o mesmo senador tucano, disse que não iria votar nela não apenas porque não concordava com a situação, mas também porque não queria que eles (leia-se a situação, a Presidência da República, constitucionalmente estabelecida e legitimamente eleita, a voz do povo, enfim) não "gastassem o dinheiro".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas nenhum procurador,  juiz, senador ou deputado manifestou-se sobre o desrespeito a Presidência da República, eleita pelo voto soberano. Não é o Lula, apenas, que foi desrespeitado, note bem, mas o voto de dois terços dos Brasileiros.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;É crime de lesa-majestade. E no caso da CPMF, é um crime contra a segurança nacional, bem dizer um golpe de Estado. Entretanto, ninguém, seja no judiciário ou no legislativo, mencionou tal fato. E se mencionasse, certamente a imprensa faria uso do mesmo expediente que o ministro Marco Aurélio Mello fez para obscurecer o entendimento alheio. Diriam estar longe da política e estar comprometidos com a "verdade".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Marco Aurélio Mello é tucano demais para estar no TSE. É evidente. E Arthur Virgílio deveria estar preso sob o regime disciplinar diferenciado. Desrespeitar o voto de dois terços dos brasileiros merece a mais exemplar das punições.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8398563340397085857?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8398563340397085857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/03/ambiente-metafsico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8398563340397085857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8398563340397085857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/03/ambiente-metafsico.html' title='Ambiente metafísico'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-73185208239152021</id><published>2008-01-01T22:17:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:50:15.751-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='segurança pública'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conflito'/><title type='text'>Criminalização da pobreza</title><content type='html'>&lt;p&gt;Só pode ser sentimentalismo água-com-açúcar chamar por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criminalização da probreza&lt;/span&gt; a ação da Elite da Polícia Militar nos morros da capital fluminense. Supor que um sujeito porta armas de uso militar apenas porque sua situação foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;criminalizada&lt;/span&gt; é não somente pouco inteligente, como ridículo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;No Rio de Janeiro há um conflito claro entre aqueles que traficam e aqueles que, ao menos supostamente, estão interessados em combater o tráfico. É comum a sociologia rotular localidades desse tipo como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;anômicas&lt;/span&gt;, visto que o Estado não consegue impor a  legalidade e tampouco os traficantes impõem-se ao Estado. É uma zona de conflito permanente, no qual traficantes usam armas reais para repelir o Estado, nomeadamete corporificado por forças policiais e continuar a mercancia de narcóticos ilegais.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Supor que o uso de armamento equivalente ou mesmo mais eficaz pelas forças policiais seja uma criminalização da situação de pobreza é, como já dito, tacanho, sinônimo de pacifismo míope e provinciano. Supor que é desumano, é falta de inteligência: a ação da polícia fluminense nesse cenário não se caracteriza como uma ação policial &lt;span style="font-style: italic;"&gt;strictu sensu&lt;/span&gt;, mas sim como uma ação tipicamente militar. Daí se depreende os gritos de guerra e canções da tropa, que lhe aumentam a auto-estima, dando-lhe sustentação e unidade, desembocando isso em eficácia nas suas operações. E isto se dá em todos lugares deste planeta onde a organização de tropas militares se deu de acordo com o modelo tipicamente ocidental.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-73185208239152021?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/73185208239152021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/01/criminalizao-da-pobreza.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/73185208239152021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/73185208239152021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2008/01/criminalizao-da-pobreza.html' title='Criminalização da pobreza'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1029622315443278254</id><published>2007-11-18T10:25:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:50:26.715-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo'/><title type='text'>Reservas estratégicas de petróleo</title><content type='html'>&lt;p&gt;Os veículos de imprensa brasileiros fizeram enorme alarde acerca descoberta de uma grande reserva de petróleo na Bacia de Santos, o campo de Tupi, o qual colocaria o Brasil na categoria dos países que possuem grandes reservas de petróleo no mundo, aumentando as reservas brasileiras em cerca de 50%. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, as reservas brasileiras, que estão em cerca de 12,2 bilhões de barris chegariam a 18,3 bilhões. Se disse, no entanto, tanto nos meios midiáticos, quanto no executivo nacional, que o Brasil passaria a ser um exportador de petróleo ou, quiçá, que este seja um objetivo digno de ser alcançado.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/R0DH3b9bDVI/AAAAAAAAAE4/40Bh2JDXKNA/s1600-h/petro-reservas-2007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/R0DH3b9bDVI/AAAAAAAAAE4/40Bh2JDXKNA/s400/petro-reservas-2007.jpg" alt="Maiores reservas de petróleo provadas: Arábia Saudita, Canadá, Irã, Iraque, Emirados Árabes, Kuwait, Venezuela, Rússia, Líbia, Nigéria, Estados Unidos, Brasil." id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134323330414480722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto a descoberta, mesmo com sua magnitude, não faz do Brasil um país rico em petróleo ao ponto de se tornar um grande exportador se comparado a outros  países. Na estimativa presente no CIA World Factbook 2007, em 2006 o Brasil possuía a 15ª maior reserva de petróleo, correspondendo a pouco menos de um décimo da reserva do Irã, terceira maior do mundo com 132,5 bilhões de barris; ou um vinte avos da maior, a saudita, correspondente a 261,9 bilhões de barris; ou cerca da sexta parte da reserva venezuelana, de 75,27 bilhões de barris.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Com o substantivo aumento das reservas, o Brasil passou a ser a décima segunda reserva do mundo, superando a chinesa e algo próxima à dos Estados Unidos, maior consumidor e, note bem, importador mundial, com reservas estimadas em 21,37 bilhões de barris.&lt;/p&gt; &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p&gt;O Brasil, porém, é o nono maior consumidor mundial de petróleo, a frente de países como a França, Itália e Reino Unido, com perspectiva de aumento acentuado do consumo dado o crescimento médio da economia ser superior, por exemplo, ao do Canadá ou Alemanha. Além disso, o fato do Brasil ser facilmente caracterizável como uma nação em desenvolvimento ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;emergente&lt;/span&gt;, de acordo com termo da moda, com desigualdades estruturais importantes, indica que com o passar dos anos, o aumento se dê numa escala ainda maior. O desenvolvimento econômico fará com que uma quantidade maior de cidadãos possam usufruir de bens e serviços.  Mais cidadãos possuirão automóveis, farão mais viagens aéreas ou pelas estradas; aumentarão a quantidade de eletrodomésticos em suas casas, etc. Tudo isso contribuirá para o aumento da demanda de energia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Considerando esta possibilidade e o próprio nível do consumo nacional, não é uma alternativa inteligente buscar a posição de exportador de petróleo. As reservas, ainda que grandes, não o são a ponto de justificar um grande volume de vendas externas.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;As exportações, ao contrário, deveriam ser evitadas, de modo a preservar as reservas descobertas. Isto porque a manutenção de um bom nível de reservas garante segurança, em caso de problemas internacionais – sejam eles quais forem – e uma vantagem estratégica considerável. Este tipo de estratégia é observado nas políticas promovidas pelos Estados Unidos: consomem aproximadamente 20 milhões de barris diários, dos quais mais de 60% são importados. Possivelmente os EUA poderiam obter o seu petróleo apenas das suas próprias reservas naturais. Entretanto, dada sua estratégia de longo prazo, não o fazem.&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/R0DI279bDWI/AAAAAAAAAFA/A6xvy3FWkG0/s1600-h/petro-consumo-2007.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 10px auto; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/R0DI279bDWI/AAAAAAAAAFA/A6xvy3FWkG0/s400/petro-consumo-2007.jpg" alt="Maiores consumidores de petróleo: EUA, China, Japão, Alemanha, Rússia, Índia, Canadá, Coréia do Sul, Brasil, França, México" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134324421336173922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p&gt;A outra vantagem de não se tornar um exportador de petróleo consiste em não promover um aumento da oferta internacional do óleo, pressionando os preços para baixo. Se a auto-suficiência foi alcançada, é importante praticar um preço, internamente, que seja vantajoso para a economia nacional ao mesmo tempo que possibilite diversificação da matriz energética, com a especial ênfase adotada atualmente na biomassa – etanol, biodiesel, além da escalada da energia tida como a mais segura e menos poluente, a nuclear – ainda que grupos, tais como Greenpeace digam que não; trata-se de um discurso ideológico com vistas a manter os países que estão na periferia do sistema internacional exatamente onde estão. O que é dito em boa parte da Europa é justamente o contrário – exemplificado pelos altos financiamentos dedicados, por exemplo, à pesquisa da fusão nuclear.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Quanto ao mais, a presença norte-americana no território iraquiano, como agora, inflacionará os preços internacionais por algum tempo. Ainda que o Iraque possa ser um problema, o maior é a Venezuela. Mas talvez apenas televisivo. Hugo Chávez, é dado à prática de uma verborragia intensa, em certo aspecto é apenas um falastrão, pois jamais interrompeu o envio do petróleo aos EUA, dos quais são os maiores fornecedores.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A situação atual força os preços internacionais do petróleo pra cima. Isto interessa aos vendedores do óleo e a alguns outros países, como Brasil e EUA. O primeiro por ter uma vantagem estratégica na produção de energia a partir da biomassa. O segundo, também, mas em menor medida. O que se tem que fazer, ambos – e provavelmente serão bem sucedidos nessa empreitada – é cristalizar o mercado internacional de biocombustíveis. E no caso brasileiro isto é ainda mais premente, pois ainda não existem mecanismos de controle e regulação de mercado eficazes.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Para os objetivos delineados possam ser alcançados, é de vital interesse que o controle da produção, regulação de preços e exportação do petróleo sejam feitos de maneira cuidadosa, sem a perspectiva do Brasil entrar na Opep. O que, à primeira vista, é um devaneio descabido. Além de tudo, a política de biocombustíveis tem a vantagem de estar de acordo com o discurso ideológico ambientalista – o qual será tratado aqui em momento oportuno.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1029622315443278254?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1029622315443278254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/56-reservas-estratgicas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1029622315443278254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1029622315443278254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/56-reservas-estratgicas.html' title='Reservas estratégicas de petróleo'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/R0DH3b9bDVI/AAAAAAAAAE4/40Bh2JDXKNA/s72-c/petro-reservas-2007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4360607947947082153</id><published>2007-11-17T23:45:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:50:59.169-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica social'/><title type='text'>Wikidiotice</title><content type='html'>&lt;p&gt;Estava a ler a Wikipédia, coisa que não recomendo, dada a baixíssima qualidade dos verbetes (sim, escrevo verbete, pois estou acostumado a enciclopédias de verdade, e não essa coisa monstruosa e fútil), e notei que em certos textos, nomeadamente sobre empresas, há a tipificação de tais como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;públicas&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por exemplo, a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Royal_Dutch_Shell" title="Wikidiotice" target="_blank"&gt;Royal Dutch Shell &lt;/a&gt;é classificada como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;pública&lt;/span&gt;. Estranho, dado que no Brasil e mesmo em Portugal, empresas públicas normalmente são aquelas  pertencentes ao Estado. O fato de serem públicas reside exatamente na natureza do sistema político vigente, democrático e republicano. Em monarquias constitucionais, claro está, elas também o são dada a natureza democrática do jogo político, afinal é democracia, [&lt;span style="font-style: italic;"&gt;dêmos&lt;/span&gt;, povo; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kratia&lt;/span&gt;, poder, força].&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim, usualmente, no Brasil são empresas públicas a Petrobrás, Eletrobrás, Caixa Econômica Federal, etc.; Em Portugal, a CP (Comboios de Portugal) é um exemplo de empresa pública; em ambos os casos, serão empresas privadas a Portugal Telecom, a Embraer ou o Grupo Votorantim.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Entretanto, na Wikipédia, escrita na língua de Camões, a já citada Royal Dutch Shell é tida como uma empresa &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;pública&lt;/span&gt;. Ao contrário dos editores da desafortunada enciclopédia, costumo recorrer ao bom senso. Fui ao verbete correspondente em inglês. Lá havia uma ligação para a &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Public_company" title="Wikifoolish" target="_blank"&gt;tipificação&lt;/a&gt; &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;pública&lt;/span&gt;. E havia uma nota, em evidência, acerca do verbete: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;This article or section deals primarily with the United States and does not represent a worldwide view of the subject. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Portanto, é tradução literal, alienígena ao uso corrente em português.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Daí fica claro, pra gregos, troianos e demais primatas (inclusive chimpanzés, babuínos, etc.) que se trata de um significado particular aos Estados Unidos, sequer compartilhado pelos britânicos.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Assim sendo, empresas ditas como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;públicas&lt;/span&gt; nos EUA são nada mais que empresas do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;S/A&lt;/span&gt;, sociedades anônimas com ações negociadas em bolsa.  O que acontece é que aquilo que estava claro inclusive para os chimpanzés, não o está para os editores da Wikipédia. Parece que sequer domínio acerca da linguagem corrente lusófona há entre os que contribuem nessa enciclopédia (ou seria deciclopédia?), mesmo assim eles se metem a fazer uma enciclopédia.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E a obtusidade, ao que parece, não está restrita, infelizmente, aos brasileiros. A ausência do bom senso, que torna a conduta do wikipedista típico algo simiesca, está em toda parte.  É muito comum a seguinte conduta: se o wikipedista não conhece algo ou ele se depara com um tema que é-lhe inteiramente estranho, tanto a seu  cotidiano, quanto a sua experiência sensível, ele provavelmente assumirá que aquilo não existe, fatalmente rotulará um artigo que lhe seja estranho como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;fora de contexto&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Isto porque a medida de conhecimento, para o Wikipedista,  não é o fato da realidade ser infinita, mas sim o ínfimo conhecimento que ele tem acerca da mesma, demonstrando inconsciência sobre sua ignorância. Marilena Chauí, no excelente livro didático &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Convite à Filosofia&lt;/span&gt; relata que este é o grau mais alto da ignorância, isto é, quando os indivíduos sequer têm consciência dela.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4360607947947082153?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4360607947947082153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/55-wiki-obtusidade.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4360607947947082153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4360607947947082153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/55-wiki-obtusidade.html' title='Wikidiotice'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1597614743878950610</id><published>2007-11-15T22:00:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:53:01.097-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Sistema Internacional</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: black; color: white; margin-bottom: 15px; padding: 10px;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;A definição abaixo foi anteriormente escrita na Wikipédia. Devido a certos problemas foi reformulada, tanto cá quanto lá, por mim, por conta do jargão, isto é, estava, de acordo com os editores da citada enciclopédia, incluindo um ictiologista, num teorês muito acentuado. Reformulada. O  comentário abaixo é anterior a repostagem.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Sistema Internacional&lt;/b&gt; é, para as Relações Internacionais, o ambiente constituído pelos Estados e as diversas instituições internacionais, como a ONU ou a OCDE, em interação no mundo. O termo tem uso arraigado nos estudos das Relações Internacionais, tendo significação geralmente ampla. Traz em seu bojo a idéia de uma hierarquização entre os Estados, sendo esta baseada nas capacidades políticas, militares e econômicas. Às vezes é referido simplesmente como "sistema de Estados" ou "Governo do Mundo".&lt;br /&gt;É uma categoria chave das Relações Internacionais, tendo sua formulação pelo reconhecimento de que as relações entre os Estados são norteadas por elementos estruturais no seu contexto de interação: leis internacionais, instituições, alianças, associações, etc., em oposição à idéia do simples domínio da "lei da força" ou da suposta ausência de qualquer tipo de ordenamento jurídico internacional. Essa formulação teórica permite antever ou ao menos formular um quadro concreto do desenvolvimento das relações internacionais ao observar, neste âmbito, a hierarquização entre os Estados de acordo com sua força, seja ela econômica ou político-militar, em oposição ao quadro caótico de uma "anarquia internacional".&lt;br /&gt;Entre exemplos que podem ser citados há o Sistema Europeu no século XIX, que foi um sistema de estados caracterizado como um modelo multipolar. Na maior parte do século XX, os sistema internacional foi organizado num modelo bipolar, baseado na rivalidade entre EUA e a extinta URSS. O mundo atual tende a se organizar como um sistema multipolar, dada a emergência da China e a consolidação da UE.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1597614743878950610?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1597614743878950610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/54-sistema-internacional.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1597614743878950610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1597614743878950610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/11/54-sistema-internacional.html' title='Sistema Internacional'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-5139425506646560656</id><published>2007-10-18T15:00:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:45:56.798-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='políticas públicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ong'/><title type='text'>ONG e educação.</title><content type='html'>&lt;p&gt;A parca qualidade dos recursos humanos resulta da necessidade da massificação do ensino fundamental e médio no Brasil, a partir da Constituição de 1988, a qual garantiu o acesso universal à educação. Seu cunho é ‘democratista’, visto que impõe ao Estado o ônus de solucionar num espaço de tempo exíguo um grande déficit educacional, causando um desequilíbrio estrutural, uma vez que a massificação foi - e ainda o é - promovida mesmo diante da carência de pessoal adequado. Seu resultado mais objetivo é a má formação dos educandos e, não raro, educadores tão mal formados que acabam por agravar o quadro vigente.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Com o objetivo de atingir metas grandiosas de diminuição do analfabetismo, mecanismos bizarros como a ‘progressão continuada’ foram criados. Suas conseqüências aí estão: um incrível contingente de pessoas que formalmente têm o diploma do ensino médio ou fundamental, mas que são, inequivocamente, analfabetos funcionais; a má qualidade dos novos profissionais que se formaram na esteira desse processo, que tende a sedimentar a má qualidade da educação pública. Não é preciso ir a muitas escolas para se notar a obtusidade e a falta de domínio sobre o conteúdo de muitos professores.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Com a nossa legislação educacional extremamente liberal, o descrédito do ensino público e gratuito tende a aumentar. Aqueles que podem pagar seguem para o ensino privado. As classes abastadas podem dar as costas ao problema; o trabalhador urbano ou jovem estudante que queira se livrar dessa teia sufocante, recorre, no término do ensino médio, a cursos pagos para complementar sua formação, na esperança de entrar numa boa instituição de ensino superior.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Assim, cria-se um círculo vicioso, que engendra um mercado altamente lucrativo de cursos vestibulares, de escolas privadas e faculdades particulares que fazem não mais que aumentar a desigualdade social. O outro lado da moeda é a indústria de ONG’s pretensamente preocupadas com a melhoria do ensino.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; ONG é um nome obscurecedor para entidade privada. Recebem verbas públicas do Estado sem que suas contas sofram auditoria pública. À elite econômica interessa a existência dessas instituições altamente duvidosas: elas abatem do imposto de renda as doações que fazem às ONG’s, diminuindo ainda mais as rendas do Estado. E quais são os resultados práticos das “políticas educacionais” promovidas por esses Frankensteins? Quem não se recorda dos “Circos Escola”? Seu resultado prático mais expressivo foi colocar nas ruas (nos semáforos da capital paulista, por exemplo) pedintes malabaristas. E quem ganhou com isso? Os diretores das ONG’s, que mantiveram seus gordos salários, e as empresas que os financiaram. E quem perdeu? A sociedade.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Todas as ações presentes, e a forma como as políticas públicas têm sido implementadas, apenas privatizam o problema. A carência de qualidade dos quadros continuará a persistir caso uma medida drástica não seja tomada.&lt;/p&gt; &lt;p&gt; Tal medida passa inexoravelmente por uma reorientação de toda a legislação, a fim de fazer com que ao Estado caiba a atribuição exclusiva, bem como a responsabilidade, de prover o ensino em todos os seus níveis. Dessa forma, não haverá possibilidade da elite virar-se para entidades que lhe sejam exclusivas: todos estarão no mesmo sistema. É a única forma de alterar o quadro vigente. E somente será possível com forte mobilização democrática. Ou pela força, coisa que no marco do Estado Democrático de Direito, não é possível.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-5139425506646560656?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/5139425506646560656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/ong-e-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/5139425506646560656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/5139425506646560656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2009/03/ong-e-educacao.html' title='ONG e educação.'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-3591461871286409121</id><published>2007-10-17T23:20:00.005-02:00</published><updated>2010-03-29T16:22:55.377-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia fenomenológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia do conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria social'/><title type='text'>Sociologia do conhecimento</title><content type='html'>A &lt;b&gt;Sociologia do conhecimento&lt;/b&gt; divide-se em duas subdisciplinas da Sociologia que levam o mesmo nome. A primeira delas surgiu na Alemanha dos anos da década de 1920, introduzida por figuras como Max Scheler e, principalmente, Karl Mannheim é correlata à Histórias das Idéias ou próximo do que se pode entender por uma &lt;b&gt;Sociologia dos Intelectuais&lt;/b&gt;. A segunda parte da Sociologia Fenomenológica, iniciada por Alfred Schütz, sendo desenvolvida por Peter L. Berger e Thomas Luckmann.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Sociologia do Conhecimento&lt;/h2&gt;Concebida como o estudo das condições sociais de produção de conhecimento. Seu enfoque abarca as relações sociais envolvidas na produção do conhecimento. O objeto desse tipo de sociologia não se confunde os da teoria do conhecimento ou epistemologia. É a gênese do conhecimento intelectual e dos usos no ambiente social. Assim, consideram-se outros fatores determinantes da produção de conhecimento que não os consciência puramente teórica, mas também de elementos de natureza não teórica, provenientes da vida social e das influências e vontades a que o indivíduo está sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência de tais fatores é de grande importância e sua investigação é objeto da Sociologia do Conhecimento. Esta formulação teórica tem em vista que cada período histórico da humanidade é dominantemente influenciado por certo tipo de pensamento ou de formulações teóricas tidas como relevantes. Em cada momento histórico tendências conflitantes, apontando tanto para a conservação da ordem quanto para a sua transformação, surgiriam em vista dos interesses políticos, ideológicos dos agentes envoltos na prática da produção do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Sociologia do Conhecimento, tal como definida acima, difere da Teoria do Conhecimento pelo fato de que a esta última debruça-se sobre os problemas comuns a todas as áreas do conhecimento científico preocupando-se não com sua "gênese social". Ao contrário, a Teoria do Conhecimento está envolvida no desenvolvimento do conhecimento científico num nível meta-teórico, confundindo-se, pois, com a Metodologia das Ciências no seu sentido forte: a fundamentação de teorias. As obras de autores como Karl Popper e Thomas Kuhn são exemplares a esse respeito. Thomas Kuhn, entretanto, está no limiar entre a pesquisa metodológica de fundamentação de teorias e a sociologia do conhecimento. Sua principal obra, a Estrutura das revoluções científicas, versa sobre problemas típicos da Metodologia e Epistemologia científicas ao mesmo tempo em que considera o papel dos mecanismos e processos tipicamente sociais que estão no seu cerne. Parte da premissa que a prática da ciência é também uma prática social e, portanto, histórica, residindo nisto a sua proximidade com a sub-disciplina da &lt;b class="selflink"&gt;Sociologia do conhecimento&lt;/b&gt;. A Obra de Kuhn é, porém, mais próxima da sociologia da ciência, enquanto que a de Popper está mais próxima de Metodologia e Epistemologia da Ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=3591461871286409121" id="Sociologia_do_Conhecimento_Fenomenol.C3.B3gica" name="Sociologia_do_Conhecimento_Fenomenol.C3.B3gica"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Sociologia do Conhecimento Fenomenológica&lt;/h2&gt;Este enfoque da Sociologia do Conhecimento tem sua origem nos trabalhos do filósofo Edmund Husserl, que desenvolveu a Fenomenologia. A aproximação com a Sociologia se deu através do trabalho de Alfred Schütz. Este observou a forma como os indivíduos comuns da sociedade construíam e reconstruíam o mundo em que viviam, o "mundo da vida". Schütz tinha em vista, claramente, que para entender os indivíduos, era necessário compreender como estes apreendiam o mundo. (ver: Schütz, Alfred. Fenomenologia e relações sociais: textos escolhidos de Alfred Schütz, [Org. Helmut R. Wagner]. Rio de Janeiro, Zahar, 1979.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;b&gt;Sociologia do Conhecimento&lt;/b&gt; de Peter L. Beger e Thomas Luckmann foi desenvolvida no trabalho conjunto de ambos autores, &lt;b&gt;A Construção social da realidade&lt;/b&gt; na década de 1960. Nele, parte-se da explicação fenomenológica, que é a da tentativa de abordagem de certo fenômeno a sob todas as perspectivas possíveis. E o que pretende-se abordar é a aquilo que, na sociedade, é dito como &lt;b&gt;conhecimento&lt;/b&gt;. Mas não se trata do conhecimento científico, ideológico ou técnico-formal. Ao contrário, enfoca-se aquilo que os indivíduos comuns dentro da sociedade têm para si como conhecimento. É, mais simplesmente, o conhecimento cotidiano que cerca os indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é feito tendo em vista as duas faces do conhecimento: um como uma realidade objetiva, externa aos indivíduos. A outra, interna, subjetiva. Tal abordagem é levada a cabo tendo-se em vista os diferentes processos de institucionalização, internalização, assimilação e transmissão de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfoque de Berger e Luckmann leva em consideração uma teorização metodologicamente pluralista, isto é, utiliza-se das diferentes ordens de marcha da sociologia para a consecução de uma teorização que, em sua época, era inteiramente nova. Assim vale-se do escopo de fundamentação da Sociologia Compreensiva weberiana e da teorização funcionalista de Durkheim unidos pela abordagem fenomenológica. (ver: Berger, Peter L. e Thomas Luckmann. A construção social da realidade. Petrópolis, Vozes, 2002.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: #eeeeee; color: black; margin-bottom: 15px; padding: 10px;"&gt;Esse texto foi originalmente escrito na Wikipédia em língua portuguesa. Ele é da autoria do autor que aqui escreve, verificável no histórico do artigo. É aqui reproduzido porque alguém resolveu julgar-se especialista e extirpou partes importantes do texto. Revertidas foram as alterações na enciclopédia, mas, ao mesmo tempo,  o autor dessas linhas está-se nas tintas para essa enciclopédia. Esse sonho de cooperação é um democratismo tacanho e dos mais imbecis. Se afere o conhecimento por mérito e não através de patuscadas como "princípio da imparcialidade", pérola máxima da wikidiotice. Se os indivíduos querem ser parvos ou imbecis, que o sejam. Aqui segue o texto, original, sem a possibilidade de azelhas meterem o bedelho onde não se deve, tampouco onde não foram convidados.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-3591461871286409121?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/3591461871286409121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/10/sociologia-do-conhecimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3591461871286409121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/3591461871286409121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/10/sociologia-do-conhecimento.html' title='Sociologia do conhecimento'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-6854400687890671545</id><published>2007-10-01T14:00:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:55:27.769-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Rússia vista sob perspectiva liberal</title><content type='html'>Pequeno texto sobre a Rússia e suas ações no cenário internacional. Análise de perspectiva liberal, não filiada ao realismo político. Dá, talvez, importância exagerada a posições políticas, isto é, um certo discurso político-ideológico que pode ser alheio aos seus interesses estratégicos. Sob este prisma a análise abaixo mencionada talvez seja algo frágil, pois russos, chineses ou norte-americanos não se importam com liberalismo político quando buscam atingir seus objetivos estratégicos. Se o fazem, é apenas para buscarem legitimidade política no seio de suas sociedades, dado que atingem seus objetivos pela guerra, e buscam legitimá-la. A diferença específica no casos dos russos é que, na maior parte do tempo, eles não se importam com discursos políticos alheios à sua cultura e práticas políticas, autoritárias desde os tempos dos Tzares. Desse modo já se antevê os problemas da análise que se segue. Por outro lado, se fosse vinculada à corrente realista da análise das relações internacionais, os motivos principais seriam os traçados pelos Estados, e não por forças políticas alienígenas aos seus interesses. Afinal, o que a Rússia tem a ver com o democratismo norte-americano? Apenas  concorda com ele quando este se lhe apresenta como útil, caso contrário, vai contra ele. De toda forma o texto é interessante.&lt;br /&gt;Para ler o texto comentado aqui, basta clicar na seguinte ligação: &lt;a href="http://www.relnet.com.br/blog/?p=1031#more-1031" rel="bookmark" target="_blank&amp;quot;" title="A Rússia como Construção do Ocidente (por Fabiano Mielniczuk)"&gt;A Rússia como Construção do Ocidente&lt;/a&gt; da página RelNet.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-6854400687890671545?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/6854400687890671545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/10/rssia-vista-sob-perspectiva-liberal.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6854400687890671545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6854400687890671545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/10/rssia-vista-sob-perspectiva-liberal.html' title='Rússia vista sob perspectiva liberal'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4228730157352596421</id><published>2007-09-26T23:24:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T02:54:21.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia do desenvolvimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimentismo'/><title type='text'>Acerca da Sociologia do Desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: black; color: white; font-family: trebuchet ms; margin-bottom: 15px; padding: 10px;"&gt;&lt;i&gt;Editado originalmente em fins de 2002&lt;/i&gt;, portanto há alguns erros importantes. Será revisado, ou mesmo reescrito, em momento oportuno. Por ora, resta esse texto pouco elaborado e metologicamente ruim. Há categorias de análise e termos, que o autor que aqui escreve não usaria, atualmente, sequer sob tortura.&lt;/div&gt;Este trabalho  pretende rapidamente estabelecer alguns posicionamentos entre duas  perspectivas distintas acerca da teoria do desenvolvimento a partir das obras: &lt;i&gt;Dependência  e Desenvolvimento na América Latina&lt;/i&gt;, de Fernando Henrique Cardoso &amp;amp;  Enzo Faletto e &lt;i&gt;Estagnação e Subdesenvolvimento na América Latina&lt;/i&gt;, de  Celso Furtado. Estes dois trabalhos enfocam a interpretação e operacionalização  do desenvolvimento econômico e social de maneiras muito distintas. Aqui será  dado, no decorrer da construção do presente excurso,  a crítica “construtiva” entre esses dois  arranjos interpretativos. Crítica “construtiva” na medida em que se levantará  quais serão os pontos demasiadamente problemáticos e que, por isso,  devem ser abandonados e as assertivas que podem, em virtude de sua perspectiva  ampla e, em alguns casos, fundamentada, ser aproveitados de forma eficiente.  Num primeiro momento, será enquadrada a obra de Cardoso &amp;amp; Faletto; num  segundo, o texto de Furtado; num último momento, a síntese do que se pode  aproveitar destes tão distintos posicionamentos acerca do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;I. Dependência e  desenvolvimento&lt;/h3&gt;&lt;i&gt;Sendo assim&lt;/i&gt;, cabe dizer que o caráter de uma explicação  sociológica do desenvolvimento deve ser multidimensional, isto é, deve levar em  consideração todos os fatores significativos para que tal processo possa ser  compreendido. Numa espécie de “análise integrada do desenvolvimento”, como  pretendem Cardoso &amp;amp; Faletto, isto é, uma análise que tenha em perspectiva  determinantes do processo social que não sejam de ordem reducionista,  de tipo econômico como fazem os economistas,  de acordo com os autores, ou até mesmo sociológico, este último sendo  perceptível na medida em que se toma variáveis sociais e culturais como os  únicos determinantes do processo de desenvolvimento – o que, ao fim e ao cabo,  pode se tornar um reducionismo de tipo “culturalista”&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; No entanto, isso  não significa dizer que a “análise integrada” perpetrada por Cardoso &amp;amp;  Faletto seja a pior das possíveis. No que diz respeito a uma metodologia de  análise, a proposta é realmente interessante, posto que releva caracteres  imprescindíveis à análise do desenvolvimento. Todavia, a análise feita por  estes dois autores não é suficiente de nenhum modo ao que se esperaria de tão  promissora proposta, já que, se for feita uma não tão rigorosa análise do  discurso destes autores, pode-se encontrar alguns problemas de grosso calibre.&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;1. Da dominação à  interdependência: o milagre semântico de Cardoso &amp;amp; Faletto&lt;/h4&gt;&lt;br /&gt;Um desses problemas  é salientado pela asserção, enunciada por Cardoso &amp;amp; Faletto, que diz  existir relações de dominação entre países centrais e periféricos, na qual os  primeiros são dominantes e os segundos, dominados. Mesmo existindo uma relação  de dominação entre essas duas configurações distintas, é dito, &lt;i&gt;mesmo assim&lt;/i&gt;,  que o desenvolvimento para os periféricos se estabeleceria na relação de  “interdependência” entre estes e os centrais (problema semântico!).&lt;br /&gt;Um fato básico para  o desenvolvimento de países periféricos é que as situações de dependência  podem, onde há possibilidades de intervenção econômica estrangeira, perdurar no  tempo, posto que os investimentos estrangeiros – necessários para a proposta  acima – tendem a dominar o mercado interno. Assim, a relação de  “interdependência” deixaria de existir, assumindo o matiz de uma dominação pura  e simples, como no caso das economias de enclave&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn1" id="_ftnref1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.  Dito de outra forma, há, caso se leve essa proposta interpretativa às suas  últimas conseqüências, uma contradição na proposta de Cardoso &amp;amp; Faletto.  Esta contradição é a mesma em que um marxista revolucionário, como Zinoviev,  Bukharin, Tito ou Ho Chi Minh, estaria imerso caso abandonasse a práxis  marxista sem, contudo, abandonar o seu discurso teórico. O que se quer dizer  aqui é que Cardoso &amp;amp; Faletto utilizam-se de categorias interpretativas de  fundamentação marxista para, no fim das contas, dizerem exatamente o contrário  do que elas tendem, de um ponto de vista lógico, a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;2. A Ficção sociológica de FHC&lt;/h4&gt;Por outro lado, se  se abandonar&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn2" id="_ftnref2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; o ponto de vista interpretativo para, apenas, lidar com a operacionalização da  proposta que pretende vincular o mercado interno de um país subdesenvolvido às  economias desenvolvidas, será apresentado um quadro de possibilidades que não  concordam com a argumentação de Cardoso &amp;amp; Faletto por um único motivo:  todos os países que se desenvolveram e que ocupam, no período hodierno,  posições de relevância no sistema econômico mundial seguiram um caminho  distinto do que é proposto por estes dois autores. O  caminho distinto seguido quando o processo de desenvolvimento ainda não se  concluiu – &lt;i&gt;e sua conclusão é dada quando o país entra no seleto grupo de  “países desenvolvidos” ou tenha capacidade de “lutar”, do ponto de vista  econômico, de igual para igual&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn3" id="_ftnref3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; com economias desenvolvidas no mercado internacional&lt;/i&gt; –, o que parece ser o  caso da Coréia do Sul e parte dos Tigres Asiáticos&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn4" id="_ftnref4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.  Pelo que se percebe, a proposta de “operacionalização” de Cardoso &amp;amp; Faletto  é muito estranha&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn5" id="_ftnref5" name="_ftnref5" title=""&gt;&lt;sup&gt;5&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;,  posto que os países que a colocaram em prática não alcançaram um  desenvolvimento digno de nota desde a publicação do livro&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn6" id="_ftnref6" name="_ftnref6" title=""&gt;&lt;sup&gt;6&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;II. O realismo liberal de Celso Furtado&lt;/h3&gt;A proposta  interpretativa de Furtado, mostra um ponto de vista rico do que se pode esperar  de uma análise do desenvolvimento. Isto porque não se trata uma análise  pretensamente integrada, é antes de tudo uma análise multidimensional, não  obstante tenha sido elaborada por um economista; sendo rica do ponto de vista  da teoria econômica e, por outro lado, abarcando uma série de fatores de ordem  política e social, o que a faz consistente.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;De uma  perspectiva analítica, é possível pensar que esta análise poderia ser  potencializada com a adoção explícita do procedimento metodológico que Cardoso  &amp;amp; Faletto chamam de “análise integrada do desenvolvimento”, posto que  possibilita a compreensão de problemas mais variados de natureza social e  estritamente política, isto é, da conformação das “classes”, dos distintos  grupos sociais em luta pelo controle político do Estado – o que Furtado dá conta  – juntamente com a análise de características culturais – dos valores da  cultura – e uma abordagem nomeadamente histórica. Tudo isso de uma perspectiva  analítica, posto que a operacionalização de uma teoria do desenvolvimento  deveria seguir as “regras do jogo político” obtidas pelos resultados da  abordagem multidimensional possível e, de modo capenga, perpetrada por Cardoso  &amp;amp; Faletto.&lt;/i&gt; Assim, No que diz respeito à implementação de uma política de desenvolvimento, tal seria  muito diferente em um país como a Espanha, China e Brasil, por exemplo. No  primeiro, ao que tudo indica, esta foi possível com o apoio maciço dos países  mais desenvolvidos que compõem a União Européia dentro de um ambiente  liberal-democrático. O segundo está organizando seu desenvolvimento por via  autoritária e pelo controle direto do Estado, mesmo quando há investimentos  estrangeiros, onde o Estado chinês exige contrapartidas delimitadas em âmbito  interno, na forma, por exemplo, de investimentos associados, nos quais  investidor interno, o Estado, detém uma parte e o externo, privado, a outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso do Brasil,  atualmente e, talvez, somente atualmente, a política do desenvolvimento pode  ser orientada pelos moldes que Furtado construiu. Isto é, num ambiente  democrático, numa sociedade que tenha a exata medida de seus problemas e com os  poderes institucionais de âmbito democrático estabelecidos e, ao que parece,  consistentes. Além disso, requer um poder executivo capaz, isto é, que tenha  legitimidade, seja eficiente e subordinado ao congresso; por outro lado a  sociedade precisa também de suas instituições civis, o que também existe, é só  se observar instituições do estrato dominante, como a Fiesp, CNI, Febraban (por  nota), OAB e, por outro lado, sindicatos estabelecidos e relativamente fortes,  como a Força Sindical e a CUT. Para se completar este quadro &lt;i&gt;ideal típico&lt;/i&gt; “promissor”, há ainda um governo trabalhista recém eleito – isto é, tem, o que  Furtado julga de importância fundamental, uma ideologia do desenvolvimento&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftn7" id="_ftnref7" name="_ftnref7" title=""&gt;&lt;sup&gt;7&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Assim, basta  implementar, o conjunto de mecanismos e instituições necessárias ao  desenvolvimento: um Estado forte, democrático-burguês e economicamente  controlador, racionalmente organizado; dotado de mecanismos que permitam  controlar o processo de investimentos de capital, organizações descentralizadas  que estudem ordenadamente os problemas estruturais da sociedade e, ao mesmo  tempo, capacidade de intervir de forma precisa, localizada e, por outro lado,  abrangente. Não é de todo necessário dizer que devem existir mecanismos de  favorecimento e proteção ao capital nacional e, &lt;i&gt;para não provocar anomalias  econômicas entre o Sudeste e o Nordeste, por exemplo, que existam  contrapartidas ao capital ditadas pela sociedade, encarnada no Estado, para que  tanto aconteça.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;III. Dois discursos acerca da Sociologia do Desenvolvimento&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;Pelo que se vê a  “proposta” de Cardoso &amp;amp; Faletto, do pondo de partida metodológico, é  bastante promissora, no entanto, no que diz respeito aos resultados  obtidos  – entendidos aqui como a  proposta de operacionalização da teoria – e à concatenação dos argumentos, é  demasiadamente frágil, e deve ser abandonada enquanto constructo analítico e  operativo. A proposta de Furtado é mais restrita quando localizada  historicamente, e, também, mais especializada, dado que tem um corpo de  formulações econômicas bastante consistente – por isso pode vir a ser  aperfeiçoada – e muito rigor em relação à conformação político-social dos  problemas do desenvolvimento e, como ficou muito claro, é sem sombra de dúvida  mais plausível que a de Cardoso &amp;amp; Faletto (a de Furtado, aperfeiçoada, a de  FHC, derrubada). &lt;i&gt;No que diz respeito à intervenção do Estado para favorecer  o desenvolvimento nacional contra interesses alheios, basta observar a  história, principalmente britânica e norte-americana, nas quais o Estado sempre  teve participação decisiva, nunca deixando setores importantes nas mãos de  investidores estrangeiros. Os Estados Unidos são exemplos disso na medida em  que, para preservar o mercado interno dos produtos britânicos, tinham um mercado  rigidamente fechado e entraram em guerra contra os Estados do sul para  preservar sua indústria. Mais recentemente, como demonstra Furtado, ao exigir  contrapartidas políticas para que suas empresas privadas investissem no Estados  latino-americanos. A Grã-Bretanha demonstra a participação do Estado pela  constituição do seu império no século XIX e por todo seu imperialismo.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref1" id="_ftn1" name="_ftn1" title=""&gt;1&lt;/a&gt; Ver, a este respeito deste problema, Cardoso, F. H. &amp;amp; Faletto, Enzo, &lt;i&gt;Dependência  e Desenvolvimento na América Latina&lt;/i&gt;, Zahar, Rio de Janeiro, 1970, pp. 25-30  e 127 e seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref2" id="_ftn2" name="_ftn2" title=""&gt;2&lt;/a&gt; Abandonar por conta de sua contradição interna, dado que como se pretende a ser  um ensaio de interpretação sociológica e, mesmo assim, contém uma contradição deste  naipe, só pode ser encarado como, de um modo mais realista – e por isso mesmo  com uma significação negativa no conteúdo do termo que melhor o define – como  um ensaio de “interpretação ideológica”, ou de falseamento e fragmentação da  realidade como um “bom” discurso ideológico na acepção forte do termo –  marxista, diga-se de passagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref3" id="_ftn3" name="_ftn3" title=""&gt;3&lt;/a&gt; Excetuando, claro está, entre os possíveis iguais, os EUA.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref4" id="_ftn4" name="_ftn4" title=""&gt;4&lt;/a&gt; A China  parece estar andando a passos largos para entrar nesse grupo de países&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn6"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref5" id="_ftn5" name="_ftn5" title=""&gt;5&lt;/a&gt; Para não dizer equivocada, sem sentido, disparata ou vazia.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref6" id="_ftn6" name="_ftn6" title=""&gt;6&lt;/a&gt; E  o Brasil, no governo dos oito últimos anos, não teve nenhum crescimento – o que  está acompanhado, ao mesmo tempo, de grande participação de capital externo  (financiado inclusive pelo Estado brasileiro) no mercado interno, isto na  gestão de F. H. Cardoso – gerando um desemprego e, por conseguinte, pobreza que  pode levar à desintegração social.  Não é  fortuito que isso tenha acontecido na gestão de Cardoso – que é um dos autores  do texto enquadrado aqui – afinal, ao que tudo indica, ele talvez ainda  acredite no que escreveu.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4228730157352596421#_ftnref7" id="_ftn7" name="_ftn7" title=""&gt;7&lt;/a&gt; A  primeira versão deste texto foi escrita em dezembro de 2002. Naquele momento  pensava-se que ventos de mudança política acabariam com o marasmo político que  massacra o país por mais de duas décadas. Com o desenrolar dos acontecimentos  dos últimos meses apreende-se, explicitamente, que não mudou muita coisa, com  exceção das cores do poder, um vermelho desbotado, que sequer é rosa. A  política macro-econômica agravou certas linhas de ação que anteriormente eram  qualificadas como destrutivas pelo partido que subiu ao Planalto. A manutenção  de uma política de austeridade fiscal, sem investimentos públicos e o aumento  do superávit primário, formalmente, para patamares acima de 4% do PIB, quando  na verdade está acima dos 6%, são provas de que não há mudança. A única mudança  qualitativa é a de que o sufocamento da sociedade mudou, agora tem o dobro da  força. O atual governo parece estar perdendo a oportunidade de realmente mudar  algo em virtude de que as condições para a mudança, mostradas mais acima, estão  sendo perdidas. O fato de que o  governo  brasileiro vem sendo elogiado pelo FMI deve ser visto como prenúncio de uma  catástrofe, visto que, durante a década de 1990, a Argentina recebeu  esses sinistros elogios. De La Rua  e a população argentina sentiram na pele o peso desses elogios. De La Rua teve sua morte política  decretada e metade da população argentina está na miséria. O Brasil não está  muito longe dos seus &lt;i&gt;hermanos&lt;/i&gt;, já tem 30% de indigentes e Lula que se  cuide&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn7"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4228730157352596421?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4228730157352596421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/09/acerca-da-sociologia-do-desenvolvimento.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4228730157352596421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4228730157352596421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/09/acerca-da-sociologia-do-desenvolvimento.html' title='Acerca da Sociologia do Desenvolvimento'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-2546125301576008642</id><published>2007-09-21T10:15:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:56:21.868-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Venezuela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América do Sul'/><title type='text'>Brasil e Venezuela</title><content type='html'>No recente encontro entre os presidentes de Brasil e Venezuela, ficou claro que o Brasil efetivamente desenvolverá dois grandes projetos, o Gasoduto do Sul e a Refinaria de Abreu e Lima, no Estado de Pernambuco, com a Venezuela. E mesmo sem ela. É por isso que Hugo Chávez, ainda nesta visita, diminuiu o tom da sua sempre verborrágica crítica.&lt;br /&gt;O Estado brasileiro oferece-lhe a oportunidade de participar de projetos estratégicos e de se associar à maior economia da América do Sul. Isto leva à integração e aumento do dinamismo econômico. É quase um oferecimento do governo brasileiro. É um negócio ao qual não se pode dizer não, pois é sabido que o Brasil pode levá-lo a efeito mesmo sem a chance de se integrar economicamente com seus parceiros ao norte ou ao sul. A dinâmica econômica brasileira sempre esteve focada no seu mercado interno, imensamente grande. A associação a outros mercados regionais, na nossa periferia, aumenta a velocidade desse processo, que poderá dar frutos melhores, não apenas para o Brasil, mas principalmente para aqueles que não contam com os mesmos atributos: uma população imensa, fartos recursos naturais e o gigantesco mercado interno.&lt;br /&gt;Assim, a alternativa de Chavez é participar ou não. Ao Brasil isso dará uma vantagem estratégica bastante grande, pois poderá, finalmente, satelitizar as demais economias da América do Sul sob a sua órbita, como já acontece no Mercosul. E isto não porque o Brasil seja uma potência imperialista ou gananciosa. Simplesmente é muito grande. Não há como lhe ignorar tal característica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Chávez, a Venezuela, enfim, têm como alternativa continuar como uma economia de enclave, baseada do petróleo, dependente das exportações para os EUA (quando estes promovem políticas estratégicas exatamente focadas na diminuição da dependência do petróleo), ou se associar a outros países. Neste caso o outro país é o Brasil. É a única alternativa viável a Chávez. Ou acaso alguém julga que Cuba ou o Irã pode oferecer uma alternativa de intercâmbio melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podem. É por isso que Chávez diminuiu o tom da sua desagradável verborragia. O Brasil é muito maior e fatalmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;engolirá&lt;/span&gt; a Venezuela. E a alternativa é ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;engolido&lt;/span&gt; pelos EUA ou pelo Brasil. Na situação presente, em vista das grandes diferenças de escala econômica entre Brasil e EUA, o realismo político, assim como a sua ideologia, dizem a Chávez para se voltar ao Brasil. Ambos ganham. E Chávez fica mais manso e menos cansativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-2546125301576008642?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/2546125301576008642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/09/brasil-e-venezuela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2546125301576008642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2546125301576008642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/09/brasil-e-venezuela.html' title='Brasil e Venezuela'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4569841556065987544</id><published>2007-08-26T23:00:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:55:27.772-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><title type='text'>O Grande Urso</title><content type='html'>O russos estão cada vez mais afáveis, como se depreende dessa notícia do &lt;a href="http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=49511" target="_blank" title="O novo rearmamento da Rússia"&gt;Jornal de Ciências&lt;/a&gt;. Rearmamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4569841556065987544?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4569841556065987544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/o-grande-urso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4569841556065987544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4569841556065987544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/o-grande-urso.html' title='O Grande Urso'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1530688172623111201</id><published>2007-08-22T23:15:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:55:27.774-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><title type='text'>Rússia</title><content type='html'>Novas sobre a Rússia, especialmente sobre o governo de Vladimir Putin. Boas novas, afinal vendem petróleo a dar com pau e se rearmam. O grande urso não é mais socialista, é sempre bom recordar.  Mas seus dentes não andam tão afiados, ainda.  Impertinentes comentários, escusado dizer. É só seguir a ligação, em &lt;a href="http://www.russiaprofile.org/page.php?pageid=Business&amp;amp;articleid=a1187177738" target="_blank" title="Putin's Economy – Eight Years On"&gt;Russiaprofile.org&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1530688172623111201?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1530688172623111201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/sobre-rssia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1530688172623111201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1530688172623111201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/sobre-rssia.html' title='Rússia'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-8178912109591188042</id><published>2007-08-18T20:14:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T02:56:56.722-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Cinismo e sadismo político</title><content type='html'>Apenas um mero comentário acerca do espetáculo infame encenado pela OAB, Ordem dos Advogados do Brasil, boa parte da mídia e celebridades que, ao que parece, estão fartas de si mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não há nada a ser dito que não tenha sido lançado de maneira rude ao nosso nariz, indico dois textos jornalísticos a falar sobre macacada patrocinada e organizada por nossos operadores da lei, chefiados pelo seu nobre líder, Monsieur d'Panda:&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Flávio Gomes, jornalista da&lt;a href="http://www.warmup.com.br/" target="_blank title=" warmup=""&gt; Agência Warmup&lt;/a&gt;, que sempre nos traz notícias interessantes sobre automobilismo escreve em seu blog: &lt;a href="http://z001.ig.com.br/ig/58/14/913038/blig/bligdogomes/2007_08.html#post_18928614" style="font-style: italic;" target="_blank" title="Tambem cansei"&gt;Também cansei&lt;/a&gt;;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span id="v10bb"&gt;Rodrigo Bertolotto escreve no UOL Notícias: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/2007/08/17/ult23u502.jhtm" style="font-style: italic;" target="_blank" title="Ato do  cansei enfrenta o de um homem na Se"&gt;&lt;span id="a18bb"&gt;Ato do Cansei enfrenta oposição de um homem só na Sé&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;span id="a18bb"&gt;Pretendo escrever alguns comentários de teor sociológico até a próxima segunda-feira. Se nada for escrito até lá, em virtude da sempre presente falta de tempo, mais um novo hiato na publicação desse blog será visto. É assim, o tempo é escasso. A última vez que estive aqui foi em março. É pena.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-8178912109591188042?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/8178912109591188042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/cinismo-e-sadismo-poltico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8178912109591188042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/8178912109591188042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/08/cinismo-e-sadismo-poltico.html' title='Cinismo e sadismo político'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4913907832454508759</id><published>2007-03-13T11:30:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:56:21.871-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bush'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etanol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Venezuela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='biodiesel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='petróleo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='América do Sul'/><title type='text'>Etanol, Bush e a Venezuela</title><content type='html'>&lt;h3&gt;A diplomacia inconseqüente de Hugo Chávez colhe alguns frutos amargos&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;Fechar uma  fábrica da Coca-Cola, promover atos ‘anti-Bush’ na Argentina, Bolívia e  Nicarágua, além qualificar a alteração da matriz energética do petróleo para  fontes renováveis como antiético é algo que se pode esperar de adolescentes  ingênuos que se iniciam na vida política. A Hugo Chávez faltou apenas entrar  numa lanchonete do McDonalds e gritar “Fora Bush!”.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfbDmfAMclI/AAAAAAAAABc/oGwUCp5DlAM/s1600-h/chavez.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="Hugo Chávez" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041431898812609106" src="http://bp1.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfbDmfAMclI/AAAAAAAAABc/oGwUCp5DlAM/s400/chavez.jpg" style="border: 1px solid rgb(204, 204, 204); float: right; margin: 4px; padding: 4px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A promoção de  qualquer ato ‘anti-Bush’ é por si mesma inócua. Não leva a nenhuma política de  resultados objetivamente positivos. É de se duvidar que na Argentina, Bolívia,  Venezuela ou Brasil os cidadãos diminuirão o consumo de Coca-Cola ou de outros bens  produzidos nos EUA por conta de arroubos desse tipo.&lt;br /&gt;É certo que  para muitos cidadãos da América do Sul os Estados Unidos podem representar algo que pode  ser pintado com cores muito sombrias: país do imperialismo e da exploração  neo-colonial, das grandes empresas desumanas&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4913907832454508759#_ftn1" id="_ftnref1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;.  Mas para tantos outros, os EUA representam coisas de muito positivas. É o país  de tradição revolucionária e liberal que antecede mesmo a Revolução Francesa. O  país dos Federalistas, estirpe de intelectuais nacionalistas, progresssitas que ajudaram a criar uma sociedade livre que se tornou a mais rica do  mundo. Em produção de conhecimento e cultura não há no mundo quem lhe faça  face — e tanto mais em poder. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menosprezar a  importância e primazia dos EUA pode ser temerário. Hugo Chávez, entretanto,  incorre sistematicamente nesse tipo de comportamento. Agora começa a colher seus  malfadados frutos. A alteração da matriz energética estadunidense para fontes  renováveis resulta da necessidade de diminuir a dependência de fornecedores de  matérias primas em que os Estados Unidos já não podem confiar — entre esses se  situam a Venezuela de Hugo Chávez e os fornecedores do instável Oriente Médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Venezuela é  um dos maiores fornecedores de petróleo para os EUA. Fatalmente, a alteração da  matriz energética lhe será danosa, pois diminuirá o consumo norte-americano e,  conseqüentemente, as vendas de petróleo. De imediato, dificilmente os preços do  petróleo cairão. Mas em quinze ou vinte anos, o aumento da infra-estrutura de  produção e distribuição de etanol talvez venham a forçar a diminuição dos  preços do petróleo. A partir de algum ponto o etanol será economicamente mais  vantajoso. Além de já possuir a vantagem de ser uma fonte renovável e menos  agressiva, sob certos aspectos, ao meio ambiente. A produção do etanol implica  em desmatamento, mas tende não aumentar mais a proporção de carbono na atmosfera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto  começa a inflexão. Com os preços e vendas do petróleo diminuindo num futuro  previsível — e isto não apenas pelo etanol, mas também por conta do biodiesel —  a Venezuela pode se dar muito mal. É pouco o tempo que resta para a Venezuela desenvolver-se.  Ou o Estado venezuelano aproveita conjuntura que lhe é favorável para  diversificar a sua economia, consolidando o mercado interno, ou em vinte anos  terão o ostracismo econômico como cenário possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hugo Chávez,  entretanto, não parece interessado apenas no desenvolvimento venezuelano. Quer  conferir à Venezuela um status político regional desproporcional à sua  importância. Faz uma política de potência regional quando no muito é, ainda,  mero fornecedor de matérias primas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando  necessitou de apoio do Brasil, para assegurar a instabilidade crescente que a  oposição interna e externa criou na Venezuela, o governo brasileiro o ajudou:  forneceu petróleo quando da greve do setor petrolífero, gado para fomentar o  aumento do rebanho, a entrada no Mercosul, entre outras coisas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chávez não se  mostrou confiável. Na primeira oportunidade orientou, ao que parece, o  presidente boliviano Evo Morales a nacionalizar as empresas do setor de gás à  revelia dos interesses brasileiros. Incitou outros países de América do Sul à  políticas de cunho desenvolvimentista e distributivo, mas ao custo de certas  alterações institucionais — como é o que ocorre neste momento no Equador — que  não interessam ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível  afirmar que o Hugo Chávez já não conte, sob nenhum aspecto, com o beneplácito  do Brasil e que sua presença comece a se tornar um estorvo. A diplomacia  brasileira, ainda que suscetível a críticas — em vista da multiplicidade de  interesses da sociedade brasileira — é conseqüente e tem orientação de longo prazo,  sendo reconhecida internacionalmente por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chávez fala que  os EUA estão a ‘comprar’ os países da América Latina, quando  ele usa o mesmo expediente ao financiar  projetos vários nos países da região. A questão é que a Venezuela nem de longe  pode competir com os EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, a  alteração da matriz energética norte-americana acarretará em desvantagens para  Caracas. Mas elas se tornarão mais graves. No presente momento é simples para a  Venezuela conseguir apoio e ajudar países como Cuba ou Nicarágua. Mas num  futuro não muito distante, esses países poderão tornar-se fornecedores de  etanol para os EUA. Os países da América Central são pequenos, poderão produzir  milho ou mesmo etanol a partir da cana da açúcar, como Cuba tenderá a fazer  logo que Fidel falecer. E isto fatalmente irá atrair ainda mais esses países  para a órbita norte-americana.&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/Rfa2vvAMckI/AAAAAAAAABU/P0E6zy2hT5M/s1600-h/usina.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="Usina de produção de álcool combustível" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5041417764075237954" src="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/Rfa2vvAMckI/AAAAAAAAABU/P0E6zy2hT5M/s400/usina.jpg" style="border: 1px solid rgb(204, 204, 204); float: left; margin: 4px; padding: 4px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o argumento  de Chávez, de que a destinação de parte da produção agrícola irá afetar  negativamente as populações latino-americanas, tenderá a perder importância. É  claro que no México e em países que preferirem produzir milho o problema de  abastecimento alimentar tornar-se-á mas grave. Mas no caso do Brasil, o que  Chávez diz não tem o mínimo cabimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil usa  menos de 8% de suas terras aráveis, a fronteira agrícola pode ser expandida ou  mesmo dobrada com um mínimo de impacto se tomados todos os cuidados ambientais.  E nisso, não tem nada de anti-ético. E nem na América Latina existem 300  milhões de famintos, nem nada de anti-ecológico — muito pelo contrário, há  problemas maiores com a queima, produção e beneficiamento de produtos a partir  do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é  que Chávez está a ver que em menos de quinze anos que a ‘potência energética’  deixará de ser a Venezuela e talvez se torne o Brasil ou mesmo que a produção  seja diluída entre os países da América do Sul, diminuindo sensivelmente a  importância venezuelana. O etanol, além de tudo, pode ser utilizado como  substituto do petróleo na obtenção de derivados da petroquímica, a  ‘alcoolquímica’&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4913907832454508759#_ftn2" id="_ftnref2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt; &lt;/a&gt; tenderá  a substituir o petróleo com grande vantagem, afinal trata-se de uma fonte  renovável. Logo que a produção aumente de escala, os custos torna-se-ão  reduzidos na cadeia produtiva e em menos de vinte anos é possível que o demanda  mundial por petróleo caia sensivelmente, fazendo com que seu preço vá abaixo —  o que pode colocar por terra o poder de barganha dos países produtores de  petróleo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás do  discurso que apela para a ética, está o interesse de Hugo Chávez de manter a  posição de relevo da Venezuela. Não há nada de tão problemático que não possa  ser resolvido. Chávez quer que o gás e o petróleo sejam ainda as fontes de  energia básicas apenas porque eles os tem em grande quantidade e os vende a  altos preços no mercado internacional. Não tem qualquer posição moral para  falar dos perigos ‘éticos’ envolvidos na questão. O único problema ‘ético’ que  existe, é o fato dele mascarar a realidade com um discurso pífio e julgar-se em  condição de conversar sobre o tema ou mesmo convencer as autoridades  brasileiras do que quer que seja. Sua conduta irresponsável e temerária, do  ponto de vista internacional, está rendendo frutos amargos para a Venezuela.  Chávez apenas ajudou a acelerar — do mesmo que a instabilidade no Oriente Médio  e a Guerra do Iraque — um processo inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse  processo resultará em ganhos principalmente para os Estados Unidos e Brasil. O  primeiro por poder contar, futuramente com um fornecedor imensamente mais  confiável e que lhe é historicamente próximo, o Brasil, além de poder  satelitizar com mais eficácia os países da América Central. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil  ganha de variadas formas: assegura para si um nicho de produção ímpar. Sendo  fonte renovável, o etanol pode ser produzido em unidades descentralizadas em  quase todo território nacional, podendo engendrar uma cadeia produtiva similar  à da petroquímica. Ao se introduzir a cana de açúcar no cerrado brasileiro,  garante-se a interiorização mais intensa de nossa população, consistindo isso  numa vantagem geopolítica. Considerando o biodiesel, as vantagens são ainda  mais importantes e visíveis. Com isso diminui-se a vulnerabilidade energética  brasileira, que depende imensamente do petróleo presente na plataforma  continental, ao mesmo tempo que dá maior sobrevida às reservas presentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Notas&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4913907832454508759#_ftnref1" id="_ftn1" name="_ftn1" title=""&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; O  que é um despropósito, o capitalismo sempre é desumano. Só não o é com mais  intensidade nas sociedades desenvolvidas porque os Estados impõem ao sistema  econômico leis e controles. E para quem discordar, basta olhar a história, nomeadamente a da Revolução Industrial Inglesa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=4913907832454508759#_ftnref2" id="_ftn2" name="_ftn2" title=""&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;Ver a  esse respeito: &lt;a href="http://www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/abril2006/clipping060411_gazetamercantil.html"&gt;Artigo no site da Unicamp&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4913907832454508759?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4913907832454508759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/etanol-bush-e-venezuela.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4913907832454508759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4913907832454508759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/etanol-bush-e-venezuela.html' title='Etanol, Bush e a Venezuela'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfbDmfAMclI/AAAAAAAAABc/oGwUCp5DlAM/s72-c/chavez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-7274073947568924685</id><published>2007-03-07T12:00:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:56:21.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iraque'/><title type='text'>Notas incompletas sobre o Sistema Internacional</title><content type='html'>&lt;h2&gt;A celeuma persa&lt;/h2&gt;Dado o seu programa nuclear, a república  persa tem sido, nos últimos meses, um dos principais assuntos do noticiário  internacional. O Ocidente — EUA, Reino Unido,  Alemanha e França  — tem pressionado sem resultados Teerã a cessar o seu  programa nuclear. Sob alegações de possuir ‘direitos’ e legitimidade e contando  com o beneplácito da Rússia, o Irã segue a desafiar as determinações da ONU  e da &lt;a href="http://www.iaea.org/"&gt;AIEA&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfExZ_AMciI/AAAAAAAAABE/DkOMCt6XkC8/s1600-h/ira.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5039863780483035682" src="http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfExZ_AMciI/AAAAAAAAABE/DkOMCt6XkC8/s400/ira.jpg" style="border: 1px solid rgb(204, 204, 204); float: right; margin: 5px; padding: 5px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o presidente  iraniano, Mahmud Ahmadi-Nejad, insiste em proferir frases bombásticas contra os  norte-americanos e Israel, numa retórica anti-semita e anti-estadunidense  mordaz, defendendo a destruição do Estado de Israel e o combate ao poderio  norte-americano, além de negar  o genocídio judeu.&lt;br /&gt;Isto, somado  a histórica rivalidade Irã-EUA surgida na revolução de 1979&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftn1" id="_ftnref1" name="_ftnref1" title=""&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;,  gera a desconfiança de que a finalidade do programa nuclear iraniano  não seja apenas pacífica, como Teerã tem alegado, dizendo que seu programa direciona-se apenas à geração de  energia elétrica.&lt;br /&gt;O Irã faz uma política imperialista dentro o contexto do Oriente Médio.  Desde que foi combatido pelo regime de Saddam Hussein, Teerã adota políticas com vistas ao melhor aparelhamento de suas forças armadas e de seus quadros  técnicos&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftn2" id="_ftnref2" name="_ftnref2" title=""&gt;&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. Entretanto, a  ferina  postura anti-ocidental, levaram os países do Ocidente a uma posição de desconfiança, culminando na acusação de que estava a financiar o Hezbollah, juntamente com a Síria; os EUA os acusam de gerar instabilidade no Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Importância estratégica&lt;/h2&gt;A posição  norte-americana quanto ao Irã é clara. Pode ter  sido um erro estratégico o ataque norte-americano ao Iraque, uma vez que seu  grande resultado foi um conflito civil e mais instabilidade  no Oriente Médio. Ainda que isto tenha ocorrido, os EUA e a Otan provavelmente  permanecerão no Oriente Médio e na Ásia Central — no Afeganistão.  Dificilmente, ao contrário do que dizem os políticos do Partido Democrata nos EUA, as  forças norte-americanas sairão do Iraque em 2008. A presença talvez perdure por longos anos mais. A razão disso é que caso  os EUA saiam, darão lugar a organização de um regime  que lhe seja francamente opositor.&lt;br /&gt;A  localização do Iraque, bem como do Oriente Médio e Ásia Central, é  deveras importante para política geo-estratégica norte-americana, sendo um de modo evitar a infiltração da  diplomacia russa no Oriente Médio — e uma forma de continuar a  pressão centrípeta sobre toda a Ásia. Antes da guerra, em 2003, o Iraque mantinha  intensa cooperação com os russos, assim como atualmente os iranianos. A  diferença é que o Irã é três vezes maior em população e tem quadro vezes o  território iraquiano. E se essa força regional não for contida, facilmente  satelitizará um Iraque destruído e sem presença Ocidental, estendendo sua  influência por todo Oriente Médio atentando, por fim, contra os interesses  israelenses.&lt;br /&gt;Além do  desenvolvimento nuclear, Teerã tem  comprado  equipamento militar russo, preparando-se para resistir a um ataque militar — o que contradiz as suas intenções  pacíficas, visto que se realmente fossem claras suas  intenções, não seria necessário aumentar intensivamente os gastos militares.  Além dessas compras, têm realizado exercícios militares massivos, numa  tentativa de demonstrar seu poderio. Indicação de que Teerã talvez deseje desencorajar qualquer ataque norte-americano ou  israelense ao seu território, obrigando-os ao âmbito diplomático  — o que pode ser interpretado como sendo um claro desafio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Blefe iraniano&lt;/h2&gt;Nas  últimas semanas o Irã alegou ter lançado um foguete de exploração espacial no  espaço. Nenhum satélite espião, quer da Rússia, quer dos EUA, conseguiu  detectar tal lançamento. É possível que a informação seja falsa. Se for é um blefe infeliz da república persa. Foguetes espaciais servem de  base para o desenvolvimento de mísseis de longo alcance. O problema é que Teerã  disse ter feito um teste que ninguém detectou. Disse, assim, possuir um tipo de  capacidade que lhe permite atacar países distantes, como os europeus.  Associando esse acontecimento ao seu projeto nuclear, é possível defender um  nexo altamente plausível de que Teerã de fato se prepara ou ao menos tenciona  portar armas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Esgotamento da via diplomática&lt;/h2&gt;O CS tem se mostrado incapaz de chegar a um acordo sobre  que tipos de sanções a mais devem ser aplicadas —  provavelmente devido à obstrução russa que não deseja empacar suas relações com  Teerã. O Irã ganha tempo e tem expandido seu programa, sendo possivelmente  capaz de produzir urânio em escala industrial neste momento.&lt;br /&gt;Talvez o tempo necessário para a produção de uma ogiva nuclear  pelo Irã seja longo, não estando no horizonte próximo — talvez cinco anos —,  mas não se sabe ao certo em que situação está o avanço de seu projeto — há apenas  uma suposições, possivelmente subestimadas. O Irã já iniciou a construção de uma usina  nuclear, com capacidade de 350 MW&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftn3" id="_ftnref3" name="_ftnref3" title=""&gt;&lt;sup&gt;3&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;As vias da  negociação diplomática têm se esgotado, em especial pela recalcitrância do Irã  em aceitar qualquer tipo de acordo que lhe impeça de enriquecer urânio dentro  de suas fronteiras. De certo modo isso representa um aberto desafio à pax  diplomática promovida pelos membros do CS da ONU. Neste caso, em vista da falta  de acordo no CS, resta a algum país atacar militarmente o território iraniano.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Precedentes para um ataque&lt;/h2&gt;Na década de  1980 existiu um caso similar e um espinhoso problema diplomático surgiu depois  que a França vendeu um reator nuclear de baixa capacidade para o Iraque. Como  não se chegou a uma alternativa diplomática e as discussões arrastavam-se, o  Estado de Israel agiu apenas por si e atacou o Iraque, mandando aos ares as  suas instalações nucleares e pondo um fim curto e grosso ao problema de então,  sem deflagrar uma guerra de maiores proporções, dada a incapacidade iraquiana  de contra-atacar o Estado de Israel.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Preparativos e viabilidade do ataque&lt;/h2&gt;Desta vez,  provavelmente o ônus do ataque caberá a Washington. Os EUA enviaram um segundo  porta-aviões, o USS John C. Stennis, para aumentar sua presença no  Golfo Pérsico e sua efetividade em caso de necessidade de ataque ao Irã. O envio de um segundo porta-aviões  e toda a escolta naval que o acompanha para as proximidades do Irã não é um blefe. Os EUA, apesar de terem um  grande problema em suas mãos no Iraque não estão 'esgotados'. Em  um texto imediatamente anterior a esse, neste weblog, é dito que os EUA não  estão fazendo uma ocupação de larga escala no Iraque, mandando um contingente  muito aquém das necessidades — 150 mil homens num território de quase meio  milhão de quilômetros quadrados e mais de 25 milhões de habitantes. Talvez isso se dê pela  dificuldade do governo republicano em aprovar verbas para a ocupação — possivelmente  devido à oposição Democrata aos Republicanos.&lt;br /&gt;É certo que  mesmo que um democrata chegue ao poder, em dois anos, os interesses  estratégicos norte-americanos falarão mais alto, não permitindo a imediata  retirada de suas forças, tanto pelos motivos a ditos acima,  quando por propiciar um aumento da influência do Irã. &lt;br /&gt;O único  caminho viável — caso as negociações com Teerã não progridam — para os EUA será  um ataque ao território iraniano. Apesar de muito maior e melhor defendido que  o Iraque, com a chegada do segundo porta-aviões, a potencialidade da força norte-americana  aumentará de forma significativa. Além disso, os EUA contam com o apoio de seu  comando de bombardeiros estratégicos, tornando um ataque de grandes proporções passível  de execução, ainda que ele se dê em torno das instalações nucleares e  sobre os pontos principais da defesa iraniana  — cuja força de aviões de defesa é de pouco mais de 300 aviões&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftn4" id="_ftnref4" name="_ftnref4" title=""&gt;&lt;sup&gt;4&lt;/sup&gt;&lt;/a&gt; —  e das forças que poderiam atacar as tropas presentes no Iraque. Fatalmente a  tarefa é muito mais difícil que a levada a efeito por israelenses em 1981, dado  que as instalações iranianas são mais numerosas. Mas não é, levando em conta a  assimetria de poder entre EUA e Irã, algo inviável ou temerário. Os  bombardeiros estratégicos podem partir direto do território norte-americano, se  assim for necessário e com o apoio dos caças em terra no Iraque e da aviação  naval, o ataque, ainda que complexo, poderá ser rápido e eficaz. Dificilmente  os EUA necessitarão de um ataque terrestre. O desmantelamento do programa  nuclear, feito por ataque aéreo e bombardeamento com mísseis Tomahawk, trará um sério revés aos planos persas. É possível que se dê algo de similar  ao que se deu no Líbano, quando este foi atacado pelas forças israelenses, só  que numa extensão muito maior.&lt;br /&gt;Se este for o  rumo dos acontecimentos, os reveses  norte-americanos estarão limitados em grande medida ao campo diplomático e a um  provável aumento da instabilidade no Iraque. Os norte-americanos não ‘flexionam  os músculos’. Estão a planejar alternativas militares em caso de fracasso diplomático  — como já se apresenta no Horizonte — e não permitirão que o Irã, como toda  essa retórica anti-ocidental, ascenda à condição de potência nuclear. É o único  caminho lógico tendo em vista seus interesses estratégicos: a permanência no  Oriente Médio e o controle de fontes de petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftnref1" id="_ftn1" name="_ftn1" title=""&gt;1&lt;/a&gt; A  primeira revolução no mundo a rejeitar e combater a tradição iluminista da  Revolução de 1789 — portanto a primeira revolução ‘reacionária’ da história  recente.&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftnref2" id="_ftn2" name="_ftn2" title=""&gt;2&lt;/a&gt; O  que, entretanto, pode ser fonte de pouco dinamismo econômico, como alega a CIA: &lt;a href="https://www.cia.gov/cia/publications/factbook/"&gt;https://www.cia.gov/cia/publications/factbook/&lt;/a&gt;.  A nota sobre a economia iraniana é precisa — mas deve-se fazer a crítica a ela,  uma vez que parte do dinamismo econômico norte-americano se dá exatamente como  resultante dos avanços técnicos oriundos dos investimentos em defesa. Ver também o  site do Departamento de Estado norte-americano: &lt;a href="http://www.state.gov/p/nea/ci/c19354.htm"&gt;http://www.state.gov/p/nea/ci/c19354.htm&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftnref3" id="_ftn3" name="_ftn3" title=""&gt;3&lt;/a&gt; Além da  outra usina construída pelos russos a partir de 1995 em Bushehr. Sobre a nova  usina ver &lt;a href="http://en.rian.ru/world/20070306/61659755.html"&gt;http://en.rian.ru/world/20070306/61659755.html&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=7274073947568924685#_ftnref4" id="_ftn4" name="_ftn4" title=""&gt;4&lt;/a&gt; Ver &lt;a href="http://www.globalsecurity.org/military/world/iran/airforce-equipment.htm"&gt;http://www.globalsecurity.org/military/world/iran/airforce-equipment.htm&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-7274073947568924685?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/7274073947568924685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/notas-incompletas-sobre-o-sistema_09.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7274073947568924685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7274073947568924685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/notas-incompletas-sobre-o-sistema_09.html' title='Notas incompletas sobre o Sistema Internacional'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RfExZ_AMciI/AAAAAAAAABE/DkOMCt6XkC8/s72-c/ira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-480758752176889668</id><published>2007-03-01T06:08:00.002-03:00</published><updated>2010-03-14T12:56:21.877-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Notas incompletas sobre o Sistema Internacional</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Rússia&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Com crescente entusiasmo os russos têm hostilizado os EUA. A troca de rusgas diplomáticas começou desde que os norte-americanos avançaram em sua intenção de colocar um escudo anti-mísseis nos países da Europa Centro-Oriental, a partir de fins de janeiro. A impaciência russa tem, também, outro motivo: o governo russo acredita que a partir de abril os EUA devam lançar o seu ataque contra o Irã, por mais que o governo persa compre bons armamentos dos &lt;img alt="Bandeira Russa" src="http://www.kremlin.ru/images/symbols_flag.jpg" style="border: 1px solid rgb(204, 204, 204); float: right; margin: 5px; padding: 2px; width: 146px;" /&gt;russos e tenha tratados importantes com os mesmos, dificilmente a Rússia fará qualquer coisa. É sabido que o cinturão do poderio americano ficará mais apertado em caso de ataque ao Irã. As forças norte-americanas estão presentes no Iraque e Afeganistão, provavelmente os EUA não invadirão o território iraniano por via terrestre, apenas farão um ataque aéreo — o que dará certa folga aos russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putin tem conduzido o governo russo de forma exemplar, ainda que seja questionável se se levar em conta o que o Ocidente toma com importante, isto é, o Estado Democrático de Direito, coisa que o Estado russo não é, ao menos em termos estritos. Mas trata-se de um arranjo político distinto e está funcionar às mil maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a Rússia tenha certas vantagens estratégicas sobre seus rivais norte-americanos, como o território e   recursos de todo tipo, a Rússia sistematicamente tem falhado em diminuir a queda de sua população, que em 2006 foi de -0,39%&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=3611808#_edn1" name="_ednref1" title=""&gt;[i]&lt;/a&gt;, ainda que o Estado esteja a tomar medidas amplas para contornar a situação. Além disso, o quadro de suas forças armadas ainda não se recuperou e os investimentos militares, apesar de grandes, ainda são insuficientes para competir com os EUA. Ainda que a Rússia seja uma superpotência, não poderá ser sem uma grande população, exército e economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o quadro seja desconfortável apenas tendo em vista os EUA — sem contar ainda o novo rival estratégico que desponta, a China —, recentemente os russos conseguiram firmar um protocolo de intenções com o governo francês no qual este demonstra vivo interesse na compra de material bélico russo. A França, provavelmente o mais poderoso membro da Otan depois dos EUA, coloca assim por terra o discurso ideológico da superioridade técnica Ocidental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Iraque&lt;/h2&gt;A onda de violência certamente não cessará tão cedo. Por outro lado, parece que a população iraquiana tem criado, finalmente, certa resistência em relação ao atentados terroristas ora freqüentes no Iraque. E isto em localidades de predominância sunita e xiita. Se os esforços do governo títere iraquiano derem certo, é provável que a situação melhore. Todavia, enquanto sírios e persas bancarem o tráfico de armas para o território iraquiano, qualquer esforço será inútil.  Sob outros aspectos, tem sido comum dizer que os EUA ‘perderam a guerra’. Nada mais equivocado. Os EUA mantém menos de 150 mil homens em armas no Iraque, que é um território de quase meio milhão de quilômetros quadrados e mais de 26 milhões de habitantes. As tropas que lá existem são insuficientes, o que demonstra que os EUA talvez não estejam tão preocupados com uma pacificação imediata do território. Se fosse pra valer o fariam com mais homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao mais, o recrudescimento das relações entre o Irã e os EUA apenas indica que a permanência norte-americana será muito mais longa do que se imagina. Caso isso não aconteça, o Iraque ficará sob a órbita de influência iraniana e, talvez, russa — o que definitivamente não interessa aos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-create.g?blogID=3611808#_ednref1" name="_edn1" title=""&gt;[i]&lt;/a&gt; Ver o site da Agência RIA Novosti, http://en.rian.ru/.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-480758752176889668?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/480758752176889668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/notas-incompletas-sobre-o-sistema_01.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/480758752176889668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/480758752176889668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/03/notas-incompletas-sobre-o-sistema_01.html' title='Notas incompletas sobre o Sistema Internacional'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1792579679136424962</id><published>2007-01-12T18:00:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T02:59:04.648-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reino Unido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grã-Bretanha'/><title type='text'>O Reino Unido e a Política Realista</title><content type='html'>O espírito pacifista e o ideológico no que toca à chamada 'auto-determinação dos povos' não é mais importante que o interesse estratégico do Estado. E para a manutenção do que se pode compreender como interesse estratégico é sempre necessário, para qualquer Estado, que se mantenha forças armadas capazes.  Não é possível salvaguardar interesses externos sem a possibilidade do uso da força.&lt;br /&gt;Tony Blair, premier britânico, é sensato ao apoiar as ações militares britânicas na defesa dos interesses tidos como britânicos. Ainda que essas ações sejam vinculadas, também, à política norte-americana, é sabido que os interesses estratégicos britânicos e norte-americanos são de certo modo fundidos. Desde que, a partir da Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico cedeu sua prevalência, em todo mundo, para os EUA o fez não com resistência, mas como uma aceitação de seu papel de uma potência de segundo nível se comparada a EUA e, no contexto do imediato pós-guerra, à URSS.&lt;br /&gt;Há tempos a marinha britânica não é a senhora dos mares. Ceder esse papel aos Estados Unidos não foi algo agradável, mas em vista de suas afinidades políticas e culturais, era o único caminho a ser percorrido.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RagIII9JghI/AAAAAAAAAAw/Pc_z7Tjlw10/s1600-h/british_.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5019270720640352786" src="http://bp3.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RagIII9JghI/AAAAAAAAAAw/Pc_z7Tjlw10/s320/british_.jpg" style="cursor: pointer; float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt;A perda da prevalência fôra tal que, em 1982, os britânicos tiveram importantes perdas na reconquista das &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Malvinas"&gt;Ilhas Falkland-Malvinas&lt;/a&gt;, com oito embarcações postas a pique, sendo uma delas a peça mais moderna da Marinha Real , o HMS Shiffield. Dessa vez o que outrora foi uma colônia, a Argentina, pôde com uma aventura insensata do então ditador argentino, Galtieri, mobilizar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;toda&lt;/span&gt; a Marinha Britânica. A Guerra não se tornou um problema maior para os britânicos em vista do apoio velado do Chile. Este, ao apoiar britânicos e terem um histórico de rivalidades com os argentinos, obrigaram a Argentina a manter o principal de suas forças longe do conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se quer aqui, atacar a 'glória' das forças britânicas ou fazer menção à sua decadência. O que é óbvio, e Tony Blair parece sabê-lo com clareza, é que se se quer manter uma política ativa, é necessário, sempre, lançar mão do uso de forças militares. Os britânicos, também não estão interessados em reviver as glórias passadas. Isso seria ridículo. Ainda mais se se levar em consideração o passado imperialista britânico, altamente eficaz em dominar populações e territórios imensamente maiores que as Ilhas Britânicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento presente, a situação internacional altera-se gradativamente. O que outrora eram territórios coloniais, como a China ou a Índia, despontarão, em menos de cinqüenta anos, como grandes potências. Provavelmente de vocação terrestre e não marítima, como a Grã-Bretanha e os EUA. A Rússia, será provavelmente, ainda, a maior potência terrestre. Diante da aparente recusa da União Européia em seguir um caminho realista para sua política externa, o caminho defendido por Blair, simples e óbvio no contexto europeu, é exemplo de que ainda existem políticos realistas não dispostos a aceitar o papel defensores da paz como máscara para a impotência militar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a defesa de Blair ao uso dos meios militares, ver  reportagem da &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u59953.shtml"&gt;Folha de São Paulo&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1792579679136424962?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1792579679136424962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/01/o-reino-unido-e-poltica-realista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1792579679136424962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1792579679136424962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2007/01/o-reino-unido-e-poltica-realista.html' title='O Reino Unido e a Política Realista'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RagIII9JghI/AAAAAAAAAAw/Pc_z7Tjlw10/s72-c/british_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-2073499033609933323</id><published>2007-01-01T18:00:00.001-02:00</published><updated>2010-03-14T12:56:21.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Oriente Médio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Saddam Hussein'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estados Unidos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iraque'/><title type='text'>Erros estratégicos: o espetáculo da morte</title><content type='html'>Os EUA e a mídia internacional fizeram da execução de um homem um fenômeno de mídia sem precedentes. Mesmo os nazistas, quando faziam suas execuções em massa, cuidavam que ninguém soubesse.&lt;br /&gt;A execução de um homem que era chefe de Estado de um país sem poderes e semi-destruído como a máxima realização da única superpotência mundial é imoral. Entretanto mais infame é a forma como se tratou a vida de um ente humano e o espírito de vingança relacionado a ele. Paga-se com a morte de Saddam os mortícinios perpetrados por ele. Como se isso fosse talvez melhorar a situação que, de ora em diante, persiste.&lt;br /&gt;Uma vingança sem legitimidade moral, dado que os EUA jamais foram diretamente desafiados. Mas a imoralidade não cessa apenas nisso. Saddam, quando conveniente aos interesses norte-americanos, foi subsidiado, como na Guerra Irã-Iraque. Na aventura caudilhesca em 1990-91, cometeu seu último equívoco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se quer aqui elevar a execução de Saddam Hussein como um grande crime ou injustiça. Simplesmente o que se quer ressaltar é a maneira bizarra de como a morte de uma pessoa, um assassinato, pode ser promovido a um espetáculo planetário. Sensacionalista de um modo tão terrível. Não é necessária grande sensibilidade para perceber as imagens transmitidas em tempo real da corda sendo atada no pescoço de Hussein como uma barbarização. E tudo isto a ser proferido como se fosse um pretenso ato de justiça.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RZbrcJtARxI/AAAAAAAAAAY/WbZxhMRhdi0/s1600-h/iraque.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5014454103997171474" src="http://bp0.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RZbrcJtARxI/AAAAAAAAAAY/WbZxhMRhdi0/s320/iraque.jpg" style="cursor: pointer; float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não o é. Trata-se apenas de uma execução, com formalidades jurídicas ao gosto de ideólogos, cuja estreiteza de pensamento confunde legitimidade com o aparato racional-legal. Também não se fala de que "direito" os EUA têm de executá-lo. Não, é uma questão de força, de potência, e o direito, aqui, cede lugar à violência, à força dos vencedores da  guerra a fazer a história  à sua maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante, no fim das contas, é que provavelmente esse será um dos únicos efeitos da invasão norte-americana. Além da imersão do Iraque à uma condição de guerra civil, ao mesmo tempo que, cada vez mais objetivamente, o único Estado capaz de resistir ao poderio norte-americano na área, capacita-se no fabrico de armas de dissuasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no momento que os EUA decidiram pela intervenção no Iraque, a situação era desfavorável aos interesses norte-americanos, dado que Saddam Hussein estava a negociar já petróleo em Euros, favorecer empresas não norte-americanas na extração de petróleo, além de, fatalmente, poder fechar acordos com um potencial rival à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pax americanna&lt;/span&gt;, a China. O que se vê hoje, no momento presente, é a objetivação de um erro estratégico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saddam, bem ou mal conseguia manter Estado iraquiano a funcionar. Era um fator para assegurar a estabilidade interna e mesmo externa, pois poderia, como foi na década de 1980, ser usado como títere das potências ocidentais contra o Irã. No momento presente é exatamente o oposto que ocorre. O Irã talvez já possua os meios para a fabricação de artefatos nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que com a instabilidade originada pela ocupação estadunidense, os xiitas, grupo majoritário no Iraque, ressentidos e sedentos pela desforra, não cessarão de combater a minoria sunita: os combates entre cada um dos grupos tem sido assaz sangrentos. A esse fato há de se somar que, mesmo que a  política global norte-americana tenha objetivos estratégicos de grande importância, ela deve ceder às decisões políticas dos eleitores; sabe-se já que boa parte do eleitorado nos EUA é contrária à ocupação. E, mais importante, o próprio comando militar norte-americano reconhece, em certa medida, que não se pode manter a situação iraquiana por muito tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a guerra promovida pelos EUA acabará, por certo, como um sério revés aos seus interesses. Fatalmente, no momento que os EUA deixarem a Iraque, abrirão espaço para iranianos e russos, num primeiro momento. Em seguida a União Européia. Como se vê, tudo o que os EUA não querem poderá acontecer: uma rival diplomático de longa data ganhando influência e, seu mais importante rival geopolítico, a Rússia, que não cede em seu apoio ao Irã, fatalmente colhendo louros por sua diplomacia consistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tanto Rússia e Irã não têm sequer uma fração da capacidade econômica norte-americana, os investimentos, se depois que a guerra civil terminar, econômicos europeus, chineses e mesmo japoneses serão mais bem vindos. E isto é muito importante, pois demonstra com grande evidência o erro estratégico estadunidense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Estados Unidos poderiam ter feito uma ocupação efetiva logo na primeira  guerra do Iraque sem a necessidade de destruir o Estado iraquiano, sem ter que derrubar Saddam e fazer da ocupação algo de positivo para a economia iraquiana ao reconstruí-la e torná-la dinâmica ao mesmo tempo que a colocasse em certo nível de dependência. As condições objetivas eram presentes. Saddam é um sunita e como tal favorável à separação entre o clero e o Estado, assim como a Turquia o é. Mas, ao atender apelos de conservadores e ufanistas passionais, que jactam-se do poderio norte-americano, preferiu-se a ação militar. Não se sabe o porquê da miopia política demonstrada neste caso, uma vez que se sabe que os Estados Unidos são uma potência multidimensional e poderiam trazer o Iraque para sua órbita sem ação militar, sem tantas mortes e com uma finalidade inquestionavelmente progressista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabem da capacidade de uma economia capitalista de destruir estruturas antiquadas e assim acabar de uma vez por todas com o prestígio dos xiitas no Iraque. E esta ação seria, por outro lado, uma forma de elevar o prestígio norte-americano na região, sabidamente atroz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia dizer que isto seria contra o interesse norte-americano de conseguir petróleo por baixos preços ou mesmo de assegurar fornecimento de petróleo para empresas norte-americanas. O segundo objetivo é claro e, evidentemente, está na pauta da diplomacia norte-americana. Já o primeiro não é tão facilmente defensável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento dos preços do petróleo favorece a reorientação da matriz energética dos EUA ao mesmo tempo que torna mais caro o desenvolvimento do rival estratégico da vez, que cada vez mais se legitima como tal, a China. Mesmo que os Estados Unidos não tenham assinado o Protocolo de Kyoto, eles sabem que não poderão manter um nível de consumo de combustíveis fósseis no nível em que está. O aquecimento da Terra é um fato consumado. E a mudança da matriz energética é visível: os Estados Unidos aumentam sua produção de álcool sistematicamente. Suas empresas, como a GM, estão na ponta das pequisas com motores a hidrogênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que tenha sido um erro importante a ocupação militar no Iraque, pelo menos os objetivos secundários foram atingidos. Os preços do petróleo aumentaram, a matriz energética altera-se a passos largos. Mas a ideologia norte-americana foi desgastada. Seu prestígio é cada vez menor em áreas importantes. A liberdade de expressão serviu apenas para ressaltar a imoralidade escondida por trás das grandes empresas de mídia, que fizeram da morte de Saddam um evento planetário bárbaro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-2073499033609933323?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/2073499033609933323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/12/erros-estratgicos-o-espetculo-da-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2073499033609933323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/2073499033609933323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/12/erros-estratgicos-o-espetculo-da-morte.html' title='Erros estratégicos: o espetáculo da morte'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_TLiOrnyiUXE/RZbrcJtARxI/AAAAAAAAAAY/WbZxhMRhdi0/s72-c/iraque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-6687858754221591094</id><published>2006-12-29T14:38:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T03:04:30.688-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política econômica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FHC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimentismo'/><title type='text'>Lula e FHC</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A única fundação hígida para um grande Estado — e que o diferencia de um pequeno Estado — é o egoísmo de Estado, não o romantismo; e não é digno de um grande Estado lutar por algo que não diz respeito ao seu próprio interesse.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Otto von Bismarck&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h4&gt;I. Do problema&lt;/h4&gt;Qualquer indivíduo observará que não é necessário, por parte de uma elite dirigente, grande competência política para engendrar num país com a dimensão do Brasil um processo de desenvolvimento político e social que inexoravelmente o coloque numa posição de grandeza. Provavelmente, mesmo que esta elite dirigente não deseje a posição de potência para um Estado desse naipe, certamente ele será um jogador, no âmbito das relações entre seus pares, digno de ser levado a sério. E isto não é ufanismo nacionalista. Um olhar desinteressado sobre a realidade refletirá objetivamente, com força lógica indiscutível, tal assertiva. Por outro lado, incompetência e ingenuidade políticas colossais são necessárias para atravancar esse processo.&lt;br /&gt;É possível que as elites brasileiras, incluindo parte da intelectualidade marcadamente deslumbrada com teorias alienígenas às condições locais, tenham, desde a redemocratização, perdido qualquer noção concreta do que seja governar um país tendo em vista objetivos minimamente estratégicos. Se se observar a trajetória brasileira no século passado, ficará evidente que foi o de um curso de enorme desenvolvimento econômico. Vargas, Kubitschek e Médici representam, mesmo que com práticas políticas antagônicas, visões claras a respeito do que se pode entender como desenvolvimento econômico e planos estratégicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;II. FHC&lt;/h4&gt;É possível, então, tornar clara que abordagem será utilizada nesse trabalho. Ela não se confunde com uma tomada de posição pura e simplesmente contrária ou favorável aos dois políticos que ilustram o título do presente texto. Pretende-se aqui esboçar um quadro pretensiosamente sistemático acerca das diferenças dos governos, em especial da gestão da política econômica, no período de 1996 e 2005, de FHC e Lula. É claro que a tarefa será limitada, em especial pela escassez de dados consolidados sobre o governo petista quando comparado ao de FHC — e também pela dimensão, assaz limitada, deste escrito. Por outro lado, o texto será erigido de acordo com uma avaliação prática, qual seja, a de que o principal objetivo de um governante brasileiro, qualquer que seja sua coloração política, deve ser a promoção do desenvolvimento econômico e social no sentido de alcançar objetivos que são óbvios de acordo com interesse de qualquer Estado: (a) o controle decisório sobre sua economia, sem a possibilidade de ingerência estrangeira; (b) a diminuição das desigualdades sociais e econômicas via desenvolvimento dos meios de produção ou do mercado; (c) a melhor exploração das potencialidades territoriais além do desenvolvimento de meios objetivos para sua defesa; (d) a integração econômica das diferentes regiões geográficas do Brasil; e (e), por fim, a manutenção de uma diplomacia responsável tendo em vista as capacidades objetivas do poder nacional que vise, de um lado, na integração econômica da América do Sul e, por outro, na defesa dos interesses brasileiros&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftn1" id="_ftnref1" name="_ftnref1" title=""&gt; [1] &lt;/a&gt; no mundo.&lt;br /&gt;Deste modo é possível seguir para o primeiro ano do período abordado e ressaltar, ainda que rapidamente, um quadro sobre o contexto histórico. O Brasil, em 1996, estava no segundo ano do governo de FHC, marcado, como se sabe, pela &lt;i&gt;necessidade&lt;/i&gt;, manifesta pelo então presidente da República, de enterrar a Era Vargas. Deste modo o Brasil fez, tardiamente, o que tanto a Argentina e o México fizeram, ao seu modo, alguns anos antes: a promoção de uma política econômica marcadamente liberal, que consistia na privatização de empresas públicas e na abertura do mercado interno aos produtos estrangeiros, no caminho do tresloucado Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este processo, chamado então pela situação política como &lt;i&gt;modernização&lt;/i&gt;, estava acompanhado do Plano Real e de uma guinada na política econômica brasileira que visava acabar com o ambiente hiperinflacionário, tido a partir de então, como o bode-expiatório para todos os males do Brasil&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftn2" id="_ftnref2" name="_ftnref2" title=""&gt; [2] &lt;/a&gt;. O principal efeito ao Plano Real foi deixar, a partir de 1994, em paridade de valor a moeda brasileira em relação ao dólar, no mesmo momento em que mercado brasileiro era aberto às empresas estrangeiras. Daí se seguiu uma abertura ainda mais audaciosa do mercado, visto que o aumento repentino do poder de compra da moeda brasileira ocasionou um choque de demanda que, sem o uso desse recurso, faria a economia voltar à situação hiperinflacionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A orientação liberal de FHC enfatizou, por outro lado, que os investimentos em educação deveriam privilegiar a educação básica. Com isto se viu no período FHC o gradual sucateamento das universidades federais e a instauração, onde o PSDB encabeçou governos estaduais, de dispositivos que visariam, teoricamente, a saneamento dos males da educação; entre elas a malfadada &lt;i&gt;progressão continuada&lt;/i&gt;, no Estado de São Paulo, que consiste num dispositivo que impede a repetência escolar pura e simplesmente, sem que os alunos tenham formação para tal. Além disso, a criação das Agências Reguladoras, &lt;i&gt;independentes&lt;/i&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftn3" id="_ftnref3" name="_ftnref3" title=""&gt; [3] &lt;/a&gt;, entre elas as Agências do Petróleo, das Telecomunicações, entre outras, sobrepondo-as aos Ministérios das Minas e Energia e Telecomunicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda liberalizante prosseguiu com as privatizações e os fundos públicos destinados a elas. Empresas do Sistema Telebrás não foram simplesmente privatizadas. Elas o foram com o auxílio de linhas de créditos do BNDES, mesmo que as empresas interessadas fossem majoritariamente estrangeiras. É interessante que, além de colocar boa parte do parque produtivo nas mãos de empresas estrangeiras, o governo brasileiro ainda fomentou, com dinheiro público, o processo que implodia a capacidade decisória e independência econômicas. Esta política foi continuada também em outras linhas de crédito, promovidas pelo BNDES: um exemplo notório é o financiamento de mais um bilhão de reais para a DaimlerCrhysler para a construção de uma fábrica da Dodge no Estado do Paraná sem que fosse exigida qualquer contrapartida por parte do financiado. Menos de quatro anos depois, a DaimlerCrhysler abandonou a planta. O aparente paradoxo de se financiar o capital externo com dinheiro do FAT, Fundo de Amparo ao Trabalhador, via BNDES, foi transformado durante a era FHC em política modernizadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se viu com este tipo de gestão da política econômica é conhecido: um crescimento do PIB declinante a médio prazo e um aumento sistemático do endividamento externo e interno gerando uma situação de estagnação econômica e mesmo de empobrecimento se se comparar o desempenho do PIB e o crescimento vegetativo (ver Anexo, gráfico 1). Isto se deu porque governo FHC manteve, até 1999 a moeda artificialmente valorizada, financiando através de endividamento externo a capacidade de consumo dos brasileiros. Com isso aumentou a dependência externa do Brasil em relação ao FMI, entidade sabidamente controlada pelos países desenvolvidos ao mesmo tempo em que entregava, em condições altamente vantajosas, o parque produtivo nacional com a estratégia de privatização desestruturadora da economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isto, o Estado deixou de investir em infra-estrutura pra financiar o consumo, com gigantescos déficits da balança comercial e de conta corrente (ver Anexo, Tabela 1). O Endividamento passou de pouco mais 34% do PIB em 1997 para perto de 60% em 2002&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftn4" id="_ftnref4" name="_ftnref4" title=""&gt; [4] &lt;/a&gt;. Assim veio a crise do &lt;i&gt;Apagão&lt;/i&gt;, em 1999 e a subjugação da gestão econômica brasileira ao ditames do FMI. O mercado interno se deprimiu, o desemprego aumentou sistematicamente, passando apenas a diminuir em 2003 (ver Anexo, tabela 3, acerca da grande São Paulo). A concentração de renda aumentou em quase todos os Estados brasileiros, juntamente com a desigualdade social (ver Anexo, tabela 4). O Estado passou a aumentar a carga tributária para conseguir rolar a dívida, sufocando ainda mais o desenvolvimento econômico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cortes de gastos, já a partir de 1999, fizeram com que, gradualmente, parte do parque industrial brasileiro fosse sucateado, num processo de desindustrialização sem precedentes. O complexo militar brasileiro foi abandonado. Empresas como Engesa e Avibrás, viram-se no pior dos mundos, sendo que a primeira foi obrigada a fechar as portas. A falta de investimentos em infra-estrutura a liberalização econômica, fez com que empresas como a Cobrasma e os estaleiros no Rio de Janeiro falissem. A Grande São Paulo enfrenta até o momento presente uma onda de desemprego estrutural devido a abertura mal planejada do mercado. A renda real do trabalhador sistematicamente diminui (ver Anexo, Gráfico 3, acerca da Grande São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se observa de acordo com o exposto, o legado dos anos de FHC é tudo, menos desenvolvimentista. Seu papel foi, realmente, o de enterrar a “Era Vargas”, o fantasma que sempre mostrará que o papel exercido pelo seu governo foi o de &lt;i&gt;desconstruir &lt;/i&gt;o Brasil fazendo-o, sob certos aspectos, voltar à situação colonial. Possivelmente, o governo FHC promoveu essa política tendo em vista sua teorização, esboçada em uma de suas obras, segundo a qual uma estratégia de relacionamento e de abertura do mercado aos países do centro capitalista viriam não a assegurar o caráter da dependência econômica, mas, fundamentalmente, que esta associação viesse a assumir a o matiz de uma relação de interdependência&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftn5" id="_ftnref5" name="_ftnref5" title=""&gt; [5] &lt;/a&gt;. Escusado dizer que a ingenuidade de tal assertiva é notória e, mesmo assim, por mais contraditório que possa parecer, FHC sustenta, ao mesmo tempo, que as relações entre o Centro e a Periferia são como as relações entre dominantes e dominados. É possível entender então, dada a assimetria das relações, que a interdependência surge de sua teorização como um milagre semântico. Submeter um país inteiro à prova de uma teoria, que é o que parece ser, é uma atitude irresponsável e egocêntrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h4&gt;III. Lula&lt;/h4&gt;No esteio de FHC, Lula assumiu a Presidência da República sob o discurso ideológico da mudança, depois de enfrentar, no ano das eleições em 2002, um surto oportunista de especulação financeira possível por conta da posição financeira vulnerável resultante da política engendrada pelo governo FHC. Apesar do seu discurso ideológico, já na &lt;i&gt;Carta ao povo brasileiro&lt;/i&gt;, o PT se comprometeu a não promover mudanças bruscas na orientação da política macro-econômica, visando uma alteração dos rumos da política gradual.&lt;br /&gt;Este comprometimento com a política anterior indica, ao mesmo tempo, uma maturação da sociedade brasileira com múltiplos interesses e moderna — ainda que, do ponto de vista de desenvolvimento econômico, o legado de FHC seja um retrocesso —, e também, o amadurecimento das instituições do Estado Democrático de Direito. Isto certamente possibilitou aos defensores do governo do PSDB se auto-intitularem ainda como &lt;i&gt;modernizadores&lt;/i&gt;. Isto não é inteiramente equivocado e tampouco completamente correto. Certamente, o país tornar-se-ia moderno devido à sua própria dinâmica política e econômica, dado o seu gigantismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As diferenças de Lula e FHC são pequenas. Implicam numa mudança de enfoque que pode ser grosseiramente sistematizada em alguns pontos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt; Maior aparelhamento da máquina do Estado, com a contratação de mais quadros (em oposição ao viés liberal de FHC);&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Maior investimento em educação superior, com a criação de novos campi das universidades federais e a facilitação do acesso da população de baixa renda ao ensino superior privado&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Favorecimento da empresas brasileiras nas compras do Estado e de empresas públicas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Aumento das políticas de inclusão e valorização de minorias discriminadas e também de programas assistencialistas;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Aumento do crédito dirigido para investimento e mecanismos de crédito para o consumo (ver Anexo, tabela 2), quase dobrando o total de crédito disponível na economia em três anos de governo;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Política externa mais eficaz, bem como o incentivo ao aumento das exportações — com efeitos benéficos sobre o nível endividamento e a diminuição da vulnerabilidade externa.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;As diferenças são claras, mostram uma coloração política distinta que ressalta o viés menos liberal e, portanto, mais dirigista e intervencionista da gestão econômica. Por outro lado, o comprometimento com a política anterior, exaure, em grande medida, a capacidade de mudança dessa política. As taxas de juros ainda são demasiado altas, fazendo com que toda a economia transfira, numa escala sem precedentes, rendas do setor produtivo para o setor financeiro, sufocando a produtividade industrial e o dinamismo econômico. &lt;br /&gt;Ainda que as taxas de juros no momento atual estejam a baixar, isto se dá, em grande medida, a um ambiente externo favorável. A situação de vulnerabilidade externa ainda permanece, ainda que as exportações e as contas nacionais tenham melhorado visivelmente. Se, em algum momento, a situação externa piorar, provavelmente a situação atual se deteriorará num nível similar a 1999 ou 2002.&lt;br /&gt;Como o crescimento econômico conseguido nos últimos anos ainda continua pífio, apenas marginalmente a situação melhorou. O nível de renda dos trabalhador continua estagnado, ainda que a o desemprego tenha cedido ligeiramente (ver Anexo, tabela 3 e gráfico 3). O Estado ainda precisa de altas rendas para honrar seus compromissos, o que faz com que a carga tributária permaneça sufocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente se ao cabo dos anos promoverem-se mudanças mais profundas, como o abandono do sistema de metas da inflação e uma gestão da máquina estatal mais eficaz, bem como a redução da carga tributária é que se poderá pensar, incontestavelmente, em avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, os constantes equívocos e a aparente ingenuidade política do PT parecem pôr em risco a sua capacidade de governar, dado que os escândalos, que se tornaram costumeiros, vem à tona como coisa corriqueira, solapando sua legitimidade, tornando-o fisiologista e sectário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, tanto em FHC quanto em Lula, há a aparente falta de um projeto claro e preciso do que eles desejam para o país. Não há metas, não há estratégia, o governo parece se fazer por imediatismo irresponsável, ao sabor das polêmicas mesquinhas da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" size="1" width="33%" /&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftnref1" id="_ftn1" name="_ftn1" title=""&gt;[1] &lt;/a&gt;Estes interesses, no momento presente, não parecem claros à elite política brasileira. Possivelmente, apenas em algumas instituições ainda há a tentativa efetiva de se esboçar que seriam esses interesses. Entre eles, podem citar algumas Universidades públicas, como a UFRJ e a USP, e instituições do Estado como o Itamaraty e a ESG, Escola Superior de Guerra. As classes políticas, entretanto, parecem ter ouvidos moucos para as discussões e o conhecimento produzido nessas instituições.&lt;br /&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftnref2" id="_ftn2" name="_ftn2" title=""&gt;[2] &lt;/a&gt; Entretanto, o crescimento econômico brasileiro, em todo o século XX se fez num contexto de inflação grande ou gigantesca. No governo FHC todos os males econômicos foram atribuídos equivocadamente ao &lt;i&gt;monstro&lt;/i&gt; da inflação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn3"&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftnref3" id="_ftn3" name="_ftn3" title=""&gt;[3] &lt;/a&gt; É interessante notar como a sociedade brasileira aceitou, sem mais, um embuste ideológico desse tipo. Independência do que? Dos interesses da sociedade brasileira?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn4"&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftnref4" id="_ftn4" name="_ftn4" title=""&gt;[4] &lt;/a&gt; Ver boletim do Banco Central do Brasil — Relatório Anual 2000, p. 106 e Boletim do Banco Central do Brasil — Relatório Anual 2005, p. 92.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn5"&gt;&lt;a href="http://www2.blogger.com/post-edit.g?blogID=3611808&amp;amp;postID=6687858754221591094#_ftnref5" id="_ftn5" name="_ftn5" title=""&gt;[5] &lt;/a&gt; Cardoso, F. H. &amp;amp; Faletto, Enzo, &lt;i&gt;Dependência e Desenvolvimento na América Latina&lt;/i&gt;, Zahar, Rio de Janeiro, 1970.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Anexo de tabelas e gráficos &lt;a href="http://www.superwerke.eti.br/totalidade/1996_2006_graf.pdf"&gt;clique baixar arquivo&lt;/a&gt; (220 Kb).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-6687858754221591094?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/6687858754221591094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/12/lula-e-fhc.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6687858754221591094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/6687858754221591094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/12/lula-e-fhc.html' title='Lula e FHC'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-1723950068216274281</id><published>2006-11-17T13:27:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T03:03:59.096-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia fenomenológica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='psicanálise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria social'/><title type='text'>Psicanálise como farsa, 'serviço social' como descolamento da realidade</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Psicanálise&lt;/h2&gt;Ela [A  psicanálise] envolve uma tensa situação social em que o  indivíduo é levado a repu­diar sua antiga concepção de si mesmo e a assumir uma  nova identidade, a que foi programada para ele na ideologia psicanalítica.  Aquilo que os psicanalistas chamam de "transferência", a intensa  relação social entre analista e analisando, consiste essencialmente na criação  de um meio social artificial dentro do qual possa ocorrer a alqui­mia da  transformação, ou seja, dentro do qual essa alqui­mia possa tornar-se plausível  ao indivíduo. Quanto mais durar a relação e quanto mais intensa se tornar, mais  o indivíduo se liga à sua nova identidade. Finalmente, ao ser  "curado", essa nova identidade já se tornou realmente aquilo que ele  é. Portanto, não há por que negar, com uma gargalhada marxista, a afirmação do  psicanalista de que seu tratamento será mais eficiente se o paciente o visitar  com freqüência, durante muito tempo, e lhe pagar hono­rários consideráveis.  Conquanto seja óbvio que isto coin­cide com o interesse econômico do analista,  é bem plau­sível sociologicamente que a atitude esteja fatualmente correta. O  que a psicanálise faz é na verdade a construção de uma nova identidade. A  ligação do indivíduo a essa nova identidade aumentará evidentemente na  proporção direta do tempo, da intensidade e do investimento finan­ceiro que ele  aplicou em sua construção. É claro que sua capacidade de rejeitar toda a  história como uma impos­tura se tornará mínima depois de ele haver investido vá­rios  anos de sua vida e uma quantia astronômica de dinheiro. pp. 111-112.&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Serviço Social&lt;/h2&gt;[...] O serviço social  norte-americano tem sido muito mais influenciado pela psicologia do que pela  sociologia, no desenvolvimento de sua "teoria". É bastante provável  que isso esteja relacionado com o que dissemos anteriormente sobre as posições  relativas da sociologia e da psicologia na imaginação popular. Há muito que os  assistentes sociais vêm travando uma batalha árdua para serem reconhecidos como  "profissionais" e para ganhar o prestígio, o poder — e a remuneração —  que tal reco­nhecimento acarreta. A procurar um modelo "profissional"  para imitar, verificaram que o mais natural era o do psi­quiatra. E assim os  assistentes sociais contemporâneos recebem seus "clientes" num  consultório, realizam com eles "entrevistas clínicas" de cinqüenta  minutos, registram suas entrevistas em quatro vias e as analisam junto a uma  hierarquia de "supervisores". Tendo adotado a atitude ex­terior do  psiquiatra, era natural que também adotassem sua ideologia. Por isso, a  "teoria" do serviço social americano contemporâneo consiste  predominantemente numa versão um tanto expurgada da psicologia psicanalítica,  uma espé­cie de freudianismo dos pobres que serve para legitimar a alegação dos  assistentes sociais de que ajudam as pessoas de uma maneira  "científica". Não estamos interessados aqui em investigar a validade  "científica" dessa doutrina sintética. Nosso ponto de vista é o de  que ela não só tem pouquíssima relação com a sociologia, como se caracte­riza-se,  na verdade, por uma marcante obtusidade face à   realidade social. A identificação da sociologia com o ser­viço social no  espírito de muitas pessoas é de certa forma um fenômeno de "hiato  cultural", que data de um período em que assistentes sociais ainda não  "profissionais" lida­vam com a pobreza, e não com a frustração  libidinal, e o faziam sem o auxílio de um ditafone.  pp. 14-15.&lt;br /&gt;BERGER, Peter. &lt;i&gt;Perspectivas sociológicas.&lt;/i&gt;  São Paulo, Círculo do Livro, 1976.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-1723950068216274281?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/1723950068216274281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/11/psicanlise-como-farsa-servio-social.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1723950068216274281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/1723950068216274281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/11/psicanlise-como-farsa-servio-social.html' title='Psicanálise como farsa, &apos;serviço social&apos; como descolamento da realidade'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-7271458200190903459</id><published>2006-10-19T16:34:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:03:48.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='juízo de valor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><title type='text'>Dever ser e ser</title><content type='html'>Tomar uma posição favorável a um grupo político não indica, jamais, que este seja superior moral ou intelectualmente ao que se lhe opõe. A escolha clara e enfática cala-se quanto a isso e, exatamente pela clareza e veemência com a qual é dita, dá margem à equivocadas interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha tem que ser feita, irremediavelmente, pois soluções utópicas não existem, a não ser no que respeita ao dever ser. O ser, como se vê, requer a ação a exige, virilmente, que a escolha seja feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posição de juiz imparcial, talvez sirva à filosofia. Na política real ela é tão somente um engodo e dificulta a compreensão. Daí novamente, a necessidade de, mais uma vez, lembrar o que Aron diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"Mais vale compreender a diversidade dos mundos existentes do que sonhar com um mundo que não existe mais, porque a realidade não é agradável."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raymond Aron, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paz e guerra entre as nações&lt;/span&gt;, p. 203. &lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ou de forma algo mais direta e rude - de acordo com a crueza do mundo - não é porque os conflitos humanos sejam sangrentos e injustos que isso poderá servir de justificativa para não se tomar parte em um dos lados. Não é porque sejam "vis", que se pode deixar de vê-los como são. É um dever de integridade moral tomar parte. A posição 'imparcial' mascara prepotência e covardia de quem está preocupado como o que deveria ser e fecha os olhos covardemente diante da realidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-7271458200190903459?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/7271458200190903459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/10/dever-ser-e-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7271458200190903459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/7271458200190903459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/10/dever-ser-e-ser.html' title='Dever ser e ser'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-4643213463405130102</id><published>2006-09-04T12:26:00.003-03:00</published><updated>2010-03-25T21:55:04.082-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria do conhecimento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='epistemologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metotodologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='metateoria'/><title type='text'>Para a crítica metodológica</title><content type='html'>&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Theories are nets cast to catch what we call “the world”: to rationalize, to explain and master it. We endeavour to make the mesh ever finer and finer.&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;— Popper, Karl.&lt;i&gt;&amp;nbsp;Logic of scientific discovery&lt;/i&gt;, Lutchinson, London, 1959, p. 59.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Os escritos apresentados aqui, quando não são reproduções de textos alheios e que, por isso, não é possível responsabilizar o autor dessas linhas por eles, a não ser, é claro, pela significância atribuída a eles como dignos de serem lidos ou, ao menos, reproduzidos, têm ao menos dois aspectos que devem ser observados criticamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;O primeiro deles é que provavelmente, em vista da formação sociológica do autor, serão, por assim dizer, dotados de um caráter provisório tão acentuado que provavelmente não mereçam ser lidos. E isto não por conta do tipo de público ao qual se dirige este blog — os textos aqui são dirigidos a todo e qualquer público. Simplesmente porque não é possível para o autor dessas linhas ter um domínio sobre a teoria sociológica que lhe permita propagar enunciados sociológicos originais e válidos da mesma forma que alguém que se dedique a esta prática profissionalmente. Entretanto, para que este problema seja resolvido, é necessário, do ponto de vista da Sociologia ou, pelo menos, da perspectiva da Metodologia e da crítica metodológica, que se aponte quais as falhas existentes que nem sempre serão vistas pelo autor. Dito de forma mais simples: a crítica é bem vinda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Mas não toda. É necessário dizer que os problemas apontados terão de ser ditos, enfocados e tratados tendo em vista a Metodologia das Ciências, isto é, não se levará em conta qualquer tipo de comentário pretensamente crítico que não leve em consideração uma forma básica de Sociologia e que não tenha, ao menos logicamente, uma estrutura discernível. Se os comentários ou críticas basearem-se em formas que não possam ser justificadas ou explicadas logicamente, não serão respondidos. Tampouco serão publicados no corpo deste blog.&lt;i&gt; &lt;/i&gt;Aqueles que atenderem uma forma lógica mínima ou que consistirem em dúvidas serão prontamente respondidos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;É necessário dizer, também, que aqui se parte do princípio da unidade metodológica da Ciência, isto é, de que toda ciência compartilhe da mesma gramática profunda de seu discurso, ou seja, que toda a ciência esteja arquitetada de acordo com um corpo de regras lógicas e epistemológicas comum. Não importa se se trata da Geografia, Sociologia ou Geologia, Biologia e Química. As diferenciações que existirão entre uma e outra tratar-se-ão de não mais que arranjos teóricos e técnicos que dizem respeito a natureza do objeto explicado por cada uma, visivelmente diferentes quando se trata, por exemplo, da Sociologia ou da Biologia. Não se pode usar a Hermenêutica Compreensiva para explicar a mitose celular. Assim como não se pode usar a Teoria da Evolução para explicar o processo histórico. Os objetos da Biologia e Sociologia são distintos e exigem enfoques teóricos igualmente distintos, ainda que, ao fim e ao cabo, gozem do mesmo estatuto científico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;O entendimento da Ciência pode ser melhor compreendido tendo em vistas obras como “&lt;i&gt;A lógica da pesquisa científica&lt;/i&gt;”, de Karl Popper, ed. Cultrix/Edusp e alguns dos muitos textos metodológicos de Max Weber. Aqui se faz necessário um domínio mínimo de questões metodológicas. Em suma, será, inicialmente, a partir de premissas popperianas e weberianas que será entendida a Ciência e a Sociologia, mas não apenas delas. A Metodologia é ampla e não se resume à obra desses autores.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;O segundo aspecto a ser tomado em consideração é que qualquer tomada de posição de valor será executada no Totalidade de forma clara e precisa. E isto porque não é possível, jamais, escrever um o texto, qualquer que seja, sem um mínimo posicionamento de valor. Quando se tratar de um fenômeno de ordem estritamente política, como costuma ser o tratamento dado à questão da dominação política (principal tema deste blog), o uso do instrumental teórico será dado claramente. Assim como serão feitos, de modo igualmente claros, os juízos de natureza política. Se, por exemplo, o objeto de enfoque seja um dado Estado dentro do Sistema Internacional, a explicação das ações deste Estado tenderá a seguir a Teoria Realista das Relações Internacionais. Não é necessário a explicação do que vem a ser esta teoria por ora. Por enquanto, um mínimo conhecimento da bibliografia da área se faz necessário, em especial da obra da Raymond Aron. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Quando um certo posicionamento teórico for por demais influenciado por critérios de valor e não ficarem claros quais são estes, não será obrigação do autor explicitá-los. Isto porque talvez estes valores que nortearam sua conduta não seja claros sequer para ele. Para isso restará a crítica dos que se dedicam a leitura deste árido &lt;i&gt;weblog&lt;/i&gt;. Entretanto, a aceitação do comentário ou crítica não se fará sem antes uma crítica do mesmo. Ou mesmo uma tentativa de análise do mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Por ora, é de se acreditar que esses esclarecimentos sejam suficientes para a continuidade da publicação deste weblog.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-4643213463405130102?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/4643213463405130102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/09/para-crtica-metodolgica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4643213463405130102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/4643213463405130102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/09/para-crtica-metodolgica.html' title='Para a crítica metodológica'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-115696423579412307</id><published>2006-08-30T15:56:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:03:24.837-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mídia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nazismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><title type='text'>Em defesa de Günter Grass</title><content type='html'>&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Notavelmente, certos indivíduos são julgados, publicamente — embora sem a possibilidade de se defender —, por conta de acontecimentos que eles, exatamente na sua condição de indivíduos, não poderiam ter qualquer tipo de controle, visto a natureza política e social das instituições e práticas que foram-lhe impostas pelo desenvolvimento histórico. O indivíduo só é possível na sociedade e, mesmo que supostamente tenha um senso crítico assaz desenvolvido, ele não pode lutar contra instituições que lhe transcendem, que lhe fogem ao controle. Um indivíduo jamais poderá recusar, por exemplo, aprender a língua da sociedade na qual ele nasceu, tampouco poderá recusar-se a seguir convenções ora em voga nessa mesma sociedade, bem como, não poderá deixar de ser o que a sociedade e a comunidade que o cerca espera que ele seja. Se o contrário ocorrer, isto é, se por algum motivo, nem sempre evidente — aliás sempre difícil de compreender causalmente — ele possuir algum tipo de comportamento desviante, certamente lhe será destinado uma posição marginal no seio da sociedade. Se o desvio de comportamento for muito grande, como, por exemplo, no caso de um indivíduo que não seja capaz de um convívio pacífico com seus semelhantes, lhe restará a possibilidade de tratamento psiquiátrico, psicológico ou mesmo, dependendo da intensidade de sua insociabilidade, prisional.   &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;O que se quer depreender é que não existe indivíduo fora da sociedade, ele só é possível dentro da sociedade e só tem sua possibilidade objetiva depois de passar por um processo da socialização. O indivíduo tem que ser ativamente ensinado a conviver com seus semelhantes. Isto é um dado básico para historiadores, sociólogos e pessoas com algum senso crítico ou pessoas que, por exemplo, educam ou já educaram seus filhos: educar é ensinar o que é bom e mau; é ensinar a falar a língua; é incutir valores e responsabilidade, aquela capacidade de responder pelos seus atos. Se os indivíduos são inconscientes desse processo, cabe às Ciências e à Filosofia compreender ou dar as estruturas da compreensão desse tipo de processo, a socialização.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;É apenas por esta razão que não se pode culpar, &lt;i&gt;jamais&lt;/i&gt;, um praça combatente da extinta Wehrmacht alemã pelos horrores do nacional-socialismo: o genocídio judeu e os mais de 50 milhões de mortos da Guerra, bem como o autoritarismo tipicamente fascista que usava a violência contra qualquer tipo de oposição política — restando apenas a atividade subversiva de caráter individual, sujeita, nesse caso, à delação e, por conseguinte, a internação do delatado em um campo de concentração ou extermínio. Tampouco poderá ser imputada qualquer tipo de culpa mesmo que atitude desse suposto combatente seja a da defesa, enquanto militar, de seu país. É só se lembrar que nem todos os alemães, como é óbvio, eram adeptos do nacional-socialismo. Antes de mais nada o combatente defende a sua pátria —, a sua honra e cumprimento do seu dever (não importando o quão ideológico isso possa ser), isto é, do seu papel social imposto pela sociedade — certamente com o sentido já conhecido do zelo tipicamente germânico. Isto é mais notório quando se trata de um país que tem sua existência correlacionada ao militarismo prussiano e às três guerras que lhe deram existência: a Guerra do Schlewig-Holstein, a Austro-Prussiana e a Franco-Prussiana, todas elas provocadas pelo gênio político inquestionável de Otto von Bismarck e conduzidas pelo não menos genial Helmut von Moltke. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Tampouco se pode culpar um praça de dezessete anos por ter se alistado numa das mais temíveis instituições do nacional-socialismo. Um indivíduo de dezessete anos será, sempre, intelectualmente imaturo — mesmo que se trate de um gênio — e, por isso, poderá fazer escolhas equivocadas, o que, entretanto, não dá posição a ninguém de poder julgá-lo, a não ser que ele atente contra a ordem legal estabelecida. Alguém que pretenda julgar um idoso pelos seus excessos de juventude, agirá da perspectiva de um moralismo autoritário, vil e torpe, de uma hipocrisia recalcitrante, típico de mexeriqueiros fúteis, arrivistas insignificantes que usam sua posição — obtida não por mérito, mas em razão das circunstâncias —, para detratar aqueles que são, de algum modo, muito mais relevantes para a sociedade e a cultura. Mas, para aqueles que não têm sua consciência limitada pela duração de sua existência, apenas colocam sua insignificância em relevo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Günter Grass, um dos maiores escritores alemães do século XX, sem dúvida incomparável, ainda que certamente no mesmo nível de importância de Goethe, Schiller, Heine e Mann para a Literatura — e a referência aqui é à Alta Literatura, opondo-se a literatura de massas, o que é claramente uma ponderação valorativa a cerca da natureza dessa arte (que, como toda arte, é aristocrática, avessa à democratismos) —, autor de obras como &lt;i&gt;O tambor&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Anos de cão&lt;/i&gt;, é atacado em um artigo por Gianni Carta, (Carta Capital, n. 408, pp. 46-47) por ter tomado parte na Segunda Guerra Mundial, precisamente nas Waffen-SS, de acordo com o que foi revelado em suas memórias, ademais não lidas pelo autor da crítica.  Carta o trata, por isso, porque, ao que parece, ele entende que isso o possibilita imputar culpa a Grass, quiçá porque isso pode dar azo, no entendimento de Carta, a qualificar Grass objetivamente como um nacional-socialista, um nazista do pior tipo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Grass tomou parte nos combates da Segunda Guerra Mundial ainda adolescente, na época da chamada “Guerra Total” dos alemães, quando todos homens aptos para a Guerra eram convocados e a deserção implicava inexoravelmente na punição com a pena capital. O que Gianni Carta espera de um adolescente? Que ele se ofereça à imolação contra o nacional-socialismo, num ato de resistência passiva? Que ele fuja num ato heroísmo ou, dependendo da perspectiva, de covardia ante a Guerra?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Será que Grass já deveria ser uma figura representativa para a cultura na adolescência da mesma forma que o é hoje, depois de ser reconhecido como um dos maiores escritores em atividade e, portanto, ter uma atitude exemplar que ele, talvez, teria caso já naquele momento possuísse a mesma significância para a cultura alemã que, na época, possuía Heidegger? Este, último, também, acossado injustamente por ter sido enquadrado como um nazista, apenas por ter sido, por curto espaço de tempo, membro do partido nazista. O que o vitimou por demais, tendo vivido por muito tempo dependendo da ajuda de Herbert Marcuse, que enviava víveres pois Heidegger foi impedido de trabalhar por ter sido considerado nazista. Ao que parece, Grass, no entendimento de Gianni Carta, seja merecedor do mesmo suplício injusto e humilhante pelo qual passou Martin Heidegger.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Ao julgar dessa forma Günter Grass, Gianni Carta, julga também a sociedade alemã, pois imputa a ele a culpa pelo Nacional-Socialismo. Carta, entretanto, sequer está na posição de Lech Walesa, ex-presidente polaco, que, de acordo com o exposto no artigo de Carta, faz um juízo duro a cerca de Grass. Segundo Carta, Walesa diz: “Perdi meu pai na Guerra, e Grass estava na SS”. Walesa está envolvido diretamente no conflito e tem, por causa dele, uma enorme perda, que é a da figura paterna. Não pode, pois, fazer um juízo objetivo sobre a significância de Grass e de sua obra. A perspectiva de Walesa é por demais trágica para tanto — ainda que, como se quer fazer crer aqui, ele deveria ter em vista, dado que representa uma figura pública, uma maior sobriedade nos seus comentários e guardar para si especialmente os de caráter mais emotivo, pois sendo a figura pública que é, certamente ele tem noção do alcance político de suas conjecturas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Gianni Carta, por outro lado, não teve o mesmo envolvimento na Guerra que teve Walesa. Está distante dos acontecimentos e, portanto, sem envolvimento de ordem emotiva — como o autor dessas linhas supõe — e mesmo que o possuísse, deveria ter a obrigação e a lisura de dizê-lo claramente, exatamente para se permitir uma avaliação clara de sua posição. Ao agir da forma como faz, entretanto, age como se fosse um vingador dos oprimidos pelo aço nazista, julgando figuras que nada podiam fazer diante de um acontecimento de maior ordem e envergadura, como é o nacional-socialismo e a Guerra. Fazer isso depois que este adolescente se tornou o Günter Grass que qualificamos como grande artista é como atacar a integridade alheia e reconhecida para tentar, a partir disso, obter reconhecimento para si. Nada mais tacanho e mesquinho — que ainda é mais notório uma de suas obras, segundo diz vulgarmente Carta, é uma “droga”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Norbert Elias, sociólogo alemão e, também, judeu, retrata a sociedade alemã e tenta lançar luz sobre o fenômeno do nacional-socialismo em &lt;i&gt;Os alemães&lt;/i&gt;, editado pela editora Jorge Zahar no Brasil. Teve seu pai e mãe mortos em campos de extermínio, mas seu pensamento, entretanto, não é influenciado de modo tão drástico por essa perda. Elias mostra-se capaz de tentar compreender o nazismo sem a todo momento caçar um culpado ou imputar a culpa a alguém. Está, ao contrário, preocupado em saber a causa e compreender o fenômeno do fascismo na Alemanha. E o faz de modo exemplar. E a crítica que se pode fazer ao trabalho dele, terá que ser, fatalmente, sociológica, terá que fazer o uso de um método de validade objetiva para o questionamento de seus resultados, também objetivos. O fenômeno do nacional-socialismo não era, de acordo com o que Elias reporta, diretamente relacionado ao extermínio dos judeus. Pelo que Elias fala, aquela perspectiva não era levada a sério pelos alemães, isto é, não se acreditava que se estava, de fato, falando a sério, pois acreditava-se que era apenas um modo de ser fazer propaganda. Tanto que é que, por outro lado, os responsáveis pelos campos de concentração, não eram pessoas comuns. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;As SS, em especial as &lt;i&gt;Totenkopfverband&lt;/i&gt;e (Formações da Caveira), eram responsáveis pelos campos de concentração e, além disso, pelo “despovoamento” promovido nos territórios soviéticos. Tanto nos campos quanto nos territórios ocupados seus contingentes eram formados majoritariamente por indivíduos que estavam, por assim dizer, à margem da sociedade: ex-presidiários, vadios, criminosos e assassinos, muitos deles retirados de presídios para executarem sua desgraçada tarefa. O Alto-Comando do Exército Alemão impediu, em todos os momentos da Guerra, que suas tropas executassem tal tipo de atividade e as manteve longe dos locais onde esse tipo de ação se dava – exatamente para que não se afetasse o moral das tropas. O código de honra militar, tipicamente prussiano, requeria que o soldado fosse um guerreiro e não um assassino. Entretanto, os soviéticos durante toda Guerra monitoraram, através da Resistência nos territórios ocupados, as ações das SS. O que vem a explicar a atitude das tropas russas quando estes tomaram a ofensiva, a partir de 1943: o massacre das tropas alemãs, mesmo após terem se rendido, e da população civil como represália à ação das SS. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;Por desconhecer a história, talvez Gianni Carta tenha pensado que qualquer membro do SS era um matador de judeus. Não eram. As SS não eram homogêneas, mas se sabe que as Waffen-SS, a qual Grass disse, segundo Gianni Carta, ter participado, lidavam diretamente com ações de caráter militar, na linha de frente ou na defesa do &lt;i&gt;Reich&lt;/i&gt;.  É possível que Grass retrate isso &lt;st1:personname productid="em seu Anos" st="on"&gt;em seu &lt;i&gt;Anos&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; de cão&lt;/i&gt;, visto o personagem Harry Liebenau toma participação na guerra exatamente na mesma época que Grass, o que pode ser um evidente indício biográfico, ainda que Liebenau estivesse lotado na defesa anti-aérea, na Luftwaffe.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-bottom: 6pt; text-align: justify;"&gt;A tentativa de imputação de culpa a Grass levada a efeito de modo por Carta é, como se vê, injusta. É ainda mais quando se observa que ela é parte de uma prática de maior envergadura nos meios de comunicação, em escala global, de atribuir a culpa, a todo instante, aos alemães, de um modo geral, pois tentar atingir, de modo tão descuidado uma figura tão relevante para cultura alemã e imprescindível para a superação do nazismo para própria sociedade alemã — que parece ser o caráter político mais relevante embutido, claramente, na obra de Grass — pode ter uma conseqüência imprevista de grande importância: incutir em parte da sociedade alemã um sentimento mal resolvido de culpa e desejo de revanche contra as sociedades de tipo liberal, contra as democracias liberais, o que pode tornar o fenômeno dos &lt;i&gt;skinheads&lt;/i&gt; neonazistas, algo crônico não apenas para a Alemanha, mas para parte do Ocidente que se identifique de algum modo, com as pretensões de raça superior dos nazistas. Isto é exemplificado pela presença, ainda que marginal, de skinheads &lt;st1:personname productid="em toda Europa" st="on"&gt;em toda Europa&lt;/st1:personname&gt;, e mesmo em locais que ele não deveria existir: Ucrânia, Rússia e mesmo no Brasil e EUA. Afinal, os dois primeiros, assim como os judeus, foram vitimados pelos nazismo como não sendo dignos de não serem mais que escravos dos “arianos”. E no Brasil e EUA, é algo ainda mais bizarro, pois a formação do Brasil é claramente multi-étnica.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-115696423579412307?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/115696423579412307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/08/em-defesa-de-gnter-grass.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/115696423579412307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/115696423579412307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/08/em-defesa-de-gnter-grass.html' title='Em defesa de Günter Grass'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-115586088121283181</id><published>2006-08-17T21:26:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:03:12.278-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otto von Bismarck'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Alemanha'/><title type='text'>Chanceler de ferro</title><content type='html'>“A única fundação hígida para um grande Estado — e que o diferencia de um pequeno Estado — é o egoísmo de Estado, não o romantismo; e não é digno de um grande Estado lutar por algo que não diz respeito ao seu próprio interesse. Meus senhores indiquem-me um objetivo digno de guerra e ter-me-ão ao vosso lado. É facílimo para um estadista acompanhar a onda popular permanecendo no conforto, junto a sua lareira a proferir discursos bombásticos da tribuna, deixando que o público faça soar os clarins da guerra, e abandonando ao mosqueteiro, que sangra o sangue de sua vida nas vastidões nevadas, a tarefa de resolver se a política adotada acaba em glória ou em fracasso. Nada mais simples — mas ai do estadista que, em momento tal, falha em achar causa de guerra que resista à inquirição, uma vez passada a luta!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Prússia, deve reunir todas as suas forças, e manter esse poderio alerta para o momento oportuno, que já varias vezes se perdeu; as fronteiras da Prússia, tais como traçadas pelo tratado de Viena, não favorecem uma tranqüila vida política; os grandes problemas da época serão resolvidos, não por meio de discursos e votações majoritárias — esse foi o grande engano de 1848 e 1849 — mas a ferro e sangue.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Otto von Bismarck&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-115586088121283181?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/115586088121283181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/08/chanceler-de-ferro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/115586088121283181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/115586088121283181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/08/chanceler-de-ferro.html' title='Chanceler de ferro'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-114227858289211373</id><published>2006-03-13T00:07:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:03:00.575-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia compreensiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria social'/><title type='text'>Compreensão do sentido da ação</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;“...o simples fato de alguém adotar para si  determinado comportamento observado em outras pessoas e que lhe parece conveniente para seus fins não é ação social em nosso sentido. Pois nesse caso o agente não orienta sua ação pelo comportamento de outros, mas, a observação desse comportamento permitiu-lhe conhecer determinadas probabilidades objetivas, e é por &lt;i&gt;estas&lt;/i&gt; que orienta a sua ação. Sua ação está determinada causalmente pela de outra pessoa e não é pelo sentido inerente àquela. Quando, ao contrário, se limita, por exemplo, um comportamento alheio porque está “na moda”, porque é considerado tradicional, exemplar ou “distinto” com respeito à determinada classe social, ou por outros motivos semelhantes, então existe uma relação de sentido — seja referente ao comportamento da pessoa imitada, de terceiros ou de ambos. Ambos — o condicionamento pela massa e a imitação — representam casos-limite da ação social  que freqüentemente encontraremos, por exemplo, ao examinarmos a ação tradicional. A causa da fluidez, nesse, bem como em vários outros casos, está em que a orientação pelo comportamento alheio e o sentido da ação própria nem sempre podem ser verificados claramente, nem sempre são &lt;i&gt;conscientes &lt;/i&gt;e ainda mais raramente são completamente conscientes.”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;WEBER, Max. &lt;i&gt;Economia e Sociedade&lt;/i&gt;, Brasília, Ed. Universidade Brasília, 2000, p. 14-5.&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-114227858289211373?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/114227858289211373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/03/compreenso-do-sentido-da-ao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/114227858289211373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/114227858289211373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/03/compreenso-do-sentido-da-ao.html' title='Compreensão do sentido da ação'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-114227936199471041</id><published>2006-03-13T00:05:00.005-03:00</published><updated>2010-03-17T12:04:41.780-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia compreensiva'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relação social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ação social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria social'/><title type='text'>Relação social</title><content type='html'>&lt;p&gt;§ 3 Por “relação” social entendemos o comportamento reciprocamente &lt;i&gt;referido&lt;/i&gt; quanto a seu conteúdo de sentido por uma pluralidade de agentes que se orienta por essa referência. A relação social &lt;i&gt;consiste&lt;/i&gt;, portanto, completa e exclusivamente na &lt;i&gt;probabilidade&lt;/i&gt; de que se aja socialmente numa forma indicável (pelo sentido), não importando, por enquanto, em que se baseia essa probabilidade.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;[...]&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt; 3. Não se afirma de modo algum que, no caso concreto, os participantes da ação reciprocamente referida ponham o mesmo sentido na relação social ou se adaptem internamente, quanto ao sentido, à atitude do parceiro, que exista, portanto, “reciprocidade” &lt;i&gt;neste &lt;/i&gt;sentido da palavra. “Amizade”, “amor”, “piedade”, “fidelidade contratual”, “sentimento de solidariedade nacional”, de um lado, podem encontrar-se do outro lado, com atividades completamente diferentes. Nesse caso, os participantes ligam a suas ações um sentido diverso: a relação é, assim, por ambos os lados, objetivamente “unilateral”. Mas mesmo nessas condições há reciprocidade, na medida em que o agente &lt;i&gt;pressupõe&lt;/i&gt; determinada atitude do parceiro perante a própria pessoa (pressuposto talvez completa ou parcialmente errôneo) e orienta por essa expectativa sua ação, o que pode ter, e na maioria das vezes terá, conseqüências para o curso da ação e a forma da relação. Naturalmente, esta é apenas objetivamente “bilateral” quando há “correspondências” quanto ao conteúdo do sentido, segundo as &lt;i&gt;expectativas&lt;/i&gt; médias de cada um dos participantes. Por exemplo, quando, diante da atitude do pai, o filho mostra, pelo menos aproximadamente a atitude que o pai (no caso concreto, em média ou tipicamente) espera. Uma relação social baseada plena e inteiramente, quanto ao sentido, em atitude &lt;i&gt;correspondentes&lt;/i&gt; por ambos os lados é na realidade um caso-limite. Por outro lado a ausência de bilateralidade somente exclui, segundo nossa terminologia, a existência de uma “relação social” quando tenha conseqüência: que falte de fato uma &lt;i&gt;referência&lt;/i&gt; recíproca das ações para ambas as partes. Transições de todas as espécies constituem aqui, como sempre na realidade, a regra e não a exceção.&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;WEBER, Max. &lt;i&gt;Economia e Sociedade&lt;/i&gt;, Brasília, Ed. Universidade Brasília, 2000, p. 16-7.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;(Estava faltando a referência, agora aí está.)&lt;/p&gt;&lt;div class="indice"&gt;Ler o artigo &lt;a href="http://totalidade.blogspot.com/2010/03/serie-definicoes-relacao-social.html"&gt;Relação Social&lt;/a&gt; de março de 2010 para uma visão geral mais abrangente do conceito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-114227936199471041?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/114227936199471041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/03/relao-social.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/114227936199471041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/114227936199471041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2006/03/relao-social.html' title='Relação social'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-113445436624295507</id><published>2005-12-13T00:05:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T03:02:20.469-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='moral'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><title type='text'>Ideologia, sociedade</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5057/45/1600/lingua.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img align="right" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5057/45/400/lingua.jpg" style="border: 2px solid rgb(204, 204, 204); cursor: pointer; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;" /&gt;&lt;/a&gt;A imagem causa, de certa  perspectiva, uma impressão muito ruim. Não por se tratar de algo que é esteticamente desagradável pois desse viés, trata-se de algo próximo do  irrelevante. Claramente é a violência contra o corpo o mais significativo. Causa  em muitos aflição, um sentimento de aversão trazido pela capacidade de reproduzir imaginativamente  a dor em si mesmo. É possível que esta percepção seja evidente para a maioria  dos indivíduos. A outros, provavelmente, isto será diferente. Quiçá por um  gosto mais refinado ou, simplesmente, pelo desejo socialmente estranho de  sentir a dor — normalmente porque esta está, efetivamente, muito distante de se  materializar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sujeição de um indivíduo a este  tipo de situação é motivada apenas por certo senso estético, influenciado,  claro está, pela reprodução de um comportamento — o que,  obrigatoriamente, não quer dizer atitude — de  massa. Não se trata, como é evidente, de uma prática individual original.  Mas de algo exaustivamente reproduzido, mas  que, ainda assim, mantém certo fetiche na sua realização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este fetiche é facilmente  compreendido quando submetido à perspectiva dos modismos que permeiam à  sociedade. Setores da sociedade submetem-se a isso objetivando trazer a si um  conteúdo de significação amplo, ainda que este conteúdo seja, sob muitos  aspectos, de obscura compreensão; e isto não por se tratar de uma constelação  de significados complexa. Muito pelo contrário. A prática de certos modismos  está vinculada ao desejo de participação dos indivíduos em certos grupos ou  estratos sociais que o praticam. Assim, cada estrato tem seus modismos ou mesmo  certo ritual para indicar a pertença de seus membros a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe-se que são vastos os  modismos, bem como são vastos os grupos sociais e suas práticas determinadas, e  isto nada mais são que obviedades sociológicas. Entretanto, o que é mais  importante é trazer à tona que isto implica em uma outra obviedade sociológica:  a da existência de um sem número de estratos sociais, dos estereótipos com se  diz popularmente, por exemplo, como “modernetes” com seus típicos óculos de  acrílico, dos “hippies” com suas sandálias de couro cru e embuste ideológico  pacifista, dos “yuppies” e sua conhecida falta de senso moral até o típico e  imbecilizado cidadão médio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de diversos grupos  sociais, de inúmeros estereótipos implica, sabidamente, em uma fragmentação  social, na a qual origina-se um discurso que leva à primazia do indivíduo no  seu matiz individualista — escondida, grotescamente, sob o título da individualidade.  Chega-se, pois, a um ambiente onde as “premissas” individuais são tidas como as  mais sagradas coisas deste mundo, simplesmente pelo fato de serem individuais. Cada  indivíduo terá, assim, uma concepção do mundo própria e “válida”, não porque  verdadeira, sim porque individual. No entanto, isso não implica que tais  premissas devam ser seriamente encaradas, até porque estas estão relegadas,  cada vez mais, à esfera do “gosto” ou de preferências que são externas ou  factíveis de serem percebidas do modo mais superficial possível. Como os móveis  para a discussão racional estão em grande medidas ausentes, o relacionamento  social pautar-se-á por preferências representadas de forma objetivamente  material, isto é, por objetos facilmente obtidos no que se costuma chamar, no  momento atual, de a mais importante instituição social, qual seja, o mercado. O  “hippie” conseguirá suas sandálias de couro cru e suas idéias pacifistas da  mesma forma que o “yuppie” conseguirá a sua primeira prostituta, no mercado. No  entanto, mesmo que se &lt;i&gt;comprem&lt;/i&gt; idéias  no mercado, apenas marginalmente elas servirão para ação política. O mais  importante é que elas, no momento atual, servem apenas como rótulos e não  propriamente como idéias para ação política. O que se quer dizer é que tem se  tornado mais importante &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt; pacifista, isto é, auto-intitular-se pacifista sem levar a cabo todas as  conseqüências políticas que o pacifismo implica para o indivíduo. Basta apenas  fazer o uso do estereótipo do pacifista. Não que se quer dizer aqui que a ação  política pacifista não existe. O que está a se dizer aqui é que ela perde, a  cada dia, seu ímpeto, significância e, mais importante, efeito político. E isto  vale para todos os tipos de ação política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esfera da ação política  torna-se apenas um espectro. A esfera da moral, que os circuitos midiáticos  costumam chamar de “esfera da ética”&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;, também está submetida ao mesmo processo  de esgarçamento que passa a ação política, e o mesmo acontece com a totalidade  do tecido social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os atributos do indivíduo são  sublimados. A “liberdade” e a “felicidade”, ademais sociologicamente  inexistentes, relegadas ao seu plano mais rasteiro, servem de justificativa  para o mais desenfreado egocentrismo, encadeando-se de uma maneira sem par com  a fragmentação social existente, intensificando-a. O indivíduo não precisa &lt;i&gt;ser&lt;/i&gt;. Basta apenas &lt;i&gt;parecer&lt;/i&gt;, isto é, utilizar-se dos mais variados estereótipos; e &lt;i&gt;representar&lt;/i&gt;, isto é, agir de modo não se  comprometer com mais determinados papéis sociais, a trocar de valores e  princípios como quem muda a roupa. Relacionamentos não mais se constroem. O  casamento é uma “jaula” e exige comprometimento e dedicação que adultos  infantilizados não estão à altura de cumprir, sendo preferível optar pelo  desregramento e permissividade sexual, no qual cada indivíduo vê o outro como  alguém que pode usar e, depois, descartar como uma garrafa plástica. Os valores  políticos, bem como o senso estético, mudam de acordo com moda. Crianças são  educadas por &lt;i&gt;especialistas&lt;/i&gt; pois seus  pais, infantilizados, são incapazes de educá-los. Assim, o indivíduo “descolado”  é capaz de sentir dor para reproduzir um comportamento e gosto da moda, como o  faz o protagonista anônimo da foto que ilustra esse texto, mas é incapaz de  pensar criticamente sobre si e sobre o mundo que o cerca, preso nas suas pretensas  concepções de mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse modo política perde seu  espaço para concepções de mundo individuais, irrelevantes por si. Feministas de  outrora representam caricaturalmente comportamentos machistas, e a  liberalização sexual, propagada inicialmente pelo feminismo, dá lugar a  pemissividade sexual e retira do homem seu &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; humano, colocando-o sob um estatuto animal, tornando-o incapaz de amar, afinal  quem precisa amar se possível apenas &lt;i&gt;trepar&lt;/i&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Notas:&lt;/h3&gt;&lt;b&gt;&lt;sup&gt;1&lt;/sup&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;A&lt;b&gt; &lt;/b&gt;ética refere-se ao estudo da moral.  Diz respeito à filosofia e à não vida cotidiana.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-113445436624295507?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/113445436624295507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/12/excurso-ideologia-sociedade-e-indivduo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113445436624295507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113445436624295507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/12/excurso-ideologia-sociedade-e-indivduo.html' title='Ideologia, sociedade'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-113445334769833031</id><published>2005-12-12T12:05:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T03:02:09.047-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='civilização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='processo civilizador'/><title type='text'>Das bestas feras guerreiras ao surgimento do amor</title><content type='html'>Fragmento do livro &lt;i&gt;O processo civilizador&lt;/i&gt; de Norbert Elias no qual é sinteticamente relatado o definhamento, ainda que gradual, de um ambiente hostil, o da sociedade feudal do medievo, nas quais as relações sociais eram pautadas normalmente pela força dos calaveiros feudais para uma nova situação. Esta, conhecida e denominada como sociedade cortesã, foi a que possibilitou o surgimento do que se costuma chamar, no período hodierno, de "amor" e de todos os fenômenos e relações sociais que o acompanham. O fragmento fala, claramente, que o "amor" é uma relação social, que, como todas as outras, têm formas de institucionalização inequivocamente objetivas  quando relacionadas à esfera da subjetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Fragmento&lt;/h2&gt;‘Neste particular, emerge com grande clareza ligação entre a estrutura das relações na sociedade em geral e a estrutura da personalidade dos indivíduos. Na maior parte da sociedade feudal, onde o homem mandava e dependência das mulheres era visível e quase irrestrita, nada o obrigava a conter suas pulsões e a impor-lhes controles. Pouco se falava de “amor” na sociedade guerreira. E ficamos até com a impressão de que um homem apaixonado teria parecido ridículo nesse meio de guerreiros. De modo geral, as mulheres eram consideras inferiores. Havia mulheres em número suficiente e elas serviam para satisfazer as pulsões masculinas nas suas formas mais simples. As mulheres eram dadas ao homem para “sua satisfação e deleite”. Isso foi dito numa época posterior, mas estava de perfeito acordo com a conduta dos guerreiros em época anterior. O que eles procuravam nas mulheres era o prazer físico e, à parte isso, “dificilmente se encontrava um homem com paciência para aturar a esposa”.&lt;br /&gt;As pressões sobre a vida sexual das mulheres foram, em toda a história ocidental, com a exceção das grandes cortes absolutistas, consideravelmente mais fortes do que as exercidas sobre homens de igual nascimento. O fato de que mulheres que ocupavam posições elevadas na sociedade guerreira, e portanto gozavam de um certo grau de liberdade, sempre tenham achado mais fácil controlar, refinar e transformar vantajosamente seus sentimentos do que homens de igual &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; talvez refletisse um hábito e um condicionamento precoce nessa direção. Mesmo em relação ao homem de &lt;i&gt;status&lt;/i&gt; social aparentemente igual, ela era um ser dependente, socialmente inferior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em conseqüência, era apenas o relacionamento de um homem socialmente inferior e dependente com uma mulher de classe mais alta que dava origem à contenção, à renúncia e à conseqüente transformação das pulsões. Não foi por acidente que nessa situação humana aquilo que denominamos de “poesia lírica” evoluiu como um evento social de não meramente individual. — De idêntica maneira, como evento social — aquela transformação do prazer, aquela nuança de emoções, aquela sublimação e refinamento de sentimentos que chamamos “amor” finalmente surgiu. Não como exceção, mas em forma socialmente institucionalizada, surgiram contatos entre homem e mulher que tornaram impossível o homem forte simplesmente tomar a mulher quando ela lhe agradasse, o que tornava a mulher inacessível, ou acessível apenas a duras penas e, talvez porque fosse ela de classe mais alta e difícil de conquistar, especialmente desejável. Tal era a situação, o ambiente emocional da &lt;i&gt;Minnesang&lt;/i&gt;, no qual, daí em diante, através dos séculos, os amantes reconheciam parte de seus próprios sentimentos.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIAS, Norbert.&lt;i&gt;O processo civilizador&lt;/i&gt;. Trad. Ruy Jungmann, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed., 1993, Vol. 2., &lt;i&gt;Formação do Estado e civilização&lt;/i&gt;. P. 78-79.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-113445334769833031?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/113445334769833031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/12/das-bestas-feras-guerreiras-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113445334769833031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113445334769833031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/12/das-bestas-feras-guerreiras-ao.html' title='Das bestas feras guerreiras ao surgimento do amor'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-113752949702684511</id><published>2005-08-31T14:00:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:01:57.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teoria social'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metotodologia'/><title type='text'>Sociologia: prática da ciência e determinação</title><content type='html'>Com efeito, sabe-se que, nos dias de hoje, consiste num “suicídio” manter-se à margem do circuito da economia de mercado. Suicídio porque as relações de um indivíduo dependem de suas possibilidades, enquanto agente, sempre limitadas pelas condições econômicas à sua disposição. Quanto mais restritas forem suas possibilidades econômicas, menor será o campo da interação de um dado indivíduo. Nas sociedades capitalistas deste início de século existem, em maior ou menor proporção, um grande contingente populacional à margem da economia de mercado. Tal contigente é entendido, tanto em linguagem acadêmica quanto midiática [quando estes se permitem a falar do assunto], como “excluídos”. E estes não cometeram “suicídio” em massa, posto que tais nãoo escolheram este caminho para si mesmos, mas, ao contrário, as condições em que estão foram-lhe impostas. Esse fenômeno é conhecido como “desemprego estrutural”, ou seja, é uma característica imanente ao modo de produção vigente, em seu atual estágio de desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “incluídos” no mercado estão interessados em manter suas posições e, quando possível, ascender economicamente. Aqueles que estão ingressando no processo de produção almejam uma preparação afim de se adaptarem à concorrência do sistema. Buscam uma profissão com qual possam competir no mercado e, talvez inconscientemente, reproduzir as condições dadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse processo de preparação dá aos indivíduos uma profissão, normalmente especializada, e que não transcende os limites estritos de sua aplicação imediata. As profissões são, assim, apenas meios pelos quais se dá a reprodução do todo. No entanto, há aquele grupo de atividades que não oferecem, após o seu “aprendizado”, uma aplicação imediata, apesar de muitas serem por demais especializadas. Nesse grupo se enquadram os artistas e cientistas, estes últimos imersos na prática científica, com o “saber” propriamente dito. Entre estas estão as ciências “naturais” e “humanas”. As segundas estão preocupadas com um “objeto” vivo, não sujeito à experimentação, constituindo isso a sua especificidade; preocupadas em conhecer a “lógica” inerente da sociedade em todos os seus campos, de acordo, claro está, com o seu campo mais ou menos específico. Assim a geografia focaliza as relações do homem com meio físico, a psicologia com os processos psíquicos do indivíduo e assim por diante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As preocupações que daqui em diante se levarão em conta, dizem respeito a uma disciplina específica das ciências humanas: a Sociologia. Preocupações que dizem respeito não somente à prática científica, mas também ao posicionamento do sociólogo enquanto um sujeito que está dentro de uma ordem específica – capitalista – e a influência deste meio na prática científica. Por isso foi levantado anteriormente o problema do posicionamento do indivíduo no mercado – que pode levar a determinações de outra ordem na produção sociológica que não sejam estritamente vinculadas à prática da ciência. Como exemplo, pode se ter aqueles indivíduos que ingressam no meio acadêmico e que pensam, antes de mais nada, numa posição confortável no “mercado de trabalho” subjugando o conhecimento sociológico adquirido não à problemas “científicos”, mas às “necessidades” do mercado ou às suas “necessidades” econômicas individuais. Não tem valor aqui o pretenso argumento de que o sociólogo, como qualquer outro indivíduo, necessita se posicionar no mercado “a fim de viver” e que isso seria algo determinante na sua trajetória enquanto sociólogo. A história demonstra que isso é, na maior parte dos casos, irrelevante para a obtenção e determinação do conhecimento – não importando se sociológico, filosófico ou seja lá qual for –, não foram desejos econômicos individuais que impeliram Marx ou mesmo Florestan Fernandes à construir um conhecimento voltado à crítica da ordem. As influências de uma tradição de pensamento humanista é o “fator” que pode ser considerado como “condicionante” para esse tipo de conhecimento. Do mesmo modo que a crença no progresso técnico e científico influenciaram o produção de Comte ou Durkheim. A “busca” de uma posição no mercado nesses exemplos supracitados é, claro está, uma fator ridiculamente secundário. Quem fala no mercado como um fim a ser alcançado revela duas características individuais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;(1) horizontes intelectuais estreitos, não se dando conta de como opera a lógica do sistema capitalista (irracional em si mesma); e&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) identificação com a ideologia do status quo dominante, que pode ser relacionada com uma moralmente reprovável “mesquinharia”.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-113752949702684511?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/113752949702684511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/08/sociologia-prtica-da-cincia-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113752949702684511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/113752949702684511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/08/sociologia-prtica-da-cincia-e.html' title='Sociologia: prática da ciência e determinação'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-111588610619861946</id><published>2005-05-12T05:18:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:01:46.109-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciência'/><title type='text'>Raymond Aron</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"&lt;i&gt;Mais vale compreender a diversidade dos mundos existentes do que sonhar com um mundo que não existe mais, porque a realidade não é agradável.&lt;/i&gt;"&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Raymond Aron, &lt;i&gt;Paz e guerra entre as nações&lt;/i&gt;, p. 203.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-111588610619861946?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/111588610619861946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/05/raymond-aron.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/111588610619861946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/111588610619861946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2005/05/raymond-aron.html' title='Raymond Aron'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-110135773600439248</id><published>2004-11-25T02:31:00.001-02:00</published><updated>2009-03-21T03:01:35.923-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ideologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Assertivas</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Embotamento&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Em um momento qualquer, na megalópole São Paulo, certo indivíduo diz: sinto-me mais próximo culturalmente de um nova-iorquino ou londrino que de um acreano. A recíproca oposta não é verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Aqui, ninguém&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Numa conversa, numa roda de amigos, o assunto do momento é a ascendência de cada um. Em certo momento, após todos se definirem como italianos, espanhóis, alemães ou mesmo judeus, uma observação faz-se necessária: ninguém aqui é brasileiro. Este é o que pede esmolas no semáforo, que rouba, mata, estupra; é o desdentado, analfabeto, feio, mal vestido, fulô e pobre. O aparente absurdo somente é possível quando a auto-estima nacional não existir, ao ponto de envergonhar a nós mesmos. Dito de outro modo, nos envergonhamos de sermos o que somos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Embuste&lt;/h2&gt;&lt;br /&gt;Quando o poder econômico privado é dotado de liberdade de expressão, esta última transforma-se em mera liberdade econômica de agentes econômicos limitados dotados de capacidade de ação irrestrita. Não há pensamento, há apenas “racionalidade econômica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;...&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Se um dado indivíduo acredita que, por uma incompreensível constelação de acontecimentos, nada poderá dar certo no meio social em que vive, a fria racionalidade o orientará retirar-se deste meio. Não obstante, a mesma racionalidade dirá que não existem situações incompreensíveis ou mesmo imutáveis. Este hipotético indivíduo padece, primordialmente, de certa incapacidade cognoscitiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Imoral&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Certo indivíduo, possível somente em épocas de alto desenvolvimento cultural, defende que é injusto que nos alimentemos de outros animais, porque nisto reside um ato de grande crueldade. No mesmo momento em que atrocidades são cometidas com estes pobres animais, há, sinistramente, milhares de indivíduos submetidos à condições pré-industriais, desde a fome, no seu mais alto grau, o trabalho escravo e privações de toda espécie. A palavra “humano” perdeu o seu sentido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-110135773600439248?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/110135773600439248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/11/assertivas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/110135773600439248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/110135773600439248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/11/assertivas.html' title='Assertivas'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-109536108194155494</id><published>2004-09-16T15:56:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:01:22.412-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política econômica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FHC'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimentismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Por que falar de Vargas?</title><content type='html'>A pretexto da modernidade e da inserção do Brasil no Primeiro Mundo, nossa classe política, a partir dos 90 do 1900, e a geração de tecnocratas de cultura reflexa ou mimética, deram vazão à prosaica mentalidade colonial, embutida nos arquétipos culturais da Casa-Grande e da Senzala, que definia o perfil da Fazenda Estado da oligarquia agrária, que parasitara o escravo e, com a República, passou a parasitar o Estado, apoiada no extrativismo e na agricultura comercial de exportação que a retribuíram com ganhos para manter o estilo de vida à européia, incluindo o eruditismo oco dissociado da realidade brasileira, que era a de um imenso potencial de desenvolvimento na direção de uma destino de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, o período Vargas, em suas dimensões econômica, social e cultural foi o primeiro mais significativo da República e o segundo no conjunto de nossa história: esforço da monarquia da resguardar a soberania nacional sobre o imenso patrimônio territorial herdado do colonizador lusitano, diante da cobiçada Inglaterra e dos Estados Unidos, à sombra de solertes argumentos desenvolvimentistas, como foi o da abertura dos portos e do Bolívian Sindicate.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o que fora ameaças se efetiva graças a uma classe política, ignorante e oportunista no sentido mais torpe, e a uma elite orgânica sem visão estratégica, empanturrada da literatura exportadas pelos centros de poder decisório da oligarquia financeira hegemônica, como o da Globalização e do Pensamento Único acopladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a razão porque Fernando Henrique Cardoso, ao despedir-se do Senado para assumir a Presidência da República, proclamou ser preciso enterrar a Era Vargas. Ela era o fantasma que o acusava de estar demolindo o Brasil, desinstitucionalizando-o para faze-lo voltar à situação colonial, com as privatizações desestruturadoras da economia e a deterioração de sua capacidade de autodeterminação, com o esgarçamento do tecido social para desmontar as bases do poder nacional: a auto-estima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conseqüências aí estão: um país de joelhos monitorado por organismos financeiros internacionais e entregando, à exploração das multinacionais, seus recursos naturais e estratégicos, como é o caso do petróleo, para nos desguarnecer de reservas indispensáveis às atividades produtivas por termos de importá-lo, até montemos uma infra-estrutura de produção com base na biomassa, no que temos produção ímpar em todo mundo. E essa vantagem já está ameaçada com o projeto de privatização de 50 milhões de hectares da floresta amazônica favorecendo os grupos internacionais, incluindo ONGs sabidamente financiadas por grupos políticos dos governos inglês e norte-americano: de um lado a WWF, capitaneada pelo príncipe Charles, e do outro o Endowment for Democracy, do Diálogo Interamericano. Será o domínio do Chatham House ou Royal Institute for International Affair e o chamado clube das Grandes Ilhas e do Council on Foreign Relations, criados no encontro da Round Table Group, que traçou o plano de fusão das oligarquias norte-americana e inglesa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que falar de Vargas? Porque ele lembra tudo o que começou a ser desconstruído pelas deslumbradas elites orgânicas capitaneadas pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, na esteira do tresloucado Collor: o monopólio estatal do petróleo com a criação da agência nacional do petróleo e as licitações, sobrepondo-a ao Ministério das Minas e Energia; o plano de desenvolvimento da Amazônia, contra a qual foi desferido o primeiro golpe com a criação da Sudam, que abriu a Amazônia às multinacionais, conforme o plano de Nelson Rockeffeler, que, 1942, foi rejeitado por Vargas; a deterioração das Forças Armadas, abandonando a indústria naval e a indústria bélica, a legislação social e trabalhista que dava consciência de de cidadania ao trabalhador; o ensino técnico profissional de nível médio necessário ao apoio dos quadros técnicos de nível superior; o sistema de seguro e resseguro que estava entregue às empresas estrangeiras, desviando para o exterior fabulosas somas de dinheiro; a criação de universidades como a Universidade Federal do Rio de Janeiro — UFRJ; o esfarinhamento do coronelismo e seus currais eleitorais; e, finalmente, programas cívicos culturais estimulando a auto-estima da juventude brasileira, base subjetiva do poder nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Uma homenagem da Associação de Engenheiros da Petrobrás - AEPET&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-109536108194155494?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/109536108194155494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/09/por-que-falar-de-vargas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/109536108194155494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/109536108194155494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/09/por-que-falar-de-vargas.html' title='Por que falar de Vargas?'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-108731734963599629</id><published>2004-06-15T13:23:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:01:10.808-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='estratégia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimentismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações internacionais'/><title type='text'>Política estratégica</title><content type='html'>&lt;h2&gt;Pequeno esboço dos interesses estratégicos do Brasil&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;O Brasil, dentro do cenário internacional, no qual os Estados são os principais atores, está situado como uma potência de média grandeza, de caráter regional, com margem de atuação relativamente ampla no que diz respeito à sua relação com os Estados vizinhos dentro da América do Sul. Além disso, atua como peça chave em negociações internacionais atualmente, tais como as da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), na OMC, no que diz respeito embates econômicos (políticas agrícolas), liderando um grupo de Estados amplo (o G20) dentro dessas negociações. Mantém, além disso, importantes relações com Estados como Índia, China, África do Sul e Rússia. E ainda é o principal membro do Mercado Comum do Sul (Mercosul), que congrega, também, como membros permanentes Argentina, Paraguai e Uruguai, além dos membros associados: Bolívia, Chile e Peru.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É perceptível, de acordo com o exposto, que além de principal ator político-diplomático da América do Sul, e, provavelmente, o segundo em importância dentro das Américas, o Brasil possui, em termos econômicos, a mesma importância e primazia. No que toca este ponto, quando comparado aos seus vizinhos, são perceptíveis as grandes diferenças. A economia brasileira é a mais complexa, possuindo um parque industrial altamente diferenciado, capaz de produzir em escala desde circuitos integrados (com todas as etapas de produção dentro do país) a urânio enriquecido, além de uma indústria de base robusta, que provê o maior parque automobilístico da América Latina e uma lucrativa indústria aeroespacial. Resta ainda a vultosa produção agropecuária, o Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, é o segundo maior produtor de soja e se situa entre os maiores produtores de quase todos os tipos de produtos primários, de bens agrícolas à produção mineral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o que se quer apresentar neste texto não é a descrição sumária de algumas características nas quais o Brasil se sobressai. O objetivo principal deste excurso é a elaboração dos fins estratégicos deste país, não apenas do ponto de vista de sua relação com exterior, mas, fundamentalmente, de todos os caracteres que dizem respeito à constituição de um Estado, internos e externos. Dito de forma tanto mais clara, é a elaboração de uma estratégia — que nada mais é que a técnica para se atingir um fim dado — que esteja de acordo com a tradição histórica deste país, que esteve sempre relacionada à uma conduta pacífica e conciliadora. Isto, porém, não clarifica de imediato o que se quer aqui, porque, claro está, pressupõe-se que ao perpetrar tal tarefa exista algum conjunto de valores que a norteie; simplesmente, por se tratar dos objetivos de um Estado, requer-se que exista, sempre, um corpus ideológico que o fundamente. Isto diz respeito, como não poderia deixar de ser, a interesses econômicos e políticos internos e externos. Normalmente, como ocorreu com todos os grandes Estados na história, tal corpus esteve relacionado com a ideologia do grupo político que detinha a posse do controle político do Estado, isto é, a classe dominante, a elite. No caso da Alemanha de Bismarck, por exemplo, isso esteve relacionado aos ideais de potência, expansionistas, de caráter marcadamente belicista; não apenas norteado por interesses econômicos, mas, também, por valores culturais que julgavam a cultura germânica como a melhor dentre outras, salvaguardados, como se sabe, pelos valores da classe dominante da época, a aristocracia prussiana, marcada pelo seu caráter duelista e guerreiro[1]. As características dessa classe se difundiam pelo restante da sociedade, tinham legitimidade e isto, como a História demonstra, está relacionado sempre com o seu sucesso ao perpetrar os objetivos a que se propunha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, como é possível perceber, os brasileiros deparam-se com a situação de que, no momento presente, não existe um grupo político que tenha objetivos relacionados com uma estratégia que se identifique como objetivos brasileiros e que esteja, ao mesmo tempo, de posse do controle político do Estado. Não obstante, seria possível dizer o contrário, posto que há cerca de uma ano, nas eleições presidenciais brasileiras, um grupo político de oposição foi eleito e assumiu o poder[2]. No entanto, a transformação esperada não foi vista. Durante o primeiro ano de administração muitos esperavam apenas uma transição gradual, sem grandes solavancos por parte do novo grupo. O que se assistiu, porém, é uma acomodação que, no momento presente, indica que atual mudança não virá — não houve transformação econômica digna de nota, nem no que diz respeito à transformação macroeconômica global, como da implementação de uma política de desenvolvimento de acordo com os objetivos anteriores do novo grupo político no poder[3].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas orientações políticas com o novo governo mudaram, contudo. Nem tudo pode ser igual ou parecido com o governo anterior[4].  Há um salto importante no que diz respeito à diplomacia brasileira. O novo governo promoveu importantes mudanças, ainda que a diplomacia esteja agindo de acordo com os interesses comerciais relacionados com a agropecuária. Isto não reflete grande alteração da política externa brasileira[5], posto que faz o Brasil se situar apenas como um produtor de bens primários, característica de uma economia subdesenvolvida[6].  Ainda assim, há a transformação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, em um banco de fomento ao desenvolvimento sul-americano, que visa a integração econômica da América Latina — sendo esta, na opinião do autor que aqui escreve, a mudança mais importante da política externa brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postos tais acontecimentos, surge um ambiente muito estranho, visto que há, ao mesmo tempo, certos caracteres que implicam mudança e outros, ao contrário, indicam um acomodamento no poder, e isso é o que mais importa, isto é, que o objetivo máximo do novo grupo no poder era apenas chegar até ele. Ainda assim, pode-se dizer que a política externa é vacilante, uma vez que ao mesmo tempo em que tenta a implementação de uma diplomacia mais eficaz e independente, de acordo com certos interesses do Brasil, é, por outro lado, subalterna aos termos do governo anterior. Isto quer dizer que grande parte da política econômica, da legislação e promoção social, da educação e política de investimentos estatais é ditada por uma agência internacional, o FMI, que exige tais contrapartidas para oferecer seus empréstimos, ao financiar a dívida externa. Conforme no governo anterior, o Brasil continua atado a uma agência estrangeira, que, ademais, não representa os interesses brasileiros, mais sim os dos países que a controlam[7].  Dito de forma bem simples, o Brasil é dependente e subordinado aos interesses de uma organização internacional — o que consiste não só num absurdo, mas como também numa afronta à soberania nacional que deveria ser garantida, como prevê a Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim o Brasil se depara com a situação anteriormente descrita, qual seja, a de que não há um projeto nacional visível, e que por isso não há nenhuma formulação de interesses estratégicos brasileiros. Isso se dá, simplesmente, porque seria necessária uma ideologia, seja ela qual for, de modo a dar amparo a um conjunto amplo de mudanças e objetivos, mas que fosse clara, identificada de alguma forma com os valores e condições da sociedade brasileira.  A condição objetiva para que se desse a concretização desse corpus ideológico foi perdida no momento em que se preferiu manter as coisas tal qual estavam no governo anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A perda dessa possibilidade submete o Brasil numa situação muito ruim, dado que as chances de transformação política pelo voto democrático parecem ter sido perdidas pela inépcia ou mesmo cinismo do grupo que subiu ao poder, agindo contra os interesses e ideais que pregava. Isto é ruim não só do ponto do desenvolvimento nacional, mas também da própria credibilidade do sistema democrático brasileiro. É, certamente, ultrajante para um eleitor — como o autor do presente texto — votar num partido que se propunha a promover a mudança e não a efetuou, traindo o eleitor. Os motivos que levaram o grupo político dominante a não alterar a conjuntura política são ridiculamente secundários. Com uma transição gradual, como foi feita, perdeu-se a capacidade de polarização política possível justamente por conta da legitimidade surgidas da recente eleição. Com uma transição gradual somada à inépcia, cai-se no ostracismo político, que imobiliza este país em interesses imediatos e politicamente insignificantes. Ao mesmo tempo, perde-se capacidade de centralização em relação a grandes negociações, como um rompimento com a política econômica anterior e, conseqüentemente, com as agências internacionais que as fomentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste chegar a conclusões desse tipo, de que a democracia brasileira não conseguiu promover a mudança política. Historicamente é ainda mais tenebroso, principalmente para aqueles que se identificam com os ideais do liberalismo político. Isso porque, na história brasileira, somente por duas vezes se conseguiu promover desenvolvimento e transformação política por via democrática, nas gestões de Getúlio Vargas[8] e Juscelino Kubitschek, nos anos da década de 1950.  Em todos os outros momentos, os períodos de grande expansão e transformação se deram em períodos autoritários, na primeira gestão de Vargas ou com os militares, principalmente no governo de Emílio Garrastazu Médici.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que impressiona, é que em todos esses períodos, houve um gigantesco crescimento econômico, acompanhado, claro está, de uma gigantesca transformação social que a economia capitalista promove. Mais importante, nesses períodos existiu sempre uma ideologia que fundamentasse as ações do governo no poder, identificados com os ideais ou da nação industrializada e dos trabalhadores, como no populismo de Vargas, no nacional desenvolvimentismo de Kubitschek, ou no Estado forte e soberano dos militares — nos qual foi promovido um surto de desenvolvimento econômico ímpar na história mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento presente, não há condições políticas que indiquem grandes transformações políticas e de formulações estratégicas — o que nunca é impossível formular, como será feito adiante. Ao que tudo indica a política atual está se encaminhando para um desfecho semelhante ao argentino. A democracia, que serve para evitar grandes traumas e assegurar um desenvolvimento político até certo ponto estável, parece não ser compreendida pelos políticos brasileiros, nem muito menos pela elite econômica deste país — que age de forma dependente e reitera seu caráter subdesenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que não haja condições objetivas para a implementação dos objetivos estratégicos brasileiros, pelo menos no governo atual, não é, de modo algum impossível formulá-los, ainda que em linhas muito gerais. Sendo assim, de acordo com as características ditas nos parágrafos introdutórios do presente excurso, e somado a algumas outras, como o fato do Brasil ser o quinto maior do mundo em extensão, dotado de enorme potencial humano, pode-se formular alguns objetivos estratégicos gerais, em ordem de importância não só do ponto de vista externo, mas interno, principalmente por se tratar de um país subdesenvolvido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ol&gt;&lt;li&gt; Desenvolvimento econômico tendo o estado com principal financiador orientando e planejando uma política industrial de caráter nacional. Isto é, financiamento e fomento da produção industrial às empresas nacionais. Investimentos maciços em P&amp;amp;D — pesquisa e desenvolvimento — através de suas universidades públicas, empresas estatais e auxiliando empresas de capital nacional que queiram fomentar a pesquisa internamente; proibição do financiamento público, através de reforma constitucional, às empresas estrangeiras ou empresas nacionais cujo capital votante esteja acima de 51% em mãos de instituições ou agentes estrangeiros, além do impedimento constitucional ao financiamento de compras de empresas estatais por grupos privados.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Dirigismo econômico, isto é, planejamento estatal da política de investimentos industriais que os conduzam preferencialmente a áreas estratégicas, tais como micro-eletrônica, eletrônica quântica, biotecnologia, nanotecnologia, mecatrônica e tecnologia aeroespacial (este último sob tutela direta do Estado em parceria com complexo industrial existente, isto é, a Embraer, de modo a permitir que todas as etapas de fabricação de uma aeronave, comercial ou militar sejam feitas internamente) — sem acesso às empresas estrangeiras ao financiamento público.&lt;/li&gt;&lt;li&gt; Integração econômica com a América do Sul, incluindo as malhas de transporte, rodoviário, ferroviário e hidroviário. Financiamento destas economias de modo a complementar e integrar sob a liderança do Brasil a América do Sul. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tratamento especial da Argentina e Colômbia enquanto parceiros econômicos e diplomáticos na América do Sul e no mundo. O primeiro, com finalidade de integração econômica e diplomática, de modo a aumentar em uma escala sem precedentes a interdependência econômica e diplomática, tentando chegar a um integração política que seja semelhante à da União Européia, mas tendo como ponto de partida a Argentina; assim como o núcleo duro da União Européia é França e Alemanha, o núcleo duro de uma América do Sul federada será Brasil e Argentina, e, quiçá, Colômbia. Esta última deve também ter tratamento especial por conta de estar em uma área em que as fronteiras brasileiras são relativamente vulneráveis. Por outro lado, há a indesejada presença norte-americana, o que deve ser entendida como afronta aos interesses brasileiros de integração da América do Sul; além disso, a guerrilha colombiana é um desafio não só à legitimidade do Estado colombiano, mas também do próprio monopólio legal da força. O Brasil deve participar ativamente da solução desse problema de modo a suplantar o poderio norte-americano na região nas próximas duas décadas.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Investimentos em infra-estrutura de distribuição, como a conexão das malhas ferroviárias e hidroviárias do país, assim como a sua ampliação facilitando a distribuição de bens e riquezas dentro do país; &lt;/li&gt;&lt;li&gt; Investimentos em infra-estrutura energética promovidos pelo Estado e controlados por ele sem acesso às empresas privadas de capital estrangeiro, mas abertas às empresas de capital nacional desde que como sócias minoritárias — essa infra-estrutura é de interesse público e deve ficar, portanto, sob controle direto do Estado;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;                  Reforma agrária que seja ao mesmo tempo mais radical e que exija contrapartidas dos beneficiados, isto é, que exija deles produção de alimentos básicos, voltados para o mercado interno com níveis aceitáveis de produtividade, o que implica em formação de cooperativas de trabalhadores assentados que se voltem para produção de alimentos como feijão, arroz e trigo de modo a baixar seus preços no mercado interno, facilitando o acesso a toda a população — nem que isso implique em subsídios — ao mesmo tempo em que não lese a exportação de outros bens agrícolas altamente demandados no mercado externo.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Melhoramento da máquina estatal, com a criação de novos instrumentos, tal como uma secretaria de controle de preços (tal qual o Departamento de Controle de Preços, nos EUA). Inserção, através, de agressiva política industrial conforme os moldes acima descritos acima, de grande contingente de pessoas no mercado de trabalho, de modo a aumentar a arrecadação  previdenciária. Além disso, é necessário um reaparelhamento dos instrumentos de controle fiscal, o que quer dizer em aumento de quadros e manutenção de bons salários a fim de evitar a corrupção (tal qual na Inglaterra, EUA e Alemanha); &lt;/li&gt;&lt;li&gt; Melhoria dos instrumentos de controle econômico do Estado, o que implica em maior poder de regulação em relação à produção e distribuição, aliada à investimentos de pequenas empresas que lidam diretamente com a produção e distribuição de bens de consumo básicos;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Modificação por completo da atual política econômica; adoção de um mecanismo de financiamento interno, em moeda nacional, mesmo que implique em déficit orçamentário, sendo isso ferramenta do Estado para assegurar demanda elevada[9]. Reestruturação da dívida pública, com políticas de desconto da ordem de 60% a 75% para a dívida externa e pagamento dos títulos em mãos de credores nacionais, desde que cotados em moeda nacional. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Início das conversações graduais para, em três décadas, criar uma Federação Sul-Americana. Para isso, é necessária uma política de desenvolvimento e integração com a Bolívia de modo a arrefecer o embate que existe entre este país e o Chile, dando condições para que a justiça social nesse país, terrivelmente pobre, aconteça.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Ao mesmo tempo, são necessárias maiores cooperações com o mundo subdesenvolvido, de modo que o país angarie credibilidade e status internacional de grande negociador; Além disso, a cooperação com a África e Oriente Médio deve ser extendida num nível muito grande, tendo caráter cooperativo e afinada com a União Européia, Rússia e China, distanciando-se dos Estados Unidos no que tange ao Mundo Árabe. A cooperação com grandes Estados, tais com China, Índia e China deve ser aumentada e sempre num ambiente de cooperação, ainda que agindo sempre em prol dos interesses nacionais e de integração da América do Sul. &lt;/li&gt;&lt;li&gt; Reforma constitucional que impeça as instituições públicas de comprar bens necessários a sua infraestrutura que não sejam produzidos no país. Quando o bem necessário não for produzido internamente, será necessária a criação de um fundo de fomento a produção, e permitida a compra no exterior até que sua produção seja da internamente.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Criação de novas instituições públicas de ensino superior, aumento de sua dotação orçamentária e investimento em pesquisa básica; Regulamentação mais dura em relação às instituições privadas, criação de um currículo mínimo. Fim da política de cotas para estudantes de instituições públicas de ensino médio e melhoria de qualidade desses níveis; além do cerceamento da criação de novas instituições de ensino médio e privado com vistas a fortalecer o princípio republicano de um ensino laico e público. &lt;/li&gt;&lt;li&gt; O Itamaraty deve ser largamente ampliado, com a criação de uma secção especializada voltada apenas para disputas comerciais e promoção de exportações; além disso, é necessário que se amplie seu diálogo com os centros de pesquisa do país, onde se promove a pesquisa em humanidades de modo não só o Itamaraty conseguir mais quadros, mas também estar mais afinado com a intelectualidade do país.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Todas esses objetivos estão associados também a um crescimento da máquina militar do país, e isto é indissociável de qualquer estratégia estatal.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;Esses pontos, cobrem em grande medida, ainda que em traços muito gerais, o que se pode esperar dos objetivos estratégicos de um país como o Brasil. Resumidamente, é possível dizer que o Brasil poderia almejar ser a quinta potência mundial em no mínimo trinta anos. Isto não quer dizer que, se houver condições objetivas, não queira ser a primeira, desde que num ambiente razoável[10]. No entanto, para que se atinja essa posição internacional, o país tem que se desenvolver, por isso seu objetivo maior é o desenvolvimento capitalista controlado nacionalmente, como não poderia deixar de ser. Seguindo tal rumo, a posição de grandeza internacional será facilmente alcançada, e, a partir disso, gozar do status de grande nação —finalmente. Todos estes objetivos podem ser alcançados, mas será que existirá, em algum momento, algum grupo político que implemente tal projeto? Será por via democrática? Não se pode dizer isso a partir da situação atual. Até quando os brasileiros terão que lutar contra uma classe política que luta pela própria manutenção do status quo atual? A Argentina já se libertou, quando o Brasil vai se libertar e finalmente se unir aos seus hermanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" /&gt;&lt;br /&gt;Texto anteriormente apresentado para uma disciplina acadêmica na Universidade de São Paulo, ministrada pelo Prof. Braz Araújo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3&gt;Bibliografia&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;BOBBIT, P. &lt;i&gt;A guerra e a paz na história moderna&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro, Ed. Campus, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARDOSO, F. H. &amp;amp; FALETTO, Enzo, &lt;i&gt;Dependência e Desenvolvimento na América Latina&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, Zahar, 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ELIAS, Norbert. &lt;i&gt;Os alemães&lt;/i&gt;, Rio de Janeiro, Zahar, 1997.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FURTADO, Celso. &lt;i&gt;Teoria e política do desenvolvimento econômico&lt;/i&gt;. São Paulo, Paz e Terra, 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANN, Thomas, &lt;i&gt;A briga do Jappe e do Escobar&lt;/i&gt;, in: &lt;i&gt;Os Famintos e outras histórias&lt;/i&gt;. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000, trad. de Lya Luft, pp. 224-39&lt;br /&gt;&lt;hr align="left" width="33%" /&gt;&lt;h3&gt;Notas&lt;/h3&gt;[1] Ver, como registro literário da legitimidade do cultura duelista aristocrática: Mann, Thomas, A briga do Jappe e do Escobar, in: Os Famintos e outras histórias. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2000, trad. de Lya Luft, pp. 224-39; neste conto Mann descreve, com a primazia da arte que é tão própria da literatura, que mesmo entre as camadas marginais da Alemanha a elite aristocrática era imitada, o que possibilita aferir a legitimidade do grupo dominante, tomando a obra literária não apenas como arte, mas como registro histórico de um certo período — o da Alemanha sob domínio da aristocracia prussiana. Para um registro sociológico ver: Elias, Norbert. Os Alemães, Rio de Janeiro, Zahar, 1997, especialmente o cap. I, parte B, pp. 52-115.&lt;br /&gt;[2] O autor que aqui escreve, no momento imediato a sucessão presidencial, nas eleições de 2002, apresentou num trabalho para a disciplina Trabalho e política, ministrada no segundo semestre daquele ano pelo Prof. Dr. Glauco Arbix, nesta Universidade, um trabalho sobre Teoria do Desenvolvimento que expressava bem, naquele ano, o espírito de boa parte das pessoas que estiveram de algum modo identificadas com o partido que então assumiu o poder — e que, portanto, votaram nele: “As possibilidades para o desenvolvimento estão abertas, [...] num ambiente democrático, numa sociedade que tem a exata medida de seus problemas e com os poderes institucionais de âmbito democrático estabelecidos e, ao que parece, consistentes. Além disso, requer um poder executivo capaz, isto é, que tenha legitimidade, seja eficiente e subordinado ao congresso; por outro lado a sociedade precisa também de suas instituições civis, o que também existe, é só se observar instituições do estrato dominante, como a Fiesp, CNI, Febraban, OAB e, por outro lado, sindicatos estabelecidos e relativamente fortes, como a Força Sindical e a CUT. Para se completar este quadro ideal típico “promissor”, há ainda um governo trabalhista recém eleito – isto é, tem, o que Furtado julga de importância fundamental, uma ideologia do desenvolvimento.” O trabalho tratava do debate acerca da Teoria do Desenvolvimento promovido entre Celso Furtado e F. H. Cardoso, e, conforme o otimismo que permeava toda sociedade de então, mantinha grandes esperanças acerca da transformação que poderia vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Ou com os objetivos com os quais ele historicamente se identificou, tais como um projeto de desenvolvimento, uma política mais favorável aos trabalhadores — de acordo com os princípios do trabalhismo —, a reforma agrária, entre outras. O que se vê é justamente o oposto, o que o partido político dos trabalhadores, o PT, faz é justamente o contrário do que sempre pregou: quer acabar com alguns direitos dos trabalhadores, como a multa de 40% sobre o saldo do FGTS; a defesa da pérola liberal da independência do Banco Central; e a manutenção da política econômica do Consenso de Washington, que pode ser tudo, menos desenvolvimentista e que se resume na triste afirmação de que o tema central é a credibilidade do governo junto aos investidores [rentistas] internacionais. Dito de forma bem clara, o partido que tem o controle político do Estado diz que os objetivos de seu governo são nada mais do que o pagamento da dívida externa — o que quer dizer que se manterá a política de restrição fiscal e econômica do governo anterior. A mudança, portanto, não virá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] Aqui caberia bem a assertiva de Karl Marx que diz que certos acontecimentos se dão duas vezes na história: primeira como tragédia, a segunda como farsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[5] Tal afirmação deve ser vista com cuidado, pois a confirmação do envio de 1.100 homens das Forças Armadas ao Haiti, para dar cabo a sua crise política, é uma das maiores intervenções externas do Brasil nos últimos anos. Para se ter uma idéia, na primeira intervenção brasileira em Timor Leste, forma enviados apenas 50 homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[6] Mas que se combina bem com o ideal de “celeiro do mundo”, que serve para legitimar ideologicamente uma economia de tipo genuinamente subdesenvolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[7] Há uma movimentação do atual governo brasileiro para que se modifique os termos dos acordos com o FMI, mas isto mediante negociação internacional, sem um ato mais afirmativo da soberania nacional como faz a Argentina — o que indica mais dependência e subordinação aos interesses estrangeiros por parte do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[8] E Vargas ainda com a legitimidade aferida no seu governo autoritário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[9] Como prega qualquer manual básico de macroeconomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[10] A autor que aqui escreve gostaria muito que o Brasil fosse o primeiro, mas, antes de mais nada, não gostaria de ver a decadência ou a destruição das grandes potências o Ocidente, como os próprios EUA ou a UE, ao contrário, deseja vê-los firmes e fortes, assim como a Rússia. O que se quer apenas é que o Brasil entre, finalmente, no clube das grandes potências, e a questão fundamental é que não se pode perder mais tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-108731734963599629?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/108731734963599629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/06/poltica-estratgica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/108731734963599629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/108731734963599629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/06/poltica-estratgica.html' title='Política estratégica'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-108560822335468436</id><published>2004-05-26T18:47:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:00:58.112-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='diplomacia'/><title type='text'>Página do Le Monde Diplomatique</title><content type='html'>Descobri ainda pouco a página do &lt;a href="http://www.diplo.com.br/" target="_blank"&gt;Le Monde Diplomatique&lt;/a&gt; em português. É interessante, não deixem de visitar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-108560822335468436?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/108560822335468436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/05/pgina-do-le-monde-diplomatique.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/108560822335468436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/108560822335468436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/05/pgina-do-le-monde-diplomatique.html' title='Página do Le Monde Diplomatique'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-107912404551264488</id><published>2004-03-12T17:40:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:55:27.779-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Otan'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='geopolítica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ocidente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='conflito'/><title type='text'>Otan põe em risco a segurança da Rússia</title><content type='html'>&lt;a href="http://pg.rian.ru/rian/index.cfm?msg_id=4040416" target="_blank"&gt;novas sobre a Rússia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vladimir Simonov, observador político da RIA "Novosti"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diriam os dirigentes da NATO, se os boatos divulgados há três anos de que a Rússia planeia instalar armas nucleares tácticas na Região de Kalininegrado, enclave russo entre as repúblicas bálticas e a Polónia, se viessem a concretizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente para a liderança da Aliança Atlântica seria algo chocante. Depois deste preâmbulo, é mais fácil compreender os sentimentos negativos que provocam em Moscovo as informações relacionadas com a expansão da NATO. Resumidamente, é isto que está em questão. Para o dia 2 de Abril está marcada ou em Chicago ou em Bruxelas a cerimónia solene de admissão de sete novos membros da Aliança - aliás, o maior alargamento da NATO em toda a história da existência do bloco. Em contraste com a Bulgária, Roménia, Eslováquia e Eslovénia, que preferem distanciar-se da euforia do facto, as repúblicas bálticas - Estónia, Letónia e Lituânia - sugeriram logo uma ideia brilhante para a liderança do bloco militar. Na sua fobia à Rússia, estas três repúblicas da extinta União Soviética propuseram logo à NATO tomar conta da protecção do seu espaço aéreo, nem mais nem menos. Ou para ser mais exacto, instalar nos seus territórios caças interceptores de qualquer país veterano da Aliança. O argumento adiantado resume-se mais ou menos na seguinte fórmula: nós não temos força aérea suficiente, mas o inimigo que enfrentamos é pérfido e sinistro, sendo capaz de atacar, violar ou aparecer nos nossos céus, nunca especificando quem é esse inimigo talvez por considerações diplomáticas. &lt;img align="right" src="http://pg.rian.ru/aspx/cim.aspx?img_id=50181" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esta iniciativa fez eco entre aqueles a quem se dirigia. Conforme informou a agência informativa da Dinamarca, Ritzaus Bureau, já a 31 de Março a Lituânia poderá receber o apoio que almejava - isto é, 4 caças bombardeiros dinamarqueses, um radar móvel e uma equipa de cem militares, técnicos e pilotos para prestar serviço numa base aérea recém criada das forças aéreas estrangeiras em território lituano, nas imediações da fronteira com a Rússia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Defesa da Lituânia negou-se a comentar esta notícia. Mas o Presidente da Lituânia, Rolandas Paksas que nada tem a perder face ao processo de impugnação movido contra ele pelo Parlamento, foi mais aberto e sincero. O estadista lituano não excluiu a perspectiva da instalação de bases militares da NATO depois da adesão de Vilnius à Aliança Atlântica. "Se a NATO o quiser e pedir, daremos o nosso sim", anunciou lacónica e claramente Rolandas Paksas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarações tão abertas do estadista lituano não devem ter agradado ao novo Secretário-Geral da NATO, que está a efectuar conversações precisamente na capital lituana. Em dois meses e pouco que Jaap de Hoop Scheffer está neste cargo, já declarou em reiteradas ocasiões que "uma das tarefas fundamentais da sua missão é conservar e dar mais impulso ao desenvolvimento das boas relações com a Rússia, já que só esta orientação é que corresponde aos interesses recíprocos da NATO e da Rússia". Agora bem, neste contexto o barulho dos caças dinamarqueses "F-16" made in USA soa como uma nota dissonante em relação ao que fora dito antes e dá todos os motivos ao Kremlin para duvidar da sinceridade das declarações oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moscovo faz um jogo sincero. Tanto lhe desagrada ver a NATO junto às suas fronteiras, como também camuflar o seu descontentamento com o que se passa na realidade. Com efeito, os interesses comuns da Rússia e da NATO são patentes, são óbvios, traduzindo-se na luta contra o terrorismo internacional e não de maneira nenhuma em cercar a Rússia com bases militares, tanto do lado Sul como do lado Noroeste, ou de qualquer outro lado. Conforme declarou nos finais de Fevereiro o ministro de Defesa da Federação Russa, Serguei Ivanov, que sobreviveu à recente remodelação governamental, "Moscovo não poderá ser tolerante face ao aparecimento de contingentes da NATO nas imediações da Rússia" - quer dizer, nos países bálticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi menos intransigente nas suas declarações sobre a eventual presença da Aliança Atlântica nos países bálticos foi o assessor do Presidente da Rússia para os assuntos internacionais, Serguei Yasterjembsky. Numa entrevista exclusiva ao jornal "Financial Times", este porta-voz deixou bem claro que "qualquer presença da NATO na Lituânia, Letónia ou Estónia, independentemente da sua escala, será interpretada como um passo extremamente negativo. Ao fim e ao cabo, a NATO tem que considerar e tomar em conta a extrema preocupação da Rússia em relação à sua política de alargamento", disse literalmente. No seu dizer, se a protecção dos céus da Roménia ou da Bulgária se insere, de algum modo, na campanha antiterrorista global, "não se pode vislumbrar esta mesma necessidade nos países bálticos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se a liderança da NATO passar por cima destes avisos da parte russa e continuar a insistir nas bases aéreas, de radares e outras formas de presença na região báltica, poderá perder o principal, o que se esforçou por conseguir depois da longa "guerra fria" com a Rússia - ou seja, um significativo nível de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Moscovo ainda se lembram das reuniões e assembleias conjuntas do período de 1996-1997 onde as altas patentes da Aliança Atlântica asseguraram aos representantes da Rússia que jamais a Aliança pisaria o chão da região báltica, tão importante para os interesses nacionais da Rússia. Mais tarde estas declarações foram confirmadas na Acta Fundadora Rússia-NATO, onde se diz que a Aliança do Atlântico Norte não tem causas nem motivos para avançar as suas estruturas até às zonas vulneráveis para Moscovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em forma de conclusão diríamos que a perfídia não é o melhor procedimento para contactos responsáveis, tanto mais com a Rússia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-107912404551264488?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/107912404551264488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/novas-sobre-rssia-otan-pe-em-risco.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107912404551264488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107912404551264488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/novas-sobre-rssia-otan-pe-em-risco.html' title='Otan põe em risco a segurança da Rússia'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-107833792600312208</id><published>2004-03-03T15:18:00.001-03:00</published><updated>2010-03-14T12:55:27.782-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rússia'/><title type='text'>O fim-de-semana à russa em Moscou</title><content type='html'>&lt;i&gt;Observador político da RIA "Novosti", Vladimir Simonov&lt;/i&gt; in &lt;a href="http://pg.rian.ru/rian/index.cfm?msg_id=4005049" target="_blank"&gt;Ria Novosti&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A varanda do meu apartamento dá para a cúpula da sala de cinema "Udarnik". Esta palavra era a dada altura um neologismo para designar um operário exemplar que trabalhava com abnegação e dedicação, que com o seu trabalho ultrapassava as metas do plano de produção em nome do patriotismo e do amor pelo Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois hoje os "udarniks" do trabalho socialista foram desalojados na Rússia por "udarniks" do lazer capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de semana a vida à volta do cinema começa a efervescer, parecendo mais um redemoinho, como que na sala se fosse celebrar a cerimónia dos Óscares. Aparecem luxuosas limusinas com vidros escuros que estacionam junto do cinema e ocupam quase todo o passeio, impedindo a passagem dos transeuntes. Provocam por isso a irritação dos polícias de trânsito e a indignação dos moradores da zona e transeuntes, que se sentem como pessoas absolutamente alheias nesta festa dos novos ricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que desde algum tempo se instalaram simultaneamente no edifício do cinema estabelecimentos de índole vária: um casino, uma sala de "slot machines", o escritório duma empresa desportiva, um restaurante de cozinha japonesa. Em suma, mil e um prazeres concentrados em cinco andares. A projecção de filmes - a propósito, norte-americanos na sua maioria - é como um acepipe que antecede a abundante folia dos ricos de Moscovo, que vieram passar as suas horas de lazer nocturno com um cheirinho ocidental. Dá-se a impressão que ao cair da noite toda a Moscovo entra numa verdadeira festa. Filas de jovens para entrar em discotecas sofisticadas na rua Tverskaya. Há pouco, a minha vizinha Olga - uma senhora já de certa idade, mas que se faz passar por uma "play girl" - comunicava-me toda excitada e extasiada: "Sabe que, eu ontem fui com amigas ver um striptease masculino. Estupendo! Maravilhoso! Por pouco não desmaiava..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros tempos, os feriados estavam mais associados ao envolvimento cultural, ao desenvolvimento da espiritualidade, à calma e sossego. As pessoas aproveitavam os tempos livres para irem ao teatro, para assistir a um concerto de música clássica, para ler Tchekhov ou Dostoiewski. Afinal, não era censurável juntarem-se os amigos na cozinha com um jarrinho de vodca para conversar, desabafar - tal, afinal, condizia com o espírito nacional dos russos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as coisas são totalmente diferentes. Hoje o Camarada Feriado cedeu lugar ao Mister Weekend. Está em voga tudo quanto tenha nomes estrangeiros, tudo o que vem de fora e antigamente era considerado como um modo de vida alheio. Os casinos, bowlings, striptease shows, clubes que congregam adeptos do snowboarding, do skating, carting, gliding e fiting, montanhas russas e parques aquáticos: tudo isto cresce em Moscovo como cogumelos após a chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não raro, tal transfiguração custa caro à cidade. Muitos moscovitas têm a certeza que se não fosse esta febre, este boom que vem do Ocidente e se expande como peste na indústria de diversões, se poderia ter evitado a recente tragédia no parque aquático de Moscovo, que ceifou 28 vidas. É porque tudo foi construído às pressas ignorando padrões e normas estabelecidos - só para ganhar o lucro rápido e fácil. A última paixão dos moscovitas é passar todo o sábado ou domingo em hipermercados, ou em "malls", ou em centros comerciais que aparecem pelo perímetro da cidade em proporções assustadoras. Nestes dias no hipermercado francês "Auchan" é um atropelo: gente sem fim carregando carrinhos de produtos alimentares em quantidades que nem em cinco anos poderá comer. Julgo que os proprietários franceses nem podiam imaginar um triunfo como esse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sociólogos analisam apaixonadamente este fenómeno do consumismo. De acordo com suas teorias, contrariamente à realidade ocidental, a classe média russa, recém-nascida, não possui capitais suficientes para abrir o seu negócio, ou investir num projecto, ou afinal poupar algo para a velhice. E daí surge o desejo dos russos de gastar dinheiro para receber imediatamente algo em troca, mesmo que seja um prazer efémero e fugaz. Surge a tentação de provar tudo, experimentar tudo, vestir tudo, ver tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente isto faz-se também para declarar ou afirmar o seu estatuto social. Ou para obter a atenção dos outros, ou para ostentar luxo, riqueza, bem-estar. Visto por outro prisma, esta euforia do fim-de-semana atesta também outro fenómeno - ou seja, a recuperação geral da economia russa. Devido aos elevados preços de petróleo que se mantêm nos mercados mundiais, a Rússia esqueceu o défice do orçamento, acumulou fabulosas reservas em ouro e moeda estrangeira equivalentes a 88 biliões de dólares - quantia essa que ultrapassa de longe o que têm os Estados Unidos e a China, conseguiu duplicar os investimentos estrangeiros na economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chagas sociais começam a cicatrizar-se aos poucos, a taxa de criminalidade vai também descendo. Tal gera mais optimismo entre a população, cujo poder de compra aumentou em um só ano mais de 10 por cento. Por isso, as pessoas passam a lembrar-se mais frequentemente do ditado popular que diz "Ninguém pode proibir de viver com luxo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, estes fins-de-semana pomposos, faustosos, abundantes, com cheiro ocidental, são acessíveis apenas a uma minoria da população que soube adaptar-se às circunstâncias, à viragem histórica que o país fez para chegar à economia de mercado. Entretanto, um terço da população leva uma vida abaixo do nível de subsistência, enfrentando a sub-alimentação, a desnutrição e outros fenómenos característicos da pobreza. Este segmento só pode ver de longe luzes de neón dos hipermercados, contentando-se com um naco de pão e um copo de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas zonas rurais onde a situação material não das melhores, o lazer continua conforme tradições antigas e sadias. O povo ali descansa como era época dos avôs e bisavôs - ninguém pretende copiar modelos e padrões ocidentais, até mesmo os repudiam, os detestam. E isto significa que os costumes e as tradições ficam mais respeitados, acatados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tia Dússia que eu conheço e que mora numa casebre de madeira na aldeia de Chaganino, a apenas 50 km da capital, prepara o seu sobrinho Volodia para ir pescar no rio coberto de gelo, equipando-o com casaco de pele de borrego, gorro forte que cobre as orelhas, botas grossas, cana de pesca, uma perfuradora para fazer abertura no gelo e, é óbvio, uma garrafa de vodca ou álcool caseiro (o que é ainda melhor porque tem mais graduação). O povo crê que sem vodca o peixe não vai picar. Digo que nos fins-de-semana tem muita gente nos lagos e rios congelados a pescar, mesmo que seja peixes miudinhos. Os pescadores passam largas horas no meio do frio de rachar aquecendo-se com a vodca que trazem consigo. Eu não sei o que é que acha a gente neste passatempos: se é uma paixão, ou se é o masoquismo, ou se é a propensão da alma russa para a solidão filosófica. Em todo o caso, esta ocupação deixa em alerta os serviços de defesa civil, porque o gelo quando é fraco - sobretudo na temporada de Primavera ou princípios de Outono - quebra com facilidade e o pescador vê-se mergulhado em água fria. Foi Isso o que aconteceu este ano com dezenas de pescadores nos arredores de Moscovo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns adoram gelo e outros vapor dos banhos russos. Nada têm a ver com a sofisticada sauna finlandesa com equipamentos eléctricos. Tudo é simples: pedras incandescentes, à brasa, e por cima destas deita-se água fria para obter o vapor, ou o kvas (bebida típica dos Russos) para obter um aroma agradável e embriagante. E depois segue uma massagem bem forte chicoteando o banhista com um feixe feito de ramos de bétula. E assim vai-se repetindo durante horas e horas. O ponto culminante deste processo é o mergulho na abertura feita no gelo que cobre o rio ou lago. Isso é que é delícia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão da civilização e cultura ocidentais, o desenfreio das novelas televisivas de baixa qualidade, não raro, provocou entre muitos russos que não são cosmopolitas os sentimentos de repúdio, de rejeição e fez com a Nação virasse de novo aos valores antigos, às tradições e costumes seculares - em suma, às raízes nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imagem dum weekend a la russa seria incompleto sem o brilho das cúpulas douradas das igrejas e catedrais, sem o toque dos sinos... Depois dos setenta anos da dominação da ideologia comunista que permitia fazer voar pelos ares templos e santuários, transformar os lugares venerados e sagrados em cavalariça e pocilga, agora a fé, a doutrina religiosa entrou de novo em auge. Nas cerimónias e liturgias aparecem estadistas, altos responsáveis públicos, figuras de destaque, personalidades respeitadas. Há uma coisa nesta tendência que deixa de sobreaviso: esta paixão pela Religião que de repente tomou o perfil não será um tributo à moda, uma tentativa de andar ao compasso do tempo e das reformas sem ser um amor verdadeiro? Fosse como fosse, este renascimento religioso passou a completar o fim-de-semana dos Russos, dando-lhe a consistência espiritual, o saneamento moral. Sendo assim, realizar-se-á o enunciado do profeta Isaias: "Todo o Mundo está em descanso, está em paz e exclama cheio de alegria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;Para que são necessários os desfaios aéreos entre a Rússia e a  Otan?&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;Viktor Litovkin, observador militar da RIA "Novosti"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana passada, um avião A-50 de reconhecimento e um avião Su-24 MR de reconhecimento naval da Força Aérea da Rússia &lt;img align="left" alt="Su-24 MR" height="124" src="http://cargolade.free.fr/su24fencerb.jpg" width="200" /&gt; realizaram dez voos ao longo das fronteiras ocidentais da Rússia e nas águas neutras do Mar Báltico, perto do litoral da Estónia, Letónia e Lituânia. Eles levantaram voo do aeródromo de Levachovo, nas proximidades de São Petersburgo, e algumas horas depois aterraram no aeródromo de Khrabrovo, na Região de Kaliningrado. Depois de um pequeno descanso os pilotos regressaram pelo mesmo itinerário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comandante-chefe da Força Aérea da Rússia, general Vladimir Mikhailov, não ocultou que estes voos foram empreendidos em resposta às acções dos aviões americanos E-3 Sentry AWACS de detecção e identificação à distância que alguns dias antes tinham chegado aos países do Báltico procedentes da base aérea de Geilenkirchen na Alemanha e fizeram uma série de voos de demonstração nos céus da Letónia e Lituânia ao longo das fronteiras da Rússia. Embora representantes da Aliança do Atlântico Norte tivessem afirmado que estes voos tiveram um carácter de instrução e não de reconhecimento e eram destinados à verificação da compatibilidade do sistema "Baltnet" de observação do espaço aéreo (ele está a ser criado pela Lituânia, Letónia e Estónia com ajuda de Bruxelas) com o sistema integrado de defesa antiaérea da NATO, só pessoas absolutamente inexperientes em assuntos militares podiam acreditar nas suas palavras.&lt;br /&gt;&lt;img align="right" alt="A-50" height="150" src="http://www.fas.org/nuke/guide/russia/airdef/a-50-mains_p1-s.jpg" style="margin: 4px; padding: 4px;" width="224" /&gt;&lt;br /&gt;"Cada um de nós compreende - declarou o general Mikhailov - que os aviões não sobrevoam territórios alheios com fins de instrução. E para que não me levem a mal, organizei também os voos dos nossos A-50 e Su-24MR. Esta não foi uma manifestação, simplesmente não quero ficar a dever e, além disso, é necessário treinar as tripulações".&lt;br /&gt;O general fez esta declaração em conferência de imprensa organizada pelo Ministério da Defesa da Rússia para os adidos das Forças Aéreas de outros países acreditados em Moscovo. Todos os diplomatas militares, formados, via de regra, pelas faculdades de serviço secreto das academias militares, compreendem bem que o próprio comandante-chefe da Força Aérea não pode enviar os seus aviões para as águas neutras do Mar Báltico. Para que os aviões militares possam atravessar as fronteiras do país, é necessário receber a respectiva ordem do chefe do Estado-Maior General. É pouco provável que este último tenha tomado esta decisão sem a aprovação do ministro da Defesa e, possivelmente, do Presidente do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, podemos estar certos de que a demarche do general Mikhailov não foi uma simples manifestação de "ousadia do comandante-chefe" e do seu desejo de "não ficar a dever". Assistimos, evidentemente, a uma acção bem planeada pela direcção militar máxima da Rússia que, provavelmente, não tenciona mais perdoar aos parceiros ocidentais o seu desprezo ostensivo pelos interesses da segurança nacional russa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;O vôo dos aviões AWACS deve ser considerado exactamente como um desafio.&lt;/h2&gt;O caso é que a antena AN/APY-2 instalada no E-3 AWACS  &lt;img align="right" alt="E-3 AWACS" src="http://www.boeing.com/defense-space/infoelect/e3awacs/e3c_200.gif" style="margin: 4px; padding: 4px;" /&gt;varre um espaço com um raio de 550 km em profundidade. É efectuado o reconhecimento não só do espaço aéreo, mas também da superfície terrestre e aquática. E em 6-11 horas de voo o Pentágono, contando com o apoio incondicional e eficiente de Tallin, Riga e Vilnius, podia ter feito uma "radiografia" completa do sul da Karélia e das Regiões de Leninegrado, Pskov, Novgorod e Kaliningrado da Rússia, e os generais russos não duvidam que foi isso mesmo que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, por que não se podia observar a terra a partir do ar, se o território da Rússia investigado pelo AWACS está inteiramente sujeito ao Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais na Europa (TFACE)? Aliás, nada impedia Washington de declarar o seu desejo de fazer uma inspecção à Região Militar de Leninegrado, da qual fazem parte as regiões administrativas de Pskov e Novgord e a região especial de Kaliningrado. E 48 horas depois os seus representantes já poderiam visitar livremente as unidades militares russas e contar os tanques, canhões, veículos blindados, aviões... Por que não utilizaram os EUA este direito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque quaisquer inspecções no âmbito do TFACE pressupõem o "princípio da reciprocidade". Se algum dos países da NATO verifica as nossas unidades militares podemos exigir o direito análogo de verificar determinadas unidades de um Estado membro da Aliança do Atlântico Norte ou as bases deste Estado instaladas num território alheio mas sujeitas às disposições do TFACE. No entanto, embora os países do Báltico, que nos próximos meses ingressam na NATO e a partir de cujo território foi efectuado o voo de reconhecimento do AWACS americano, declarem a sua fidelidade a todos os tratados internacionais reconhecidos pela Aliança, até agora não aderiram ao Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais na Europa. Portanto, os inspectores russos não podem verificar as suas unidades militares. E, como é natural, isso cria uma tensão suplementar nas relações entre Moscovo, Tallin, Riga e Vilnius, de um lado, entre Moscovo e Bruxelas, por outro, e entre Moscovo e Washington, por outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capital russa são feitas constantemente observações de que os parceiros ocidentais do Conselho Rússia-NATO, que em todos os fóruns internacionais falam muito e pormenorizadamente sobre as crescentes relações entre as duas partes, na realidade, procuram sempre mostrar quem nesta cooperação pode fazer tudo o que quiser e quem não pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso transforma-se gradualmente, sem dúvida, num factor irritante para o Kremlin, embora a direcção russa procure aparentar que em princípio, não ocorre nada de sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como é possível dizer que não ocorre nada se, como informou o comandante-chefe da Força Aérea da Rússia, em 2004 os meios nacionais de defesa antiaérea detectaram 250 voos de aviões de reconhecimento da NATO ao longo das nossas fronteiras. Este número é demasiadamente grande. E os militares receberam, provavelmente, "carta branca" para empreenderem acções de resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os exemplos figura o voo efectuado no ano passado pelo E-3 AWACS americano nos céus da Geórgia. Em resposta foi levantada ao ar uma patrulha de caças russos Su-27 &lt;img align="left" alt="Su-27" src="http://home.iae.nl/users/wbergmns/thumbn/su27_r.jpg" style="margin: 4px; padding: 4px;" /&gt;com mísseis suspensos que sobrevoaram algumas vezes a Grande Cordilheira do Cáucaso, ao longo da fronteira russo-georgiana. Portanto, como vemos, o método de "pagamento de dívidas" foi testado ainda antes e não nos céus do Báltico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São bem sabidas as consequências das "brincadeiras com armas" e dos desafios ostensivos dos militares: por alguns motivos podem falhar os nervos de alguém. E o que acontecerá então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, os políticos sérios devem responder à pergunta sobre se estes "factores de irritação" são necessários nas relações entre Moscovo e as capitais da União Europeia e no Conselho Rússia-NATO? Talvez valha a pena chegar a acordo para evitar "voos de instrução" dos AWACS americanos e outros e, mais ainda, de aviões bombardeiros ao longo das fronteiras russas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, existe uma alternativa. Na mesma conferência de imprensa com os adidos militares o general Mikhailov já prometeu enviar bombardeiros estratégicos russos Tu-160 e Tu-95MS com mísseis de cruzeiro a bordo "em voos de instrução para o Atlântico". "Não nos custa nada fazê-lo - disse o general. - Basta indicar o rumo, abastecer os aviões de combustível e avante!".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-107833792600312208?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/107833792600312208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-fim-de-semana-russa-em-moscou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107833792600312208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107833792600312208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-fim-de-semana-russa-em-moscou.html' title='O fim-de-semana à russa em Moscou'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-107823674288390973</id><published>2004-03-02T11:12:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:00:23.445-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='FMI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Argentina'/><title type='text'>O que a subalterna mídia  brasileira não menciona</title><content type='html'>Kirchner rechazó las presiones por la deuda y cuestionó al FMI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;En una clara señal al Fondo, dijo que el cambio de reglas o las presiones "no conduce a una relación de buena fe". Ratificó la quita para los acreedores, pero afirmó: "No somos el Gobierno del default".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://www.clarin.com/diario/hoy/p-00301.htm" target="_blank"&gt;Clarín&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-107823674288390973?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/107823674288390973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-que-subalterna-mdia-brasileira-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107823674288390973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107823674288390973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-que-subalterna-mdia-brasileira-no.html' title='O que a subalterna mídia  brasileira não menciona'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-107823023509862817</id><published>2004-03-02T09:23:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:00:12.326-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><title type='text'>O exterminador de riquezas</title><content type='html'>O desempenho do PIB de 2003 é apenas a confirmação estatística do que se sabia na prática: o Banco Central foi responsável pelo maior processo de destruição de riqueza nacional que se tem notícia desde o ano o fatídico de 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inacreditável como um país inteiro pode ficar refém de uma política torta, que se baseia em um modelo teórico questionado, implementada por pessoas sem nenhuma capacidade de observação da realidade, que se movem apenas por manuais de instrução feitos para países com outra voltagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é que pode, com a dinâmica que esse nível de juros imprime à dívida, que se mantenha a taxa de juros com base em uma ata tão pífia quanto a do Copom? Mantém-se os juros altos para evitar a possibilidade futura de uma volta da inflação, que ninguém consegue enxergar no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bom o governo Lula se precaver. O caso Waldomiro não aumentou o poder discricionário do BC — como supõem alguns pensadores de planilha. Pelo contrário, nos próximos meses haverá um aumento gradativo da pressão política, porque o episódio acabou com o período de carência do governo Lula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início do governo não faltaram alertas sobre a política suicida colocada em pauta por esses irresponsáveis — irresponsáveis porque as bombas armadas agora explodirão em um futuro qualquer e não haverá falta de álibis para justificar o desastre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora já se tem claros os resultados dessa loucura: aumentos brutais de impostos, cortes brutais de despesa e nem assim se dando conta da dívida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não adianta no futuro descobrir que o governo Lula entregou o BC a um desvairado, como não adianta culpar Gustavo Franco pelo desastre que cometeu à frente do banco: o responsável final é o chefe, Lula, como foi, no governo passado, FHC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a opinião pública se der conta de que todo o sacrifício da maioria e dos lucros indecentes de uma minoria tiveram como único resultado aumentar a miséria da maioria e os ganhos da minoria e como resultante um país mais pobre e vulnerável, não haverá quem segure  a reação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, é hora, mais do que nunca, de José Dirceu curar as feridas, de Antônio Palocci Filho receber uma injeção de bom senso e segurar essa ignorância alucinada do BC enquanto é tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luís Nassif, Folha de São Paulo, 28/Fev/2004.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3611808-107823023509862817?l=totalidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://totalidade.blogspot.com/feeds/107823023509862817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-exterminador-de-riquezas-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107823023509862817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3611808/posts/default/107823023509862817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://totalidade.blogspot.com/2004/03/o-exterminador-de-riquezas-o.html' title='O exterminador de riquezas'/><author><name>Fabrício Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17231622448540676194</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_TLiOrnyiUXE/S-hOKmM7kEI/AAAAAAAAAcA/DZAyaRU6V1Q/S220/10.05.2010-2.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3611808.post-107823017166999938</id><published>2004-03-02T09:22:00.001-03:00</published><updated>2009-03-21T03:00:01.429-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='desenvolvimento econômico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='economia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brasil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='política econômica'/><title type='text'>Fisiologismo</title><content type='html'>&lt;i&gt;“O PT mudou para melhor, ao ampliar sua política de alianças, compreender a complexidade do país e ter um interlocução mais refinada com a sociedade. Creio que o partido não tem mais veto a ninguém e pode conversar com o PSDB e o PFL.”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrus Ananias, ontem no jornal Valor Econômico, p. A-5&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PT assume nas palavras do ministro do Desenvolvimento Social à marca que, depois das eleições, norteou toda política até o momento perpetrada pelo partido. Ao deixar de lado todas as propostas de mudança na data em que foi eleito, Lula e grande parte PT assumiu a marca de todos os partidos democráticos que até hoje passaram pelo poder: o fisiologismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo governo se comprometeu a mudar a política econômica, não mudou e acentuou a política econômica efetuada por FHC, como tanto primor que conseguiu a façanha que nem mesmo o ilustre e verborrágico FHC conseguiu, que é fazer o PIB brasileiro decrescer. Ao colocar um asno no BC e uma corja de estúpidos, e dizer aos quatro ventos que o tema central deste governo é a &lt;i&gt;credibilidade junto aos investidores&lt;/i&gt; abdicou-se, já nos primeiros dias do governo, de qualquer perspectiva de transformação. Além disso, admitir que a finalidade do governo é o pagamento dos rentistas internacionais, da rapinagem financeira iniciada por FHC, admiti-se, também, que a finalidade básica do país é servir aos interesses de dito mercado financeiro internacional. Dito de forma mais clara, o Brasil diz, na figura infame de seu chefe de Estado, que não é o desenvolvimento, não é o crescimento econômico, não é investimento estrangeiro, mas sim e &lt;i&gt;sempre&lt;/i&gt; o pagamento da dívida a finalidade básica. Não se preocupem abutres da dívida, os governantes desse país admitem: não temos soberania e vamos fazer de vocês mais ricos, sufocando a população do país com mais e mais impostos, destruindo o sistema produtivo com juros heréticos. Com Lula se consolidará um processo de desindustrialização que tem início com FHC. Retornaremos a um perfil de país abandonamos nos anos 40, com Vargas, de país agrário exportador, duramente superado em períodos politicamente mais autoritários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fala de Patrus Ananias vem a confirmar que o PT que aí está tinha como único objetivo subir ao poder para manter as coisas como estavam, só que com um detalhe importante, fazer deste país uma nação de miseráveis com mais competência que FHC e seus consortes, quais sejam, PFL, PSDB e PMDB. Fisiologismo infame de um partido que até então era de centro-esquerda, convidando o PFL e PSDB como aliados para as eleições municipais deste ano. Como é que pode uma infâmia dessas, chamar o PFL, uma quadrilha formalmente chamada de partido, ou o PSDB, o maior conjunto de entreguistas que esse país já viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso o PT consegue cada vez mais solapar as bases de quem tinha alguma fé na possibilidade de transformação pelo voto democrático. Como é que pode um partido de centro-esquerda tentar juntar-se a um de direita, o PFL? Fisiologismo imundo do PT, que quer unir-se aos antigos detentores do poder político para melhor repartir os despojos do Estado, ou do que resta do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nós vamos, todos, assistir, no governo Lula, não ao espetáculo do desenvolvimento, mas sim ao infame espetáculo do subdesenvolvimento. A diferença de Lula e do PT em relação a todos os demais governantes que o Brasil teve, é submeter este país e 
